domingo, 29 de junho de 2014

Papa na Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo: "o nosso verdadeiro refúgio é a confiança em Deus".



Cidade do Vaticano (RV) – Neste domingo, 29, Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, Patronos principais de Roma, e Dia do Papa, o Sucessor de Pedro, o Papa Francisco presidiu na Basílica vaticana a Santa Missa durante a qual entregou o Pálio a 24 novos arcebispos provenientes de todo o mundo: do Brasil receberam Dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre, e Dom José Luiz Majella Delgado, Arcebispo de Pouso Alegre. O Pálio é uma insígnia exclusiva dos Arcebispos e do Patriarca de Jerusalém do rito latino; é uma pequena estola, feita de lã branca de cordeiro, com seis cruzes e franjas pretas. Exprime o poder que o Arcebispo recebe na província eclesiástica. Liga-o mais estreitamente com a Igreja de Roma. Tem, por isso, um valor simbólico de comunhão eclesial.

No início da sua homilia o Papa Francisco expressou a sua alegria pela presença da Delegação enviada pelo Patriarca Ecumênico, “o venerado e amado irmão Bartolomeu, guiada pelo Metropolita Ioannis”. Pedimos ao Senhor – disse o Santo Padre - que possa, também esta visita, reforçar os nossos laços fraternos no caminho rumo à plena comunhão entre as duas Igrejas irmãs, por nós tão desejada.

Em seguida o Pontífice recordou que “nos primeiros tempos do serviço de Pedro, na comunidade cristã de Jerusalém havia grande apreensão por causa das perseguições de Herodes contra alguns membros da Igreja. Ordenou a morte de Tiago e agora, para agradar ao povo, a prisão do próprio Pedro. Ele guardado e acorrentado na prisão, quando ouve a voz do Anjo que lhe diz: «Ergue-te depressa! (...) Põe o cinto e calça as sandálias. (...) Cobre-te com a capa e segue-me» (Act 12, 7-8). Caiem-lhe as cadeias, e a porta da prisão abre-se sozinha. Pedro dá-se conta de que o Senhor o «arrancou das mãos de Herodes»; dá-se conta de que Deus o libertou do medo e das cadeias. Sim, o Senhor liberta-nos de todo o medo e de todas as cadeias, para podermos ser verdadeiramente livres.

Aqui está um problema que nos toca disse Francisco dirigindo aos bispos: o problema do medo e dos refúgios pastorais. 


Pergunto-me: Nós, amados Irmãos Bispos, temos medo? De que é que temos medo? E, se o temos, que refúgios procuramos, na nossa vida pastoral, para nos pormos a seguro? Procuramos porventura o apoio daqueles que têm poder neste mundo? Ou deixamo-nos enganar pelo orgulho que procura compensações e agradecimentos, parecendo-nos estar seguros com isso? Onde pomos a nossa segurança? 


O testemunho do Apóstolo Pedro - continuou o Papa - lembra-nos que o nosso verdadeiro refúgio é a confiança em Deus: esta afasta todo o medo e torna-nos livres de toda a escravidão e de qualquer tentação mundana.

Hoje nós – o Bispo de Roma e os outros Bispos, especialmente os Metropolitas que receberam o Pálio – sentimos que o exemplo de São Pedro nos desafia a verificar a nossa confiança no Senhor.

Pedro experimentou que a fidelidade de Deus é maior do que as nossas infidelidades, e mais forte do que as nossas negações. Dá-se conta de que a fidelidade do Senhor afasta os nossos medos e ultrapassa toda a imaginação humana.

Hoje, Jesus faz a mesma pergunta também a nós: «Tu amas-Me?». E faz isso precisamente porque conhece os nossos medos e as nossas fadigas. E Pedro indica-nos o caminho: confiar n’Ele, que «sabe tudo» de nós, confiando, não na nossa capacidade de Lhe ser fiel, mas na sua inabalável fidelidade. Jesus nunca nos abandona é fiel.

A fidelidade que Deus, sem cessar, nos confirma também a nós, Pastores, independentemente dos nossos méritos, é a fonte de nossa confiança e da nossa paz.

E Pedro deve contentar-se com o amor de Jesus. Esta experiência de Pedro encerra uma mensagem importante também para nós, amados irmãos Arcebispos. Hoje, o Senhor repete a mim, a vós e a todos os Pastores: Segue-Me! Não percas tempo em questões ou conversas inúteis; não te detenhas nas coisas secundárias, mas fixa-te no essencial e segue-Me.

