terça-feira, 11 de abril de 2017

Vigilia pascal – A noite da iluminação

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A celebração da Ressurreição de Cristo começa na noite  através de uma grande festa da luz. Os fiéis se reúnem na parte exterior do templo, na escuridão. Nos lugares onde há batismos os catecúmenos ocupam lugar de destaque ao lado dos fiéis. Vão ser “iniciados” e “iluminados”, integrados à comunhão dos discípulos ao receberem os sacramentos, o primeiro deles sendo o batismo.

Acende-se a fogueira. Primitivamente o fogo era aceso com faíscas obtidas pela fricção entre duas pedras. A chama brota da pedra do túmulo. A chama é grande, capaz de devorar e iluminar a noite. Ela é símbolo da vida nova que  a morte não pode apagar.

Perto está o grande círio, marcado com os sinais de Cristo: a cruz, as letras alfa e ômega, os algarismos do ano em curso. No Apocalipse, o Cristo é designado de Alfa e Ômega, o princípio e o fim.  Aos poucos todo o templo é iluminado com dezenas de velas acesas.  Noite de luz! A noite será mais clara que o dia.

São João Crisóstomo: “Vós que buscais a Deus e que amais o Senhor  vinde degustar a beleza e a luz desta festa. Ricos e pobres, vivei na mesma alegria. Fostes diligentes ou preguiçosos? Celebrai este Dia! Vós que  jejuaste e vós que  não jejuastes, hoje alegrai-vos. A mesa do banquete de festa está posta: degustai todos, sem reticência alguma!”

O canto do Exulte enche o templo. Que dos céus desçam os anjos triunfantes, que soem as trombetas. Alegre-se a terra, alegre-se a Mãe Igreja. Que Deus escute o Aleluia cantado por todo o povo.

A  liturgia da Palavra desenvolve os principais temas da Páscoa.  Ela é recriação, libertação, soerguimento dos mortos. O conjunto de leituras, cânticos e responsórios constituem uma catequese da fé pascal. Durante um bom espaço de tempo, sem pressa, são proclamadas as maravilhas que o Senhor foi operando na história: criação, vocação de Abraão,  travessia do Mar Vermelho,  o Deus esposo de Isaías,  caminhada  rumo ao esplendor do Senhor na pena de Baruc, o tema das águas puras e do coração novo e assim se chega ao portal do Novo Testamento.  Uma vigília que já consiste numa festa…

A terceira parte da Vigília é a liturgia batismal, tão consentânea com a festa. Na Igreja antiga era nessa grande noite da Páscoa que se realizava a iniciação aos mistérios cristãos: o batismo, a crismação pelo bispo – nossa confirmação – e o acesso à mesa eucarística. Em nossos dias, mesmo quando não há batizados, há a bênção da água e da aspersão.

No final de tudo  acontece a liturgia eucarística da noite de Páscoa.

Nota:
Texto de apoio:
Initiation  au mystère de Pâques
Revista Panorama (França)  abril de 2004

Fonte: http://www.franciscanos.org.br/

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