Segue-Me, não obstante as dificuldades. Segue-me na pregação do Evangelho. Segue-Me no testemunho duma vida que corresponda ao dom de graça do Batismo e da Ordenação. Segue-Me quando falas de Mim às pessoas com quem vives dia-a-dia, na fadiga do trabalho, do diálogo e da amizade. Segue-Me no anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos últimos, para que a ninguém falte a Palavra de vida, que liberta de todo o medo e dá a confiança na fidelidade de Deus. Segue-Me. (SP)


Fonte: Rádio Vaticano 

São Pedro e São Paulo



A liturgia comemora São Pedro e São Paulo, os dois grandes Apóstolos da primeira comunidade cristã, como mestres e confessores da fé. Esta solenidade é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. 

E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo. 

O Papa Bento XVI apresenta Pedro e Paulo como “fundamentos da Igreja”: “Os dois Santos padroeiros de Roma, mesmo tendo recebido de Deus carismas e missões diferentes, são ambos fundamentos da Igreja una, santa, católica e apostólica, permanentemente aperta à dinâmica missionária e ecuménica”. 

Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios. 

A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero. 

Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os “Pais de Roma”. Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue “fundaram” a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre. 

São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja”. São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade. 

São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o “Apóstolo dos Gentios”. 

São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre. 

Fonte: http://franciscanos.org.br

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Convite para Missa e Adoração


Irmãos e Irmãs,
Paz e bem!

Na próxima sexta-feira dia 27/06/14 na Igreja das Chagas faremos uma tarde de adoração ao Santíssimo Sacramento em louvor ao Sagrado Coração de Jesus a partir das 14:30 horas e encerraremos ás 16:30hs com a Santa Eucaristia presidida pelo Frei Gustavo G Medella, OFM.

Estejamos unidos diante do altar rezando em ação de graças por tantos benefícios recebidos das mãos de Nosso Deus! E colocando aos seus pés as grandes dificuldades espirituais e materiais da nossa Fraternidade.


Deus seja louvado! 
Maria Nascimento

terça-feira, 24 de junho de 2014

São João Batista


Dia 24 de Junho

História: O arcanjo Gabriel, apresentou-se diante de Zacarias na Igreja que cuidava e disse-lhe que suas orações haviam sido ouvidas e em conseqüência, sua mulher, que era estéril e de idade avançada, ia a conceber e lhe daria um filho. (Lucas 1) (Mateus 11). E agregou: “Tu lhe darás o nome de João e será para ti objeto de júbilo e alegria; muitos se regozijarão por seu nascimento posto que será grande diante do Senhor”.

Mas Zacarias duvidou e assim perdeu a voz. Quando o porta-voz da redenção nasceu, e Zacarias escreveu num tabuinha: “Seu nome é João”, o sacerdote recuperou imediatamente a fala e entoou o esplêndido hino de amor e agradecimento conhecido como “Benedictus”, que a Igreja repete diariamente em seu ofício. São João Batista, embora concebido no Pecado Original, foi dele purificado antes de nascer, quando sua mãe, Santa Isabel, foi visitada pela Santíssima Virgem, que por sua vez portava no seio o Salvador.

Por isso, São João Batista é o único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia – além da própria Virgem Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado. Dele é difícil dizer coisa melhor do que aquela que os Evangelhos referiram. A religiosidade popular lhe consagra cantos, danças folclóricas e fogueiras. Isso desde o século IV. Por quê tanta devoção?

Seu nascimento é uma espécie de Natal antecipado. E sua vida de pregador prepara a chegada de Cristo. Profeta mais vigoroso que ele, jamais surgirá na terra. Mas ele mesmo se chama de “amigo do Esposo”, quer dizer, do Cristo Redentor. “Este é o Elias que estava para vir”, disse Jesus, referindo-se a São João Batista.

São Agostinho faz a observação de que a Igreja celebra a festa dos santos na dia de sua morte, porém que no caso de São João Batista, faz uma exceção e lhe comemora o dia de seu nascimento, porque foi santificado na ventre sua mãe. É dele que o Messias dá testemunho: “É mais que um profeta. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente: ele preparará o teu caminho diante de ti”. João Batista pregava fortemente contra a imoralidade e a hipocrisia. Por dizer a Herodes que não era certo “dormir” com a cunhada, foi preso apedido de Herodíades. Depois, morreu decapitado, a mando também de Herodíades, sua cunhada e amante, após a dança de Salomé, sobrinha de Herodes (Mt 14).

Oração: Deus, nosso Pai, celebramos hoje o nascimento de São João Batista. Pela força da vossa Palavra, convertei os nossos corações: “Doce, sonoro, ressoe o canto, minha garganta faça o pregão. Solta-me a língua, lava a culpa, ó São João! Anjo no templo, do céu descendo, teu nascimento ao pai comunica, de tua vida preclara fala, teu nome explica. Súbito mudo teu pai se torna, pois da promessa, incréu, ducida: apenas nasces, renascer fazes a voz perdida. Da mãe no seio, calado ainda, o Rei pressentes num outro vulto. E à mãe revelas o alto mistério de Deus oculto. Louvor ao Pai, ao Filho unigênito, e a vós, Espírito, honra também: dos dois provindes, com eles sois um Deus. Amém.

Devoção: À pregação para a vinda do Senhor Jesus

Padroeiro: Dos injustiçados por causa da fé

Fonte: www.santoprotetor.com



sábado, 21 de junho de 2014

Fotos da Festa de Santo Antônio 2014










A saudação de Paz e Bem



A saudação franciscana de “Paz e Bem” tem sua origem na descoberta e na vocação do envio dos discípulos, que São Francisco descobriu no Evangelho e, que ele colocou na Regra dos Frades Menores – “o modo de ir pelo mundo”. Lucas (10,5) fala na saudação “A paz esteja nesta casa”, e Francisco acrescenta que a saudação deve ser dada a todas as pessoas que os frades encontrarem pelo caminho: “O Senhor vos dê a paz”.

No seu Testamento, Francisco revela que recebeu do Senhor mesmo esta saudação. Portanto, ela faz parte de sua inspiração original de vida: anunciar a paz. Muito antes de São Francisco, o Mestre Rufino (bispo de Assis, na época em que Francisco nasceu), já escrevera um tratado, “De Bono Pacis” – “O Bem da paz” e, que certamente deve ter influenciado a mística da paz na região de Assis. Haviam, então, diferentes formas de saudação da paz, entre elas a de “Paz e Bem”.

A paz interior como fundamento da paz exterior

Na Legenda dos três companheiros (58), São Francisco dá para seus frades, o significado único para a paz:

“A paz que anunciais com a boca, mais deveis tê-la em vossos corações. Ninguém seja por vós provocado à ira ou ao escândalo, mas todos por vossa mansidão sejam levados à paz, a benignidade e à concórdia. Pois é para isso que fomos chamados: para curar os feridos, reanimar os abatidos e trazer de volta os que estão no erro”.

Trata-se da paz do coração que conquistaram. Francisco exorta seus frades a anunciar a paz e a testemunhá-la com doçura, porque este é o único caminho de comunicação para atrair todos os homens para a verdadeira paz, a bondade e a concórdia.

A saudação da paz, como primeira palavra que os frades dirigem aos outros, tem o objetivo de abrir os corações à paz, isto é, à força espiritual interior: a paz interior da bem-aventurança e a paz proclamada e dirigida a todos, constituem uma única e mesma realidade.

O Bem da paz – o “Sumo Bem”

Deus Sumo Bem é a experiência fundamental de Francisco, o ponto de partida de sua espiritualidade. Nela se fundamenta a vida franciscana como resposta de amor, configurando o amado ao Amor. Portanto, “Bem” é Deus-Amor, é a caridade.

Deus, o Sumo Bem, chamou a todos a participarem do seu Ser, não no sentido de “soma de todos os bens divinos”, mas Deus, enquanto “bem único”. Por isso, a atitude típica de São Francisco é o êxtase adorante e a decisão de estar sempre a serviço deste Deus; um serviço que nasce da alegria da gratidão. É a atitude que projeta em Deus a completude de si mesmo, que leva a renúncia a tudo, até à posse de Deus. Francisco descobre neste “vazio”, a presença de Deus, unicamente como “dom”.

E é justamente este o sentido da resposta humana, a da conversão ao Bem, ao “Sumo Bem”: aceitar Deus como centro absoluto da própria existência, e inserir-se no seu projeto tornando-se seu colaborador. Desta experiência nasce a “doçura”, que enche a vida de Francisco, a sua necessidade de entregar tudo a Deus (pobreza), de render-lhe graças e louvá-lo sem cessar. Desta experiência nasce também a confiança de tudo arriscar, sabendo que Deus não o deixará desamparado.

“Paz e Bem” – A paz se constrói pela caridade

Portanto, a saudação franciscana de “Paz e Bem” é um programa de vida, é uma forma evangélica de viver o espírito das bem-aventuranças. Nestas duas ‘pequenas’ palavras se esconde um dinamismo e uma provocação: saudar alguém com “Paz e Bem” é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa d’Ele, devemos viver a caridade – o Bem – entre nós.

Daí que, a paz só se constrói por meio da caridade (o Bem), porque a caridade é “forte como a morte” (ct 8,6); à qual ninguém resiste e, quando vem, mata o mal que fomos para que sejamos outro bem. A caridade gera a paz. A caridade está na paz assim como o espírito da vida está no corpo. A caridade sozinha mantém firmemente unidos na paz os filhos da Igreja; faltando a caridade, esta paz se dissolve. A caridade vivifica os membros de Cristo, os une e os faz estar em harmonia num só corpo. Ela é como um cabo, em cuja parte superior foi aplicado um gancho que liga a divindade à humanidade, o cordão que o senhor colocou na terra e com o qual ergueu o homem para o céu”.

(Mestre Rufino)

Fonte: http://franciscanos.org.br

Corpus Christi

Adoração ao Santíssimo Sacramento além da missa
Valdeci Toledo, revista Ave-Maria – jun2014.

“Eis que estou, convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28,20)
Jesus está sempre conosco, jamais nos abandona; ele participa d o nosso dia a dia. Às vezes não percebemos sua presença, sobretudo quando passamos por momentos difíceis. Parece que as dificuldades obscurecem nossa visão e não conseguimos notar a presença do Senhor. <as quando paramos para refletir, chegamos à conclusão de que ele sempre está presente. O Senhor jamais nos desampara e como prometido, está sempre conosco.
Um modo de vivenciar a presença do Senhor e estabelecer comunhão com Ele é nos aproximar do Santíssimo Sacramento do altar. A participação na missa é a forma mais perfeita dessa comunhão, pois podemos efetivamente comungar o Corpo e Sangue de Cristo. É o próprio Senhor que estabelece sua morada em nosso meio, em nossa vida. A reflexão a respeito da participação de Jesus nos leva ao desejo de querer adorá-lo, de apresentar nosso louvor de gratidão e nossas orações. É possível fazer isso a qualquer momento e em qualquer lugar, porém, há um modo privilegiado para nos achegar e adorar Jesus: diante doo santíssimo sacramento.
Como a Igreja em sua essência, cada um dos seus filhos deve viver da Eucaristia. Esta verdade contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras. A realização incessante desta promessa: “eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20); mas na Sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e Sangue do Senhor; goza desta presença com uma intensidade sem par. Desde o dia de Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança (cf.Ecclesia de Eucharistia, 1)
            Cristo entra em nossa vida com sua graça
            “Como vivemos a Eucaristia”? “O que ela é para nós”? a partir dessas pergunta, o Papa Francisco apresenta três sinais muito concretos para indicar como devemos viver o sacramento da eucaristia.
            O primeiro indício é nosso modo de olhar e considerar os outros. A Eucaristia está conectada com a nossa vida, seja como indivíduos, seja como Igreja. De fato, a Eucaristia leva-nos a olhar e considerar as pessoas que estão ao nosso redor como verdadeiros irmãos, fazendo-nos compartilhar as suas vitórias e dificuldades, alegrias e tristezas, indo ao encontro, sobretudo, daqueles que são pobres, doentes e marginalizados.
            Um segundo indício, muito importante, é a graça de sentirmo-nos perdoados e prontos a perdoar, a Eucaristia nos dá essa graça. Na verdade, participamos da celebração não por nos julgarmos melhores do que os outros, mas porque nos reconhecemos necessitados da misericórdia de deus; e isto também nos ensina a perdoar os demais.
            Um último indício precioso vem-nos oferecido da relação ente a celebração eucarística e a vida das nossas comunidades cristãs. Ao se ter certeza de que a Eucaristia não parte da nossa iniciativa, mas é uma ação do próprio Cristo, que em cada celebração quer entrar na nossa existência com a sua graça, a Santa missa incide na vida da nossa comunidade cristã, fazendo como que nela exista coerência entre liturgia e vida (Audiência Geral, 12/02/2014);

            É bom estar com o Senhor.
            Além da celebração Eucarística, o culto prestado à Eucaristia fora da missa é de um valor inestimável na vida da Igreja e de cada um de seus filhos. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão e do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e se destina à comunhão, sacramental e espiritual.
            No coração do cristão há sempre o desejo e a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento. “Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs” – afirmou São João Paulo II - , “fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio”.
            Desta prática, muitas vezes louvada e recomendada pelo Magistério, diversos santos nos deixaram exemplos. De modo particular, distinguiu-se nisto Santo Afonso Maria de Ligório que escrevia: “A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus, a mais útil para nós”. A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da missa permite-nos beber da própria fonte da graça. Uma comunidade cristã que queira contemplar melhor o rosto de Cristo não pode deixar de desenvolver também este aspecto do culto eucarístico, no qual perduram e se multiplicam os frutos da comunhão do Corpo e Sangue do Senhor” (cf. Eclésia de Eucharistia, 25).

            A relação intrínseca entre celebração e adoração.
            Existe uma intrínseca relação entre a celebração eucarística e a adoração ao Santíssimo Sacramento. Neste significativo aspecto da fé da Igreja, encontra-se um dos elementos decisivos do caminho eclesial que se realizou após a renovação litúrgica proposta pelo Concílio Vaticano II. Quando a reforma litúrgica dava os primeiros passos, aconteceu de às vezes não se perceber com suficiente clareza a relação intrínseca entre a Santa Missa e a adoração do Santíssimo Sacramento; uma objeção então em voga, por exemplo, partia da ideia de que o pão eucarístico nos fora dado não para ser comtemplado, mas comido. Tal contraposição, vista à luz da experiência de oração da Igreja, aparece realmente destituída de qualquer fundamento. Já Santo Agostinho disse: “ninguém come esta carne, sem antes a adorar; (...) pecaríamos se não a adorássemos”. De fato, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja se unir conosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior ato de adoração da Igreja: receber a eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração daquele que comungamos. Precisamente assim, e apenas assim, é que nos tornamos um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica. Com efeito, somente na adoração pode-se maturar um acolhimento profundo e verdadeiro. Precisamente neste ato pessoal de encontro com o Senhor amadurece depois, também, a missão social, que está encerrada na Eucaristia e deseja romper as barreiras não apenas entre o senhor e nós mesmos que nos separam uns dos outros.
            O relacionamento pessoal que cada fiel estabelece com Jesus, presente na Eucaristia, o reconduz sempre ao conjunto da comunhão eclesial, alimentando nele a consciência da sua pertença ao corpo de Cristo. (cf. Sacramentum caritatis, 66-69)

A celebração do culto eucarístico fora da missa.
            “A Igreja Católica professou e professa esse culto de adoração que é devido ao sacramento da Eucaristia não somente durante a missa, mas também fora da celebração dela, conservando com o máximo cuidado as hóstias consagradas, expondo-as aos fieis para que as venerem com solenidade, levando-as em procissão” (Catecismo da Igreja Católica, 1378).
            A adoração eucarística, segundo a tradição da Igreja, exprime-se em diversas modalidades:
            . A simples visita ao Santíssimo Sacramento, conservado no sacrário, representa um breve encontro com Cristo, sugerido pela fé na sua presença e caracterizado pela oração silenciosa:
            . A adoração diante do Santíssimo Sacramento exposto, segundo as normas litúrgicas, no ostensório, de forma prolongada ou breve:
            . A adoração perpétua, que empenha toda a comunidade, uma associação eucarística ou uma comunidade paroquial, ocasião de numerosas expressões de piedade eucarística.
            A solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) é uma expressão ímpar dessa adoração ao Senhor. De forma pública, por meio de procissões e outros aparatos (enfeites das ruas e praças, tapetes decorativos etc.), os fieis externam sua fé na presença verdadeira, real e substancial de Cristo. Essa festa é uma grande oportunidade de testemunhar publicamente nossa fé na Sagrada Eucaristia.

            Os sinais externos e as disposições do coração.
            “Na liturgia da missa, exprimimos nossa fé na presença real de Cristo sob as espécies do pão e do vinho, entre outras coisas, dobrando os joelhos, ou inclinando-os profundamente em sinal de adoração ao Senhor” (Catecismo da Igreja católica, 1378).
            A posição em que nos colocamos diante da celebração da Eucaristia – de pé, sentados, de joelhos – leva-nos às disposições do coração.
            Se o “estar em pé” manifesta a liberdade filial dada ao Cristo pascal, que nos libertou da escravidão do pecado”, exprime a receptividade cordial de Maria que, sentada aos pés de Jesus, escutava a sua palavra; o “estar de Joelhos, ou profundamente inclinado” mostra que devemos tornar-nos pequenos diante do Senhor (cf. Filipenses 2,10). O ato de inclinar-se diante da Eucaristia exprime a fé na presença real do senhor jesus no Santíssimo sacramento.

            

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Festa de Santo Antônio 2014


Reflexão para o "Dia de Anchieta"

Cidade do Vaticano (RV) - Tivemos em abril a canonização de um grande missionário que se tornou o apóstolo do Brasil, José de Anchieta.

Já jovenzinho, como noviço em Coimbra, Anchieta se deixava tocar pelas leituras das cartas do grande missionário da Companhia de Jesus, Francisco Xavier. Ele se enamorou pela vida de dedicação e entrega do grande jesuíta. Por outro lado, a mente e o coração de José de Anchieta não foram indiferentes aos apelos do Rei Eterno e Universal, escutados durante os Exercícios Espirituais de 30 dias. Anchieta, como Xavier, não via a hora de dar o sim e embarcar para converter o mundo a Jesus Cristo, o grande capitão.

Feita a opção, chegou o momento da entrega, da partida. Anchieta não titubeou e se colocou a postos para embarcar para o Brasil, o local destinado por Deus para ser seu lugar de missão.

Ao chegar, ou melhor, já durante a viagem nosso jovem não perdia tempo e buscava onde servir, e servir do melhor modo. Quando da etapa – Salvador/São Vicente, ele aproveitou a tempestade com suas adversidades e batizou uma indiazinha, vendo nessa intempérie a ação providente de Deus que possibilitava a salvação daquela criatura e a evangelização dos circunstantes.

Finalmente em Piratininga pôde não apenas se entregar com amor à missão recebida de seu superior, mas realizá-la com ousadia, como hoje nos tem pedido a todos o Papa Francisco.

Sua ousadia ia desde colocar no papel a fonética dos indígenas e escrever a gramática da língua mais falada na costa de nossa pátria, até concordar com a ideia de ter tradutor na confissão indígena, quando o sacerdote não sabia a língua tupi, passando pela forma lúdica de catequizar através de peças teatrais.

Mas existia um terceiro ponto nessa atividade missionária de nosso apóstolo, o compromisso. Já bem antes da opção preferencial pelos pobres feita pela Conferência de Medellín, assumida pela Igreja Latino-Americana como implementação do Concílio Vaticano II, Anchieta já havia feito a sua e a anunciava quando repreendia algum colonizador escravagista e o ameaçava de não mais confessá-lo se antes esse não anunciasse publicamente seu arrependimento e seu compromisso de não mais ter essa atividade.

Quando já idoso e desejoso de se aposentar, nosso Apóstolo escolhe Reritiba, hoje Anchieta, para o local de seu descanso. Todavia, a Companhia precisou dele para ser reitor do Colégio de São Tiago, em Vitória. Anchieta abandona a ideia de se retirar e assume a direção do colégio.

Do mesmo modo, não lhe faltam ousadia, entrega e compromisso quando o bispo de Tucumã, no Peru, lhe pede para criar uma comunidade no Paraguai. Anchieta não reclama do excesso de obras, da limitação de recursos humanos, mas deixa-se levar pela ação do Espírito, que vê na ação de Deus algo mais potente que o juízo humano. Essa obediência missionária vai nos proporcionar no futuro as famosas Reduções do Paraguai. Sua administração deixava espaço para a ação do Espírito, como também nos tem insistentemente pedido o Papa Francisco.

Aprendamos com nosso Santo a sermos missionários ousados e comprometidos!


Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Com a bênção de D. Odilo, Igreja das Chagas é reaberta

Para a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, que desde 1676 marca presença ao lado da Igreja de São Francisco da Primeira Ordem, foi um momento de muita alegria, como disse a Ministra da Fraternidade local, Maria do Nascimento, ao fazer a saudação inicial. Sacerdotes e religiosos da Arquidiocese, os vizinhos franciscanos e os jufristas se juntaram a esta festa dos franciscanos seculares.

Uma solenidade à moda franciscana deixou ainda mais bela a restaurada Igreja das Chagas. Segundo D. Odilo, seria dada somente a bênção à igreja, já que o rito de dedicação a uma igreja não cabia na celebração porque o altar ainda não está definitivamente pronto.

Com muito afeto e carinho, D. Odilo reservou uma grande parte de sua homilia para congratular com a Ordem Franciscana, especialmente os franciscanos seculares: “Que este momento feliz que vivemos contribua para que a Igreja aqui, com essa expressão tão bonita ligada ao carisma franciscano, possa ajudar a evangelizar, a testemunhar que Deus habita esta cidade. A Testemunhar também aquilo que é próprio do carisma franciscano, espelhado na vida, nas palavras, nos exemplos de São Francisco”, desejou.

A partir do “Cântico do Sol” de São Francisco, D. Odilo lembrou que, em primeiro lugar, devemos louvar e agradecer a Deus como fez o Santo de Assis: “Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor!… Como ele fazia, vivia e ensinou, inspirado nos exemplos de Jesus, também nós possamos nos orientar para Deus, Supremo Bem. Meu Deus e meu Tudo”, disse.


 


Segundo o Cardeal, através da presença do carisma franciscano que se estende à Ordem Franciscana Secular, os leigos podem ser testemunhas do Evangelho como São Francisco. “Em tudo, ele se orientava a partir do Evangelho. Que isso transborde para a vida da cidade, para a vida do povo. Portanto, quero convidar a Ordem Terceira a levar avante o que a Igreja pede muito hoje: que os leigos participem da Igreja com o seu modo próprio, mas bebendo da mesma fonte do Evangelho. E que as grandes preocupações de São Francisco possam se tornar realidade numa cidade que precisa muito disso”, pediu, insistindo que sejamos fermento de mudança numa situação de violência e agressão, muitas vezes até de ódio.

“Que os franciscanos seculares nos ajudem nesse sentido de promover a paz e o bem, que também é uma saudação franciscana tão bonita! Que isso se torne realmente uma realidade no convívio social e, de modo particular, no cuidado com os doentes, os pobres, os que sofrem. Que essa atenção seja dada a todo ser humano, lembrando sempre o extremo exemplo de São Francisco que chegou a abraçar e beijar o leproso, exatamente ele que, antes da conversão, tinha medo de se aproximar do doente, do pobre”, recordou.

Para o Cardeal, os leprosos do tempo de São Francisco são hoje as pessoas desoladas e esquecidas. “Essas pessoas ficam lá, sofrendo sozinhas no seu cantinho. Que nós, a exemplo de São Francisco, saibamos nos aproximar de todos, especialmente daqueles que parecem não serem dignos da nossa consideração”, enfatizou.



Maria do Nascimento, Ministra da Fraternidade

Depois de falar do Criador e da criatura, D. Odilo lembrou da natureza. “Não poderia faltar, é claro, o irmão sol, a irmã lua, a irmã natureza toda. Que a exemplo de São Francisco saibamos valorizar o que é da natureza e que Deus nos concedeu como casa para morar e que a humanidade, em vez de cuidar como casa, muitas vezes depreda como um depósito, onde se entra e se pega sem limites. Enquanto Deus, lá no início da Bíblia, diz que nos confiou tudo isso como um Jardim para cuidar – também, é claro, para morar -, mas não depredar. Hoje nos damos conta disso mais e mais”, disse, numa clara alusão ao drama que vive a cidade de São Paulo com a falta de água.

D. Odilo ressaltou que São Francisco não foi um romântico sentimental, mas valorizava e respeitava a natureza pela realidade e a dignidade que ela tem. Segundo o Cardeal, lembrando o Papa Bento XVI, que falava em ecologia humana, “respeitar a natureza é respeitar a Deus, é valorizar a obra de Deus. É dar glória a Deus”, disse.

Sobre a solenidade da Ascensão do Senhor, D. Odilo disse que, à primeira vista, alguém poderia pensar: “Bem, Jesus subiu aos céus e nós ficamos aqui na terra. Ele foi para a glória e nós ficamos aqui na penúria”. Mas, segundo o Cardeal, não é assim. “De fato, cremos que Jesus subiu aos céus. Faz parte da nossa fé. Mas como diz a liturgia, não para se afastar de nós, para se afastar de nossa humildade. Se fosse assim, nem teria vindo. Nem teria assumido nossa carne. ‘O Verbo se fez Carne e habitou entre nós’. Sim, esvaziou-se da glória para vir ao nosso encontro. E pela ascensão de Jesus ao céu eleva-se justamente à plenitude aquilo que Ele veio realizar”, explicou.

“Ele não veio somente consertar alguma coisinha aqui na terra. Ele veio para dar uma perspectiva de realização plena, aquilo que Deus quer para nós. E o que é a realização plena? É a participação na vida de Deus. Participação na glória dos céus. Esta é a nossa fé”, acrescentou.

Para o celebrante, ainda tem muito mais para nós. “Jesus, elevando-se aos céus, abre os horizontes à plenitude do que Deus revelou a nosso respeito. Palavras de Jesus: eu vou preparar um lugar para que vocês estejam lá um dia. Mas por que estamos aqui ainda? Porque Deus nos dá o tempo de nós mostrarmos a nossa adesão a este seu desígnio, a esta sua vontade amorosa, salvadora. Nos dá a liberdade para que tenhamos méritos em trilhar com Jesus o caminho que leva para a vida eterna”, ensinou.

Por isso, a ascensão de Jesus, enfatizou D. Odilo, é acompanhada da missão. Jesus envia os apóstolos como missionários para o mundo. Segundo o Arcebispo, é um convite para que a nossa vida seja ativa e não caiamos na tentação de ficar só olhando para o céu. “Os apóstolos são convidados a se colocarem a caminho”, observou.

Mas ele lembrou: “Que os nossos corações se voltem para o alto no sentido da esperança. Cristãos, católicos não podem viverem tristes. Não podem desanimar nesta vida mesmo diante dos extremos, das dificuldades mais extremas. Sabemos que em Cristo ressuscitado e glorioso já está nossa vitória”, completou, insistindo que nossas ações, nossos sentimentos, precisam ser regadas pela fé e pela grande esperança.

O pároco Frei Luiz Henrique falou em nome dos franciscanos e franciscanas de São Paulo. Lembrou que neste ano foi aberto o jubileu do 8º centenário de nascimento de São Luís, rei de França, patrono da Ordem Franciscana Secular. Ele nasceu em 1215 e, neste ano, no dia 25 de abril foi a sua festa e o início de seu jubileu. ”D. Odilo, sabemos que tem um coração franciscano, como disse quando morava em Roma e sempre visitava Assis, queremos ser gratos pelo cuidado como nosso pastor. Receba o nosso carinho, reabrindo em nossa Paróquia essa igreja tão significativa para todos”, encerrou.


O belo altar das Chagas de São Francisco

O restauro

A Igreja das Chagas foi restaurada por meio de convênio entre a Mitra Arquidiocesana de São Paulo e o Governo do Estado.

Na primeira fase, a construção recebeu intervenções no telhado, fundamental para a conservação de edifícios construídos com terra. A estrutura de madeira da cobertura foi parcialmente substituída por uma nova, de aço, assim como os pisos do pavimento superior. Novas coberturas de vidro foram instaladas, uma na galeria superior e outra no térreo, próximo ao recuo.

Depois, os revestimentos das paredes foram restaurados, assim como as pinturas decorativas e esquadrias. Também foi feita a recomposição estrutural e montagem dos altares, forros da Nave, da Capela-Mor, Sala do Jazigo e das capelas de Nossa Senhora da Conceição e São Miguel.

Entre outras ações, as intervenções incluíram coro, escadas de madeira, mobiliários de culto, o pequeno claustro nos fundos da igreja e vitrais. Além disso, foram inseridos elementos novos e contemporâneos, como as escadas metálicas, bancos externos e a cobertura de vidro do recuo lateral.

As fachadas e a proteção do adro com fechamento em vidro foram restauradas pela Mitra Diocesana, com incentivo da Lei Rouanet e projeto aprovado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

A intervenção envolveu ainda a implantação de sistema de segurança patrimonial, acessibilidade em todo o edifício, incluindo adaptação de banheiros, instalação de elevador e sonorização.Imagens da Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco