domingo, 25 de outubro de 2015

Especial: Frei Galvão - BENÇÃO DE FREI GALVÃO

BENÇÃO DE FREI GALVÃO

Pela imposição de minhas mãos,
pela intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e sua Imaculada Conceição
e pela invocação de Santo Antônio de Santana Galvão,
o Senhor vos abençoe, proteja,
faça de vós inflamados apóstolos da caridade
e construtores da concórdia e da paz!

AMÉM.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Especial: Frei Galvão - Frei Galvão, Missionário da Paz

Frei Atílio Abati, ofm

Frei Galvão, no cenário brasileiro-franciscano, é para nós uma honra e uma glória, por ser o primeiro santo brasileiro a subir às honras do altar, destacando-se como o “Missionário da Paz e da Caridade”.

Foi um homem marcado pela fé e pela alegria, por ser possuído de Deus, por estar comprometido com os homens de seu tempo, fermentando em seu coração o Espírito do Senhor, fazendo-o o Apóstolo da Paz e do Bem. Frei Galvão é uma Bênção para a Província Franciscana da Imaculada e um Benfeitor para o povo brasileiro.

Este é o meu modesto parecer sobre este homem de Deus.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

sábado, 24 de outubro de 2015

Especial: Frei Galvão - Sobre as “Pílulas de Frei Galvão”

Frei Walter Hugo de Almeida

As pílulas de Frei Galvão nasceram do grande amor, zelo e caridade que Frei Galvão tinha para com os doentes. Um dia, não podendo visitar um rapaz que estava com muitas dores, escreveu em um papelzinho uma invocação à Virgem Imaculada, e disse ao portador: “leve ao enfermo e diga-lhe para tomar isso com fé e devoção à Maria”. Daí aconteceu a cura. Posteriormente, fez a mesma coisa para uma senhora em perigo de morte, no parto. Ela e o filho se salvaram.

Quando ele morreu, as Irmãs Concepcionistas, a quem ele orientava espiritualmente, faziam estas pílulas e as distribuíam ao povo que acorria às portas dos mosteiros. Há quase duzentos anos, existe a tradição das Pílulas Milagrosas de Frei Galvão.

Que são as pílulas? Um sacramental, objeto de fé. Um sacramental liga-se profundamente à fé, ao Mistério de Jesus, Salvador. O Sacramental sempre se relaciona com Cristo, Maria ou os santos.

Exemplos: uma imagem, uma medalha, o terço etc. No caso das pílulas, trata-se de um sinal de fé e de devoção que Frei Galvão tinha à Virgem Imaculada. As pílulas são expressões do seu amor e compaixão para com os doentes, sinal de sua confiança na proteção de Maria. Devem ser tomadas em espírito de fé e devoção.

Temos notícias constantes das inúmeras graças e curas alcançadas por meio da Novena das Pílulas de Frei Galvão. Destinam-se aos enfermos do corpo ou do espírito. A cada enfermo, costumamos distribuir uma novena: isto é, uma oração para se rezar 9 dias e um pacotinho com 3 pílulas. Toma-se uma no 1° dia; outra, no 5º dia; e a terceira no último dia da novena. Não costumamos enviar grandes quantidades para uma pessoa distribuir. Nosso costume é endereçar a Novena das Pílulas para uma pessoa concreta. O quanto possível, jamais distribuí-las para que alguém faça ‘estoque’ para atender outras pessoas.

BÊNÇÃO DAS PÍLULAS

1. Acolhida:
A bênção figura entre os Sacramentais na Igreja e prepara o cristão para receber os frutos da Salvação que Cristo nos trouxe.
Toda bênção é um louvor, um reconhecimento a Deus Pai, fonte de todas as graças. É por isto que a Igreja distribui bênçãos e abençoa, invocando o nome de Cristo Jesus e fazendo o sinal da cruz de Cristo sobre objetos e pessoas. Vamos agora abençoar as Pílulas de Frei Galvão – um sacramental – em atitude de fé e de devoção à Virgem Imaculada e ao Bem-aventurado Frei Galvão.

2. Palavra de Deus: (Mt 4,23-25)
Jesus percorria a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda doença e enfermidade do povo. Sua fama chegou a toda a Síria.
Traziam a Jesus os que sofriam de algum mal: os atacados de doenças e dores diversas e ele as curava… Grandes multidões o seguiam da Galiléia, da Decápole, de Jerusalém, da Judéia e da Transjordânia’.
Palavra da Salvação.

3. Bênção das Pílulas
S – A nossa proteção está no nome do Senhor!
T – Que fez o céu e a terra!
S – Rogai por nós, Bem-aventurado Frei Galvão
T – Para que sejamos dignos das promessas de Cristo
S – Oremos: Ó Pai de Misericórdia, Deus de toda a consolação, que nos consolais por vosso Filho Jesus, no Espírito Santo, e acompanhais com vossa bênção particular as que sofrem tribulações e enfermidades do corpo e do espírito.
Nós vos suplicamos que, pela intercessão de Maria Imaculada e do vosso servo, o Bem-Aventurado Frei Galvão, abençoai estas pílulas, objetos sacramentais da fé e da devoção do vosso povo santo; fazei, Senhor, que todos os que na fé, e pela fé, delas fizerem uso, possam receber a graça da cura, conforme a vossa santíssima vontade. Amém (Abençoar com água benta)

Onde obter as pílulas:
1. Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz

Tel.: (11) 3311-8745
Av. Tiradentes, 676
CEP: 01102-000 – São Paulo (SP)

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Especial: Frei Galvão - Os poderes de Frei Galvão

Frei Galvão conquistou fama de santo devido aos seus “poderes sobrenaturais” como andar sem pisar no chão, estar em dois locais ao mesmo tempo e prever acontecimentos. A seguir, algumas das histórias registradas no livro “Frei Galvão – sua terra e sua vida”, de Thereza Regina e Tom Maia.

OS FIÉIS E A CHUVA
Frei Galvão estava celebrando uma missa em frente à igreja de Santo Antônio quando, na hora do sermão, formou-se uma grande tempestade e os fiéis ameaçaram sair correndo. O frei pediu para que ficassem, pois nada aconteceria para eles. O temporal atingiu toda a cidade, menos o local onde eles estavam rezando.

O LENÇO
A família de um senhor de Taubaté, que estava doente e prestes a morrer, lembraram-no de que ele deveria fazer uma confissão. O homem disse que já havia se confessado com Frei Galvão, mas ninguém acreditou porque o frei não estava na cidade. Para provar que estava falando a verdade, ele tirou debaixo do travesseiro um lenço que o frei tinha esquecido ali na hora da confissão. Na época, os familiares acabaram acreditando porque o frei já tinha fama do poder de bilocação (estar em dois lugares ao mesmo tempo).

O FRANGO DO DIABO
Em Itu, um escravo ficou doente e fez promessa que, caso sarasse, levaria alguns frangos para Frei Galvão. Quando foi curado, o escravo amarrou os frangos em uma vara, mas no meio do caminho três deles fugiram. Dois foram capturados rapidamente e o terceiro, um carijó, fugiu velozmente. O escravo gritou “volta, frango do diabo” e a ave se enroscou em uma moita de espinhos e foi capturada. Quando ele foi dar o presente, o frei aceitou todos os frangos, menos o carijó, “porque este frango já o deste ao diabo”.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Especial: Frei Galvão - O beato que conheceu a colher de pedreiro

Os operários da construção civil brasileira, especialmente os pedreiros, podem se orgulhar porque agora têm um Padroeiro. O primeiro santo brasileiro gastou 28 anos de sua vida usando a colher de pedreiro, além de traçar no papel ou em alguma tábua a planta do Recolhimento (hoje, Mosteiro) e da Igreja da Luz, em São Paulo!

Frei António de Sant’Anna Galvão, além de franciscano, sacerdote e fundador, pode, ou melhor, deve ser apresentado também como construtor e invocado como padroeiro de quem ganha o pão trabalhando entre andaimes, erguendo paredes, construindo casas ou projetando prédios, como fazem os engenheiros, os pedreiros e os serventes de pedreiro.

A tela de Carlos Oswald imortalizou Frei Galvão exercendo a dura profissão de pedreiro, como os Evangelhos imortalizaram José e Jesus de Nazaré na profissão de carpinteiros.

Para Deus, o que conta é o trabalho feito com dignidade e com o objetivo de colaborar na transformação do mundo e no bem-estar das pessoas. Isto é a glória de Jesus! Isto é santidade na sua expressão humano-divina!

As mãos que na Santa Missa erguiam ao Pai o Corpo e Sangue de Jesus para pedir misericórdia, erguiam também o tijolo e a colher com argamassa para o bem-estar dos homens, filhos de Deus.

Fonte://www.franciscanos.org.br

Especial: Frei Galvão - Uma vida no Convento São Francisco (SP)

Desde que foi transferido para o Convento São Francisco de São Paulo, para fazer os estudos de Filosofia e Teologia, em 24 de junho de 1762, Frei Galvão não deixou mais a capital paulista. Até a sua morte, em 1822, ele viveu como frade do Convento. Mesmo residindo no Recolhimento da Luz, a partir de 1819, ele não deixou de ser frade com residência no Convento dos franciscanos. Para residir no recolhimento, teve autorização dos superiores franciscanos e do Bispo.

Portanto, durante 60 anos, Frei Galvão construiu uma história no Convento São Francisco.

O Convento São Francisco foi uma das grandes casas de formação para religiosos e candidatos ao clero secular. Os frades que lá moravam dedicavam-se a todos os tipos de trabalhos apostólicos, como também à pregação de missões populares pelo interior da Capitania.

Segundo o livro “História e Vida de Frei Galvão”, de Frei Paulo Back, durante esse tempo de estudos, em São Paulo, o jovem sacerdote Frei Antônio de Sant’Ana Galvão começou a chamar a atenção dos confrades franciscanos e dos fiéis, tanto pela sua piedade como pelas demonstração de qualidades excepcionais de seu caráter. Tornou-se, assim, uma pessoa muito querida.

Em 23 de julho de 1768, o Capítulo Provincial atribui a Frei Galvão as tarefas de pregador, confessor e porteiro do Convento São Francisco. Nos capítulos de 1770 e 1773, Frei Galvão foi mantido por seus superiores nessas tarefas e funções.

Mais tarde ele foi nomeado para ser confessor do Recolhimento de Santa Teresa, primeira casa religiosa de vida contemplativa em São Paulo.

Foi eleito guardião do Convento São Francisco em 1798 e reeleito em 1801. Enquanto construía o novo Recolhimento da Luz, foi nomeado Definidor e Visitador dos Conventos do Sul, funções mais altas na hierarquia da Província franciscana.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Especial: Frei Galvão - O Bandeirante de Cristo – Biografia

Ir. Célia B. Cadorin, C.I.I.C

Frei Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, Estado de São Paulo, Brasil; cidade que na época pertencia à Diocese do Rio de Janeiro.

Com a criação da Diocese de São Paulo, em 1745, Frei Galvão viveu praticamente nesta diocese: 1762-1822. O seu ambiente familiar era profundamente religioso. O pai, Antônio Galvão de França, Capitão-Mor, pertencia às Ordens Terceiras de São Francisco e do Carmo, dedicava-se ao comércio e era conhecido pela sua particular generosidade. A mãe, Izabel Leite de Barros, teve o privilégio de ter onze filhos e morreu com apenas 38 anos com fama de grande caridade, a tal ponto que depois da morte não se encontrou nenhum vestido: tudo fora dado aos pobres.

Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o Servo de Deus com 13 anos para Belém (Bahia) a fim de estudar no Seminário dos Padres Jesuítas, onde já se encontrava seu irmão José.

Ficou neste Colégio de 1752 a 1756 com notáveis progressos no estudo e na prática da vida cristã. Teria entrado na Companhia de Jesus, mas o pai, preocupado com o clima antijesuítico provocado pela atuação do Marquês de Pombal, aconselhou Antônio a entrar na Ordem dos Frades Menores Descalços da reforma de São Pedro de Alcântara.

Estes tinham um Convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Aos 21 anos, no dia 15 de abril de 1760, Antônio ingressou no noviciado do Convento de São Boaventura, na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro.

Durante este período distinguiu-se pela piedade e pelas práticas das virtudes, tanto que no “Livro dos Religiosos Brasileiros” encontramos grande elogio a seu respeito.

Aos 16 de abril de 1761 fez a profissão solene e o juramento, segundo o uso dos Franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina ainda controvertida, mas aceita e defendida pela Ordem Franciscana.

Um ano depois da profissão religiosa, Frei Antônio foi admitido à ordenação sacerdotal aos 11 de julho de 1762. Os Superiores permitiram a sagrada ordenação porque julgaram suficientes os estudos teológicos feitos anteriormente.

Este privilégio foi também um sinal evidente da confiança que os Superiores nutriam pelo jovem clérigo. Depois de ordenado foi mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo, com a finalidade de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia, como também exercitar-se no apostolado.

Sua maturidade espiritual franciscano-mariana teve expressão máxima na “entrega a Maria” como o seu “filho e escravo perpétuo”, entrega assinada com o próprio sangue aos 9 de novembro de 1766.

Terminados os estudos, em 1768, foi nomeado Pregador, Confessor dos leigos e Porteiro do convento cargo este considerado importante, porque pela comunicação com as pessoas permitia fazer um grande apostolado, ouvindo e aconselhando a todos.

Foi confessor estimado e procurado, e quando era chamado ia sempre a pé, mesmo aos lugares distantes. Em 1769-70 foi designado Confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as “Recolhidas de Santa Teresa” em São Paulo.

Neste Recolhimento encontrou a Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência, observante da vida comum, que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento.

Frei Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas. A data oficial da fundação do novo Recolhimento é 2 de fevereiro de 1774.

Irmã Helena queria modelar o Recolhimento segundo a ordem carmelitana, mas o Bispo de São Paulo, franciscano e intrépido defensor da Imaculada, quis que fosse segundo as Concepcionistas, aprovadas pelo Papa Júlio II em 1511.

A fundação passou a se chamar “Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência” e Frei Galvão, o fundador de uma instituição que continua até os nossos dias.

O Recolhimento, no início, era uma Casa que acolhia jovens para viver como religiosas sem o compromisso dos votos. Foi um expediente do momento histórico para subtrair do veto do Marquês de Pombal que não permitia novas fundações e consagrações religiosas. Para toda decisão de certa importância, em âmbito religioso, era necessário o “placet regio”.

Aos 23 de fevereiro de 1775 morreu, quase improvisamente, Irmã Helena. Frei Galvão encontrou-se como único sustentáculo das Recolhidas, missão que exerceu com humildade e grande prudência. Entrementes, o novo Capitão-General de São Paulo, homem inflexível e duro (ao contrário do seu predecessor), retirou a permissão e ordenou o fechamento do Recolhimento.

Frei Galvão aceitou com fé e também as Recolhidas obedeceram; mas não deixaram a casa, resistindo até os extremos das forças físicas. Depois de um mês, graças à pressão do povo e do Bispo, o Recolhimento foi reaberto.

Devido ao grande número de vocações, o Servo de Deus se viu obrigado a aumentar o Recolhimento. Para tanto contribuíram as famílias das Recolhidas, muitas das quais, sendo ricas, podiam dispor dos escravos da família como mão-de-obra.

Durante catorze anos (1774-1788) Frei Galvão cuidou da construção do Recolhimento. Outros catorze anos (1788-1802) dedicou à construção da igreja, inaugurada aos 15 de agosto de 1802. A obra, “materialização do gênio e da santidade de Frei Galvão”, em 1988, tornou-se “patrimônio cultural da humanidade” por decisão da Unesco.

Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu muita atenção e o melhor das suas forças à formação das Recolhidas. Para elas, escreveu um regulamento ou Estatuto, excelente guia de vida interior e de disciplina religiosa.

O Estatuto é o principal escrito, o que melhor manifesta a personalidade do Servo de Deus. O Bispo de São Paulo acrescentou ao Estatuto a permissão para as Recolhidas emitirem os votos enquanto permanecessem na Casa religiosa.

Em 1929, o Recolhimento tornou-se Mosteiro, incorporado à Ordem da Imaculada Conceição (Concepcionistas). A vida discorria serena e rica de espiritualidade quando sobreveio um episódio doloroso: Frei Galvão foi mandado para o exílio pelo Capitão-General de São Paulo.

Este homem violento, para defender o filho que sofrera uma pequena ofensa, condenou à morte um soldado (Gaetaninho). Como Frei Galvão assumiu a defesa do soldado, foi afastado e obrigado a seguir para o Rio de Janeiro.

A população, porém, se levantou contra a injustiça de tal ordem, que imediatamente foi revogada. Em 1781, o Servo de Deus foi nomeado Mestre do noviciado de Macacu, Rio de Janeiro, pelos qualidades pessoais, profunda vida espiritual e grande zelo apostólico.

O Bispo, porém, que o queria em São Paulo, não lhe fez chegar a carta do Superior Provincial “para não privar seu bispado de tão virtuoso religioso […] que, desde que entrou na religião até o presente dia, tem tido um procedimento exemplaríssimo pela qual razão o aclamam santo”.

Frei Galvão foi nomeado Guardião do Convento de São Francisco, em São Paulo, em 1798, e reeleito em 1801. A nomeação de Guardião provocou desorientação nas Recolhidas da Luz. Á preocupação das religiosas é necessário acrescentar aquela do “Senado da Câmara de São Paulo” e do Bispo da cidade, que escreveram ao Provincial: “todos os moradores desta Cidade não poderão suportar um só momento a ausência do dito religioso. […] este homem tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de São Paulo; é homem religiosíssimo e de prudente conselho; todos acodem a pedir-lho; é o homem da paz e da caridade”.

Graças a estas cartas, Frei Galvão tornou-se Guardião sem deixar a direção espiritual das Recolhidas e povo de São Paulo. Em 1802, Frei Galvão recebeu o privilégio de Definidor pela solicitação do Provincial ao Núncio Apostólico de Portugal, porque “é um religioso que por seus costumes e por sua exemplaríssima vida serve de honra e de consolação a todos os seus Irmãos, e todo o Povo daquela Capitania de São Paulo, Senado da Câmara e o mesmo Bispo Diocesano o respeitam corpo um varão santo”.

Em 1808, pela estima que gozava dentro de sua Ordem, foi-lhe confiado o cargo de Visitador-Geral e Presidente do Capítulo, mas devido ao seu estado de saúde foi obrigado a renunciar, embora desejasse obedecer prontamente.

Em 1811, a pedido do Bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, no Estado de São Paulo. Ai permaneceu onze meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos iniciais da construção da Casa. Voltou para São Paulo e ali viveu mais 10 anos.

Quando as suas forças eram insuficientes para o ir-e-vir diário do Convento de São Francisco ao Recolhimento, obteve dos Superiores (Bispo e Guardião) a autorização para ficar no Recolhimento da Luz.

Drante a última doença, Frei Antônio passou a morar num “quartinho” (espécie de corredor) atrás do Tabernáculo, no fundo da igreja, graças à insistência das religiosas, que desejavam prestar-lhe algum alivio e conforto.

Terminou sua vida terrena aos 23 de dezembro de 1822, pelas 10 horas da manhã, confortado pelos sacramentos e assistido pelo Padre Guardião, dois confrades e dois sacerdotes diocesanos.

Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na Igreja do Recolhimento, que ele mesmo construíra. O seu túmulo sempre foi, e continua sendo até os nossos dias, lugar de peregrinação constante dos fiéis, que pedem e agradecem graças por intercessão do “homem da paz e da caridade” e fundador do Recolhimento de Nossa Senhora da Luz, cujo carisma é a “laus perennis”, ou seja, adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento, vivida em grande pobreza e continua penitência com alegre simplicidade.

Escreveu Lúcio Cristiano em 1954: “Entre os heróis que plasmaram o destino de São Paulo, merece lugar de destaque a inconfundível figura de Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, o apóstolo de São Paulo entre os séculos XVIll e XIX”, cuja lembrança continua viva no coração do povo paulista.

O Processo de Beatificação e Canonização iniciado em 1938 foi reaberto solenemente em 1986 e concluído em 1991. Aos 8 de abril de 1997 foi promulgado pelo Papa João Paulo II o Decreto das Virtudes Heróicas e aos 6 de abril de 1998, o Decreto sobre o Milagre. Frei Galvão foi declarado bem-aventurado no dia 25 de outubro de 1998.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Especial: Frei Galvão - Domingo celebraremos o nosso santo franciscano

Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, ou simplesmente Frei Galvão, foi canonizado no dia 11 de maio de 2007, pelo Papa Bento XVI, em uma grande celebração no Campo de Marte, em São Paulo. Liturgicamente, Santo Antônio de Sant’Ana Galvão é celebrado em 25 de outubro, a data da sua beatificação pelo saudoso Papa João Paulo II. Frei Galvão morreu em 23 de dezembro de 1822 e está sepultado no Mosteiro da Luz, em São Paulo. Contudo, este santo brasileiro, que era frade desta Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, viveu 60 anos no Convento São Francisco, no Largo São Francisco, em São Paulo.

Segundo Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, ter um santo que viveu entre nós tem um significado muito especial. “Significa, antes de tudo, que os santos não são mitos inventados pela fantasia humana, nem caíram do céu, como seres superiores, que não fazem parte da nossa experiência histórica. São pessoas reais, com endereço e história pessoal, com familiares e parentes, e que também lutaram pela vida e sofreram. Os nossos santos são membros da família humana, irmãos de caminhada da comunidade eclesial. Mas foram grandes cristãos, que viveram um intenso amor a Deus e aos irmãos, deixaram um testemunho de fé e caridade, que serviu e serve ainda como referência: muitas outras pessoas, olhando para eles ou aproximando-se deles, sentiram-se encorajadas a imitar seus exemplos e a viver como eles. Os santos são grandes amigos de Deus, que já alcançaram a “casa do Pai”e agora vivem na companhia de Deus; e também são nossos amigos, totalmente interessados em que nós alcancemos igualmente a vida eterna e estejamos, um dia, em sua companhia. Por isso nós podemos recorrer à sua intercessão e eles pedem a Deus por nós”.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Jesus não condena a riqueza, mas o apego à riqueza

Cidade do Vaticano (RV) - “Jesus não condena a riqueza, mas o apego à riqueza que divide as famílias e provoca as guerras”. Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã desta segunda-feira (19/10), na Casa Santa Marta.

“O apego às riquezas é uma idolatria”, disse ainda o Pontífice. O Santo Padre recorda que não é possível “servir a dois senhores”: ou se serve a Deus ou ao dinheiro. Jesus “não é contra as riquezas”, mas adverte contra colocar a própria segurança no dinheiro que pode fazer da religião uma agência de seguros. Além do mais, o apego ao dinheiro divide, como diz o Evangelho que fala de “dois irmãos que brigam por causa da herança”:

“Pensemos nas muitas famílias que conhecemos que brigaram, brigam, não se saúdam, se odeiam por causa de herança. Este é um dos casos. O mais importante não é o amor pela família, o amor pelos filhos, pelos irmãos, pelos pais, não, mais o dinheiro. Isso destrói. Também as guerras, as guerras que vemos hoje destroem. Sim. Existe um ideal, mas por trás está o dinheiro: o dinheiro dos traficantes de armas, o dinheiro daqueles que tiram proveito das guerras. Isso acontece na família. Todos nós conhecemos pelo menos uma família assim. Jesus é claro: Tenham cuidado e fiquem longe de todos os tipos de cobiça: é perigoso. A cobiça nos dá a segurança que não é verdadeira e nos leva sim a rezar - você pode rezar, ir à igreja, mas também ter um coração apegado, e no fim isso termina mal”.

Jesus conta a parábola de um homem rico, “um empresário bom”, cuja “colheita tinha sido abundante” e “estava cheiro de riquezas”...

“... E, em vez de pensar: ‘Mas compartilharei isso com meus trabalhadores, com os meus funcionários, para que eles também tenham um pouco mais para suas famílias’, pensava consigo mesmo: 'O que vou fazer, pois eu não tenho onde colocar a minha colheita? Ah, farei assim: vou demolir os meus celeiros e construirei outros maiores. Cada vez mais. A sede do apego às riquezas nunca termina. Se você tem seu coração ligado à riqueza - quando você tem tanta - você quer mais. E este é o deus da pessoa que está apegada às riquezas”.

O caminho da salvação - disse o Papa - é o das Bem-aventuranças: “o primeiro é a pobreza de espírito”, isto é, não estar apegado às riquezas que - se você possuir - são “para o serviço dos outros, para compartilhar, para fazer ir avante tantas pessoas”.

E o sinal de que não estamos “neste pecado de idolatria” é dar esmolas, é dar “aos necessitados” e dar não o supérfluo, mas o que me custa “algumas privações”, porque talvez “é necessário para mim”. “Este é um bom sinal. Isso significa que é maior o amor por Deus que o apego às riquezas. “Portanto, há três perguntas que podemos fazer:

“Primeira pergunta: ‘Dou?. Segunda: ‘Quanto dou?’. Terceira pergunta: 'Como dou? Como Jesus dá, com a carícia do amor ou como quem paga um imposto? Como dou?'. ‘Mas padre, o que o senhor quer dizer com isso?’. Quando você ajuda alguém, você olha nos olhos? Toca a sua mão? É a carne de Cristo, é o seu irmão, sua irmã. E você naquele momento é como o Pai que não deixa faltar o alimento para as aves do Céu. Com quanto amor o Pai dá. Peçamos a Deus a graça de estar livres desta idolatria, do apego às riquezas; a graça de olhar para Ele, tão rico em seu amor e tão rico em generosidade, na sua misericórdia; e a graça para ajudar os outros com o exercício da caridade, mas como ele faz. ‘Mas, padre, Ele não se privou de nada ...’. Jesus Cristo, sendo igual a Deus, se privou disso, abaixou-se, esmagou-se, e também Ele se privou”. (MJ-SP)

domingo, 11 de outubro de 2015

Especial: Nossa Senhora Aparecida - Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Liturgia do dia

Evangelho

Nossa Senhora da Conceição Aparecida

1ª Leitura: Est 5, 1b-2; 7-2b-3
Salmo: 44
2ª Leitura: Ap 12, 1.5.13a.15.16a
Evangelho: Jo 2,1-11

Vida nova para os homens -* 1 No terceiro dia, houve uma festa de casamento em Caná da Galiléia, e a mãe de Jesus estava aí. 2 Jesus também tinha sido convidado para essa festa de casamento, junto com seus discípulos.

3 Faltou vinho e a mãe de Jesus lhe disse: «Eles não têm mais vinho!» 4 Jesus respondeu: «Mulher, que existe entre nós? Minha hora ainda não chegou.» 5 A mãe de Jesus disse aos que estavam servindo: «Façam o que ele mandar.»

6 Havia aí seis potes de pedra de uns cem litros cada um, que serviam para os ritos de purificação dos judeus. 7 Jesus disse aos que serviam: «Encham de água esses potes.» Eles encheram os potes até a boca. 8 Depois Jesus disse: «Agora tirem e levem ao mestre-sala.» Então levaram ao mestre-sala.

9 Este provou a água transformada em vinho, sem saber de onde vinha. Os que serviam estavam sabendo, pois foram eles que tiraram a água. Então o mestre-sala chamou o noivo 10 e disse: «Todos servem primeiro o vinho bom e, quando os convidados estão bêbados, servem o pior. Você, porém, guardou o vinho bom até agora.»
11 Foi assim, em Caná da Galiléia, que Jesus começou seus sinais. Ele manifestou a sua glória, e seus discípulos acreditaram nele. 12 Depois disso, Jesus desceu para Cafarnaum com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos. E aí ficaram apenas alguns dias.

* 2,1-12: Segundo João, a primeira semana de Jesus termina com a festa de casamento em Caná. João relata este episódio por causa do seu aspecto simbólico: o casamento é o símbolo da união de Deus com a humanidade, realizada de maneira definitiva na pessoa de Jesus, Deus-e-Homem. Sem Jesus, a humanidade vive uma festa de casamento sem vinho. Maria, aliviando a situação constrangedora, simboliza a comunidade que nasce da fé em Jesus, e as últimas palavras que ela diz neste evangelho são um convite: «Façam o que Jesus mandar.» Jesus diz que a sua hora ainda não chegou, pois só acontecerá na sua morte e ressurreição, quando ele nos reconcilia com Deus.
Jesus utilizou a água que os judeus usavam para as purificações. Os judeus estavam cegos pela preocupação de não se mancharem, e sua religião multiplicava os ritos de purificação. Mas Jesus transformou a água em vinho! É que a religião verdadeira não se baseia no medo do pecado. O importante é receber de Jesus o Espírito. Este, como vinho generoso, faz a gente romper com as normas que aprisionam e com a mesquinhez da nossa própria sabedoria.

O episódio de Caná é uma espécie de resumo daquilo que vai acontecer através de toda a atividade de Jesus: com sua palavra e ação, Jesus transforma as relações dos homens com Deus e dos homens entre si.


Bíblia Sagrada – Edição Pastoral


Comentário

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil


A liturgia de hoje é marcada pela idéia da intercessão de Maria, padroeira principal do Brasil. A 1ª leitura lembra a intervenção da rainha Ester junto ao Rei Assuero em favor do povo judeu, ao qual ela mesma pertencia. Ao mesmo tempo, menciona-se a graciosa beleza desta “flor de seu povo”. O evangelho é escolhido em função da idéia da intervenção de Maria no milagre do vinho, nas bodas de Cana. Convém observar que Maria aí aparece como a “senhora – mãe” – o tratamento hebraico “Mulher” significa isso -, que se sente responsável pelo que diz respeito à sua família: a presença de Jesus e seus amigos a fez sentir-se responsável pelo abastecimento de vinho.

Ora, este evangelho não é propriamente mariológico, mas cristológico. Mostra Jesus dando início aos sinais da sua grande obra (Jo 2,11), antes que se realize a sua “hora” (cf. 2,4). A abundância de vinho é um sinal de que Jesus vem cumprir a missão messiânica (cf. a abundância de vinho no tempo messiânico, Am 9,13-14 etc.), mas esta missão só é levada a termo na “hora” da morte e glorificação (cf. Jo 13, 1ss; 17,5 etc.).

Temos aqui um ensejo para explicar o sentido do costume de pedir “graças” a Deus pela intercessão de N. Senhora. Geralmente, pedem-se benefícios materiais. Mas Deus e Maria não têm como tarefa específica resolver nossos problemas materiais. As graças materiais são apenas sinais de que Deus nos quer bem. Ora, ele nos quer bem sempre, também no sofrimento e na ausência de benefícios materiais! Por outro lado, nem todo benefício material pode ser interpretado como sinal do bem-querer de Deus, pois há muita gente materialmente bem provida cujo coração está longe de Deus! Reflitamos, pois, a partir do presente evangelho, sobre o sentido do pedir graças mediante a intercessão de N. Senhora. Em Caná, Maria pede uma intervenção material, e esta se realiza, porém não como um fim em si, mas como sinal da grande obra do Cristo, sua morte, na “hora” que naquele momento ainda não havia chegado (2,4). Assim também, o que nós pedimos pela intervenção de N. Senhora, sendo atendidos conforme o pedido ou de outro modo, se toma sinal do amor até morrer, que seu Filho nos dedica. É assim que devem ser interpretadas as preces de súplica: “Dai-nos, Senhor, um sinal de vosso amor?”.

A idéia da intercessão, na presente liturgia, concerne sobretudo à Pátria brasileira, portanto, uma realidade histórico-material. Pode-se pedir a Maria que ela cuide para que a ninguém faltem as condições para viver dignamente. Mas que neste pedido, então, se traduza também a disponibilidade para colaborar e participar no grande testemunho de amor que Cristo iniciou e assinalou por seu primeiro “sinal” em Caná. Ou seja, que os pedidos exprimam a vontade de colaborar no reino de paz e amor, o meio mais seguro para fazer acontecer a realização do que pedimos. Se pedimos bênçãos pela Pátria, devemos estar dispostos a nos tornar instrumentos daquilo que pedimos (integração de todos numa sociedade justa e fraterna etc.).

A 2ª leitura é a mesma da festa da Assunção. Pode-se destacar o papel protetor que a Mulher – simultaneamente Igreja e Maria – exerce com relação ao Filho messiânico. Que a Igreja se lembre, portanto, que a intuição da fé, aplicando esta leitura a Maria, viu a semelhança no papel de ambas. Gerar e levar o Salvador ao mundo, e presenciar sua vitória, eis o que Maria e a Igreja têm em comum. Destacando a figura de Maria, a Igreja assume, até um certo grau, o que foi a obra de Maria. Isso vale também com relação à proteção da Pátria, que não é algo mágico, mas algo que se realiza mediante as nossas mãos, nosso empenho por uma Pátria melhor, mas justa, mais conforme à vontade de Deus.

A aclamação ao evangelho e o canto da comunhão aludem também à função “patrocinadora” de Maria.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes
Mensagem

Maria, Mulher-povo, mãe da Igreja


Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil. O povo a chama simplesmente de N. Senhora Aparecida. Aliás, para a “Imaculada Conceição” temos outra festa, em 8 de dezembro. Mas vale a pena, apoiados na liturgia, estabelecer um nexo entre a eleição de Maria desde a sua concepção e seu papel de intercessora, em virtude do qual ela aparece como padroeira do nosso povo. A 1ª leitura de hoje destaca o papel da intercessora, mediante a figura bíblica da rainha Ester, que intervém junto ao rei por seu povo, Israel. Na 2ª leitura a Mulher-Povo do Apocalipse protege seu filho messiânico. No evangelho aparece com maior clareza o papel mediador de Maria a favor do povo.

É o evangelho das bodas de Caná. Maria presencia uma festa de casamento, e também Jesus e seus companheiros. Quando falta vinho, Maria chama a atenção de Jesus para o impasse. E quando Jesus, misteriosamente, responde que ainda não chegou a sua hora – pois a sua hora mesmo é a da cruz – Maria não deixa de acreditar que Jesus transformará as bodas deste mundo em festa messiânica e plena alegria, vinho novo do tempo novo. Recomenda aos servidores que executem o que Jesus lhes disser. Talvez às cegas, mas confiante no projeto de Deus e no filho que Deus lhe deu, Maria assume sua missão de confiar o mundo a ele.

João, no seu evangelho, menciona Maria apenas duas vezes, aliás, sem chamá-la Maria, mas Mãe de Jesus e Mulher. A primeira menção é quando ela por assim dizer introduz Jesus na sua atividade pública, nas bodas de Caná. A outra é quando ela acompanha Jesus até o fim, ao pé da cruz. No primeiro texto, Jesus diz que sua hora ainda não chegou; é apenas o início dos sinais. O outro texto é quando se realiza “a Hora” de Jesus e sua obra é levada a termo, na cruz. Em ambos os textos, Jesus se dirige a Maria com o tratamento honroso de “Mulher” (nós diríamos: “Senhora”) – termo muitas vezes ligado à imagem do povo. A primeira vez, Jesus pronuncia a perspectiva da hora que deve vir, a segunda vez, confia à sua mãe o seu legado: o discípulo amado, que representa os fiéis. Maria está no início e no fim da obra de Jesus. Ela, a Mulher, a Mãe, é a referência de sua obra. Maria marca o lugar de Jesus neste mundo e está aí como referência do discípulo que toma o lugar do seu Filho.

Maria, Mãe da Igreja.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

sábado, 10 de outubro de 2015

Especial: Nossa Senhora Aparecida - Oração


Consagração a Nossa Senhora Aparecida

Ó Maria Santíssima, que em vossa imagem querida de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil, eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios da vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a língua para que sempre vos louve e propague vossa devoção; consagro-vos o coração para que depois de Deus vos ame sobre todas as coisas.

Recebei-nos, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas, acolhei-nos debaixo de vossa proteção; socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e temporais, e sobretudo na hora de nossa morte.

Abençoai-nos, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-nos em nossa fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possamos louvar-vos, amar-vos e render-vos graças no céu, por toda a eternidade.

Assim seja.


Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Especial: Nossa Senhora Aparecida - Senhora Nossa, Maria Aparecida

Entre as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, às margens da Rodovia Dutra e do Rio Paraíba se ergue a majestosa Basílica de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil. Os que já tivemos ocasião de viver algum tempo naquele espaço sabemos do encanto e da beleza do espetáculo de fé que ali se assiste.

Dizemos, com razão, que ali é a Casa da Mãe. Os fiéis acorrem de todos os cantos. Há ônibus de peregrinos que rodam horas e horas. Há pessoas que fazem parte do caminho a pé. Há os que sobre de joelhos ladeiras e escadas. Em todos e em cada um dos peregrinos e dos devotos estão os filhos que buscam estar um pouco na Casa da Mãe. Há os que trazem o agradecimento das graças obtidas e os que não aguentam mais as dores do corpo e do coração e fazem promessas à Mãe de Jesus. Cansados da viagem, sem poderem dormir, essas mulheres e esses homens de fé querem colocar-se sob o manto da Mãe. Há mães que pedem pela conversão dos filhos, há esposos e esposas que suplicam graças para sua família e a solidez de seu casamento. Há pessoas dadas à bebida e às drogas que buscam força… Sempre um espetáculo de fé.


A primeira leitura da missa tirada do livro de Ester fala da prece de Ester pelo povo. A Igreja coloca a mesma prece nos lábios de Maria: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida, eis o meu pedido, e a vida do meu povo, eis o meu desejo”. Belíssimas palavras! A Mãe de Jesus olhando a multidão dos fiéis pede ao Filho e ao Pai que dê vida ao povo. Podemos imaginar que Maria peça também pelos pobrezinhos e quase miseráveis que lá estão e nem mesmo tenham pão para viver e sobreviver.

A segunda leitura tirada do Apocalipse fala de uma mulher vestida de sol. Sabemos que essa luminosa criatura que tinha também a lua sob seus pés é Maria, a Imaculada em sua Conceição, que pisa a cabeça da serpente e que é assim a Mãe dos Pecadores. Doce esse título da Senhora: Maria, mãe dos pecadores que nos dirigimos à Casa da Mãe.

No relato das Bodas de Caná ouvimos Maria dizer a todos: “Por favor, diante das carências da vida, da consciência das falhas e pecados que comente… façam tudo o que ele mandar… ele transformará água em vinho, desespero em esperança, morte em vida…Façam tudo o que ele mandar”.

Quando João Paulo II esteve em Aparecida, por ocasião da Dedicação da Basílica Nacional, disse: “Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Viva a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida”. Desde que eu pus os pés em terra brasileira, nos vários pontos por onde passei, ouvi este cântico. Ele é, a ingenuidade e singeleza de suas palavras, um grito da alma, um saudação, uma invocação cheia de filial devoção e confiança para com aquela que, sendo verdadeira Mãe de Deus, nos foi dada por seu Filho no momento extremo de sua vida para ser nossa Mãe”.

Frei Almir Ribeiro Guimarães

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Especial: Nossa Senhora Aparecida - História

Seis décadas depois de criada a Vila de Guaratinguetá, um certo capitão José Correia Leite, adquiriu terras em Tetequeras, nas margens do Rio Paraíba do Sul, cerca,de três léguas abaixo de Pindamonhangaba. O Porto existente em sua fazenda, ficou então conhecido pelo nome de Porto José Correia Leite (atual Porto Itaguaçú).

Em dezembro de 1716, o rei D. João V, nomeou D. Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conhecido como Conde de Assumar, para governar como Capitão General a Capitania de São Paulo e Minas Gerais, que pouco depois seria desmembrada em duas, por sugestão dele mesmo. Foi homem importante, viria a ser mais tarde vice-rei da Índia. Embarcou no Rio de Janeiro para Angra dos Reis, Parati e Santos, daí galgou a Serra do Mar e foi a São Paulo, onde tomou posse em 04 de setembro de 1717. Pouco depois seguiu para Minas Gerais, pela chamada estrada real, hospedando-se com toda sua comitiva em Guaratinguetá de 17 a 30 de outubro, à espera de suas bagagens que deixara no porto de Parati.

A Câmara Municipal da Vila de Santo Antonio de Guaratinguetá viu-se em apuros para abastecer a mesa de tão ilustre visitante, por isso convocou os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, e os mesmos saíram em pescaria pelo Rio Paraíba. Desceram e subiram o rio várias vezes e nada conseguiram, chegando ao Porto “José Correia” o pescador João Alves arremessando sua rede às águas do Rio Paraíba sentiu que algo ali se prendera, puxou-a de volta ao barco e viu que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça. Arremessou novamente a rede e apanhou a cabeça da imagem. Os três pescadores sem nada entender continuaram a pescaria, quando para surpresa de todos os peixes surgiram em abundância para aqueles homens.


Segundo o relato daquelas humildes pessoas, foram tantos peixes logo conseguido, depois de “aparecida” a imagem, que a canoa ficou cheia. Até ameaçava afundar. Alegraram-se muito com o ocorrido e foram levar o pescado à Câmara Municipal de Santo Antonio de Guaratinguetá, mas primeiro passaram pela casa de Felipe Pedroso e deixaram a preciosa encomenda confiada aos ciudados de Silvana da Rocha, mãe de João, esposa de Domingos e irmã de Felipe. Puseram-na dentro de um baú, enrolada em panos, separada uma parte da outra.

A casa de Silvana foi o primeiro oratório que teve aquela imagem, e ficou com ela cerca de nove anos, até 1726, data provável de seu falecimento. O marido e o filho, Deus já os chamara antes. Assim tornou-se herdeiro da imagem seu irmão, Felipe Pedroso, o único sobrevivente da milagrosa pescaria. Sua casa foi o segundo oratório, por seis anos, perto da Ponte Sá (proximidade da atual Estação Ferroviária) e também o terceiro, por mais sete anos, na Ponte Alta, para onde se mudara. Em 1739, Felipe Pedroso mudou-se mais uma vez, já velho, para o Itaguaçú, e fez a entrega da imagem a seu filho Atanásio. Até então a imagem ficava dentro do baú, guardada, e só era tirada de lá nas horas da preces, quando era posta sobre uma mesa. Na casa de Atanásio Pedroso, que ficou sendo seu quarto oratório, ela passou a ter altar e oratório de madeira, feitos por ele. Chamava sempre parentes e amigos e com eles rezava o terço e entoava cânticos. O número de devotos começou a aumentar, alguns sentiram-se favorecidos por graças e até por milagres, que apregoavam. A fama da Santa Aparecida foi crescendo e a notícia dos prodígios chegou aos ouvidos do vigário da Paróquia, Padre José Alves, que mandou seu sacristão, João Potiguara, assistir as rezas e observar. Baseado nas informações desse, e tendo ouvido outras pessoas, resolveu o vigário construir uma capelinha ao lado da casa de Atanásio, que, nessas alturas, estava morando no Porto Itaguaçú, onde a imagem fora encontrada.

Consta que o vigário quis levar a imagem para Guaratinguetá, levou-a por duas ou três vezes, mas o povo ia às escondidas e a trazia de volta. Depois corria a notícia de que a imagem fugira de volta para o bairro Itaguaçú. Resolveu o padre José Alves Vilela, no ano de 1743, construir uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, a qual terminou sua construção dois anos depois, abrindo a visitação pública em 26 de julho de 1745 (dia consagrado a Santa Ana), dia em que foi celebrada a primeira missa.

Assim, 28 anos depois de “aparecida” a imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, ela teve sua capela, que iria durar 138 anos, até 1883.

Em 1894, chegou em Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.
No dia 8 de setembro de 1904, D. José Camargo de Barros coroou solenemente a Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Em 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, passados vinte anos, no dia 17 de dezembro de 1928, a vila que se formou ao redor da Igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município, e em 1929, Nossa senhora foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI.

Com o passar do tempo o aumento do número de romeiros foi aumentando e a Basílica tornou-se pequena. Foi então que os Missionários Redentoristas e os senhores Bispos iniciaram no dia 11 de novembro de 1955 a construção da atual Basílica Nova, o maior Santuário Mariano do Mundo. Em 1980, ainda em construção, recebeu o título de Basílica Menor pelo Papa João Paulo II. Em 1984, foi declarada oficialmente Basílica de Aparecida Santuário Nacional, pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Especial: Nossa Senhora Aparecida - Virgem Maria, a Mãe de Deus


Apresentação

Frei Regis Daher, OFM

A Virgem Maria, a Mãe de Deus, é invocada conforme a história do povo cristão, em locais e regiões as mais distintas. Mesmo no Brasil, ela é chamada por muitos ‘nomes’. É quase automático nos lábios das pessoas, diante do inesperado ou do mistério grande das coisas, a exclamação: “Virgem Maria”! ou “Nossa Senhora”!

Para o descrente ou apenas o racional, a exclamação pode simplesmente ser um reflexo religioso inconsciente… No entanto, é curioso e muito significativo, que culturalmente o povo brasileiro chame sempre pela “mãe”, por uma “mulher”… que a fé sabe ser uma “bendita entre as mulheres”, porque é “cheia de graça”!

No Brasil, ela ganhou as feições simples e humildes de seu povo. É simplesmente a “Aparecida”, porque surgiu das águas, nas redes de gente simples como ela, os pescadores do rio Paraíba. A água escureceu sua imagem da argila, cor da terra. Apareceu negra, cabeça separada do corpo, que o homem colou e uniu. Outros sinais da identificação com o seu Filho e os seus irmãos: os renascidos da água e do espírito, membros do mesmo e único corpo, do qual o Cristo é a cabeça.

Antes dela ser “Aparecida”, já era a “Conceição”, aquela que concebe e dá à luz à própria Luz que veio a este mundo. Sabiamente diziam os Padres da Igreja que, primeiro Maria concebeu seu Filho na fé, crendo na Palavra que lhe foi anunciada e, por isso concebeu-O também no seu corpo. Tornou-se, então, o modelo e protótipo da Igreja, de todos os que, como ela, geram o Cristo pela fé.

São Francisco de Assis, na sua 2ª Carta aos Fiéis (48-53), depois de falar sobre a necessidade da completa conversão da atitude de egocentrismo, afirma:

“Aqueles que assim agirem e perseverarem até o fim, verão repousar sobre si o Espírito do Senhor e ele fará neles sua morada permanente, e serão filhos do Pai celestial cujas obras fazem. E serão esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo. Somos seus esposos, quando a alma crente está unida a Jesus Cristo pelo Espírito Santo. Somos seus irmãos quando fazemos a vontade de seu Pai, que está nos céus. Somos suas mães, se com consciência pura e sincera o trazemos em nosso coração e nosso seio e o damos à luz por obras santas que sirvam de luminoso exemplo para os outros”.

Para São Francisco a grandeza e a importância de Maria está no fato dela ter feito Cristo nosso irmão, dando-lhe a carne de nossa humanidade. Ele a vê sempre unida ao seu Filho. Por isso, a devoção a ela se faz na vida conforme o Evangelho. Francisco não só recorre à proteção de Maria, mas assume as atitudes dela frente a Deus, e como ela, concebe, gera e dá à luz à Palavra de Deus, dando-lhe vida e forma. É a fecundidade espiritual dos que, como Maria, geram o Cristo em suas vidas.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Nossa Senhora do Rosário

Nossa Senhora do Rosário


O Rosário é a devoção mariana por excelência, a mais popular e a mais querida ao coração de Maria.

O Rosário é a devoção mariana por excelência, a mais popular e a mais querida ao coração de Maria. Ela mesma a recomendou a Santo Domingo de Guzmán, apresentando-a como meio eficaz para conservar e aumentar a fé, para dissipar os erros, para uma vida mais evangélica.

Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando se celebrou a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha, os cristãos católicos, em meio à recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate. A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.

A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

Em recentes aparições em Fátima, Lourdes e Salete e outros lugares, a Virgem se mostrou com o rosário nas mãos, recomendando a sua recitação frequente. Em 1917, em Fátima, apareceu seis vezes a Lúcia, Jacinta e Francisco, prometendo-lhes muitas graças se recitassem todos os dias o Rosário. Na última aparição, no dia 13 de outubro, exclamou: “Eu sou a Virgem do Rosário”.

A COROA FRANCISCANA

Outra bela devoção mariana que se desenvolveu no seio da Ordem Franciscana é a Coroa Franciscana das Sete Alegrias da Santíssima Virgem.

Em 1442, no tempo de São Bernardino de Siena, se difundiu a notícia de uma aparição da Virgem a um noviço franciscano. Este, desde pequeno, tinha o costume de oferecer à bem-aventurada Virgem uma coroa de rosas. Quando ingressou entre os Irmãos Menores, sua maior dor foi a de não poder seguir oferecendo à Santíssima Virgem esta oferenda de flores. Sua angústia chegou a tal ponto que decidiu abandonar a Ordem Seráfica. A Virgem apareceu para consolá-lo e lhe indicou outra oferenda diária que lhe seria mais agradável. Sugeriu-lhe recitar a cada dia sete dezenas de Ave Marias intercaladas com a meditação de sete mistérios gozosos que ela viveu em sua existência. Desta maneira teve origem a coroa franciscana, Rosário das sete alegrias.

São Bernardino de Sena foi um dos primeiros a praticar e difundir esta devoção, que para ele era fonte de grandes favores. Um dia enquanto recitava esta coroa apareceu-lhe a Santíssima Virgem e com inefável doçura lhe disse que gostava muito desta devoção e o recompensava com milagres para converter os pecadores: “Te prometo fazer-te partícipe de minha felicidade no paraíso”. A coroa franciscana medita os sete gozos de Maria: a anunciação, a visita a Santa Isabel, o nascimento de Jesus em Belém, a adoração dos Magos, a apresentação de Jesus no templo e a manifestação de sua divindade entre os doutores do templo, a ressurreição de Jesus e sua aparição à Virgem, a vinda do Espírito Santo, a Assunção de Maria em corpo e alma ao céu, e a coroação de Maria como rainha do céu e da terra, medianeira de graças, mãe da Igreja e soberana do Universo.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Tríduo e Festa de São Francisco 2015

Irmãos e irmãs,
Paz e bem!

Agradeço a todos os irmãos e irmãs que colaboraram com o esforço do trabalho nos dias do Tríduo e Festa de São Francisco 2015.

Foram dias intensos para cumprir a programação da Paróquia e Santuário São Francisco.  

Dias repletos de bênçãos e graças para todos nós.

O almoço beneficente em prol das obras da Igreja transcorreu com muita alegria, entusiasmo e na Paz e no Bem de cada irmão e irmã da Fraternidade.

Irmãos na igreja, nas barracas para venda de artesanato, doces, venda de convites e no intenso trabalho da cozinha para garantir o Sucesso da macarronada.

Que Deus em sua infinita bondade e misericórdia conceda a cada irmão e irmã muitas bênçãos e graças pelo bem que fizeram.

Por tudo Deus seja louvado!

Maria Nascimento











“São Francisco é uma convocação, não uma devoção!”




Érika Augusto

São Paulo (SP) – Esta frase categórica foi dita por Dom Claudio Hummes, arcebispo emérito da Arquidiocese de São Paulo, na celebração das 10h30, neste domingo (4 de outubro), dia de São Francisco de Assis. A capela do Convento, no centro da cidade, ficou pequena para tantos devotos do santo. Muitos traziam no colo, na coleira, em caixas, os seus bichinhos de estimação.


A celebração foi concelebrada pelo pároco, Frei Luiz Henrique de Aquino, por Frei Marcos Hollmann e Frei José Francisco e por Dom Camilo de Jesus Dantas, OSB, prior do Mosteiro de São Bento, e outros monges beneditinos.

Em sua homilia, Dom Claudio destacou o seguimento de São Francisco de Assis a Jesus Cristo. “De tempos em tempos surgem santos que obedecem fielmente ao Evangelho, Francisco era um destes”. O arcebispo recordou as chagas recebidas por São Francisco, e disse que as chagas são a prova da proximidade do santo com Jesus Cristo.

Ele recordou também que, mesmo tantos séculos depois, São Francisco de Assis continua atual, e destacou a eleição do Cardeal Mario Bergoglio e a escolha do nome do novo Papa. Dom Claudio afirmou que a escolha se deu por 3 razões: pelos pobres, pela paz e pela criação. E discorreu a respeito da postura do Papa Francisco em seu Pontificado, e seus gestos que confirmam as razões da escolha de seu nome. “A Igreja não pode continuar como está, precisamos levar este modo de vida ao mundo, assim como faz o Papa Francisco”, exclamou.

Dom Claudio convidou os presentes a assumirem um novo modelo de vida. “São Francisco não pode ser apenas uma devoção. São Francisco é uma convocação, uma interpelação. Somos os herdeiros primeiros”, disse aos confrades e aos presentes.

O arcebispo emérito também exaltou a ida às periferias, geográficas e existenciais. E recordou o Ano da Misericórdia, proclamado pelo Santo Padre, e pediu uma igreja mais misericordiosa, que esteja ao lado dos pobres e das pessoas sofridas, e que deixe de lado os códigos e as leis. “Somos mais legalistas que misericordiosos, acreditamos mais nos códigos que na misericórdia, não entendemos a pessoa em sua situação, não nos identificamos com ela”, afirmou.

Ele encerrou sua homilia afirmando que o cuidado com a natureza é um chamado urgente, e destacou a importância da encíclica Laudato Si para os cristãos e não cristãos. Dom Claudio criticou sobretudo a lógica de lucros em que o mundo vive. “É preciso distribuir e cuidar, não acumular”, concluiu.






Os últimos momentos da vida de São Francisco



Érika Augusto

São Paulo (SP) – A bonita Igreja de São Francisco das Chagas recebeu na noite deste sábado mais uma edição do Trânsito de São Francisco. É um costume celebrar na noite do dia 3 de outubro a morte do santo de Assis.

Neste ano os jovens vocacionados e a Jufra das Chagas foram os encarregados da preparação da celebração, que contou com a adesão de muitos fiéis, que vieram participar deste momento significativo. Os frades das 4 fraternidades de São Paulo estavam presentes (Vila Clementino, Pari e São Francisco).

As Irmãs Franciscanas de Ingolstadt conduziram a celebração, que foi animada por alguns cantos e reflexões. A homilia foi proclamada pela Ir. Inês dos Santos Nascimento, que partilhou com os presentes um texto muito poético, escrito em forma de carta, como se fosse ditada por Clara de Assis.

Ir. Inês dos Santos Nascimento

Ela começa: “Meu querido e amado Francisco, a morte me traz a escuridão do túmulo, mas me faz memória do túmulo vazio que Maria Madalena encontrou no dia da ressurreição. Sinto sua falta, Francisco. Tenho o vazio que a morte nos trás, mas creio que está presente ainda mais na minha vida, na minha missão e carisma.”

A carta continua, abordando pontos importantes da vida e carisma dos dois santos. O sentimento que se traduz é de alegria e louvor. Não há tristeza, luto, na passagem de São Francisco de Assis. Não cabe tristeza neste momento, pois Francisco sempre tratou a morte com a mesma alegria com que tratava a vida. A proximidade de Cristo, a certeza da ressurreição, nos dão a alegria de celebrar este momento.

A carta termina com uma frase que convida a todos a continuar o ideal do santo de Assis. “Mostra-nos que ainda é possível viver a tua pobreza, a tua mística, a fraternidade universal.”

Em seguida todos foram convidados a se sentarem para assistir ao momento mais aguardado da noite, a encenação do trânsito. Os jovens vocacionados entraram na igreja carregando Gabriel Nogueira, que foi o escolhido para representar São Francisco de Assis neste ano.

A encenação transcorreu em clima de oração. Frei Alvaci Mendes da Luz narrou os momentos principais, onde Francisco de Assis pede para estar com seus primeiros companheiros para se despedir e deixar seus últimos pedidos para a ordem.

O silêncio e a emoção tomaram conta dos presentes. A encenação transcorre até o momento final da vida de São Francisco, onde os jovens retornam então para a entrada da igreja, desta vez com o corpo chagado do santo, carregado numa padiola.

Tudo encenado com muita simplicidade, mas com muita comoção. Os cantos ajudaram os presentes a entrarem no clima de oração. Ao final da celebração todos se saudaram com muita alegria, desejando uma feliz festa de São Francisco de Assis. Todos foram convidados para um lanche, que foi preparado no corredor lateral da Igreja da Ordem Franciscana Secular.
ÍNTEGRA DA CARTA

Queridos Irmãos e Irmãs! Paz e Bem!

Carta de Santa Clara para reflexão do Trânsito de São Francisco.

Meu querido e amado Francisco!

A morte me traz a escuridão do túmulo, mas me faz memória do túmulo vazio que Maria Madalena encontrou no dia da ressurreição.

Sinto sua falta Francisco, pelo vazio que a morte traz, mas creio que estás presente ainda mais na minha vida, na minha missão e Carisma.

Louvo ao Pai de Jesus Cristo pela minha vocação. Louvo a Jesus Cristo que se fez caminho na pobreza. Louvo com alegria a Francisco que mostrou que é possível viver o Evangelho na Pobreza e pureza de coração.

Faço memória dos nossos encontros Francisco, nossos abraços, nossos diálogos, nossos olhares e todo amor humano e divino presente em nós.

Francisco querido, morto na tarde, mas vivo no Espírito. Quero fazer a vontade do Pai e a tua, meu bem aventurado Francisco. Ser tua “plantinha” foi o meu existir na servidão de Amada de Deus Pai em Jesus Cristo Pobre, espelho da Eternidade. Ser a serva na pobreza de São Damião.

Francisco me mostrou que o caminho para Cristo é a pobreza e eu nunca deixei de viver este privilégio.

Pobre e amado Francisco, tu estás vivo, és real e trago em minha memória tua sensibilidade com a vida, com a existência mortal, pequena e pecadora. Tudo que contemplava era motivo para louvar o grande, onipotente e bom Senhor! E louvava! Deus está presente em toda criatura. Puro coração!

Não sei falar de Deus Pai, do Cristo Esposo, sem lembrar de Francisco.

Francisco! Quanto mais me alimento do Cristo Crucificado, mais abro minha mente, alma e coração para o sofrimento que hoje passamos:
O sofrimento da indiferença pela criação de Deus;
O sofrimento do individualismo, que escraviza;
O sofrimento da superficialidade que carrega o fardo do medo de se encontrar com o mais profundo do ser;
Francisco, Irmão de todas as criaturas;
Francisco livre para ser servo de toda criatura;
Francisco que adentra no “Convento do monte Alverne, para usufruir da grandeza do Cristo Pobre e Crucificado”;
Francisco que se encontra com a Irmã morte para deixar o legado de uma existência eterna;

Estás em tudo, e em todos Francisco, dizendo que é possível viver apaixonadamente o Evangelho, é possível trazer Jesus para um mundo que necessita do maior sonho do Crucificado: o Reino de Deus!

Tu existes Francisco, em todo ecossistema que sofre a dor do parto, em meio a dragões do poder que buscam engolir vidas para satisfazer um sistema egoísta cheio de sofrimento.

Ainda é possível te viver Francisco! És um projeto de vida! Sua morte nos diz que fizeste a tua parte, e nos convoca a buscarmos viver a nossa parte, hoje.

Pai Francisco!
Olhe pelos consagrados (as), neste ano tão belo, dedicado à Vida Consagrada;
Olhe para o Frades Menores;
Olhe pelas Clarissas;
Olhe pela Ordem Franciscana Secular, pelas famílias, leigos consagrados que buscam viver o Evangelho;
Olhe pela JUFRA;
Olhe pelos simpatizantes;
Olhe pela Igreja, na pessoa do nosso querido Papa Francisco.

Mostra-nos que ainda é possível viver a tua pobreza, tua mística, a fraternidade universal.

Amém!







sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Carta do Ministro Geral para a Festa de São Francisco

SÃO FRANCISCO NOS CONVIDA A UMA CONVERSÃO ECOLÓGICA

Queridos irmãos e irmãs, o Senhor lhes dê a paz! Com esta saudação, que São Francisco nos ensinou, nos dirigimos a vocês com esta carta no início de nosso mandato. Como Definitório Geral gostaríamos, em primeiro lugar, de dizer-lhes que queremos responder com todas as nossas forças ao chamado que Deus e o Capítulo Geral nos fizeram confiando-nos este encargo. Faremos tudo para servir a fraternidade universal da Ordem realizando nossa tarefa de animar e guiar nossos irmãos para uma fidelidade sempre maior àquilo que prometemos a Deus. Pedimos a oração e a ajuda de cada um de vocês para que, juntos, possamos viver a nossa vocação. Ao aproximar-se a festa de São Francisco deste ano, parece-nos importante retomar em nossas mãos e iniciar juntos uma reflexão sobre a Encíclica Laudato Si’, que o Papa Francisco nos encaminhou na última festa de Pentecostes “sobre o cuidado da casa comum”. Sentimo-nos chamados à causa duas vezes: como todos os homens de boa vontade, pois o sucessor de Pedro dirigiu-se a todos nós, e como franciscanos, pois a referência a Francisco de Assis percorre este texto desde o seu título. O próprio Papa justifica esta referência dizendo: “Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade” (n.10). Esta ideia de “ecologia integral” percorre toda a Encíclica e quer recordar-nos que o problema ecológico não é uma questão setorial, limitada à relação com o meio ambiente entendido no sentido estrito, quase uma espécie de jardinagem, mas trata-se de um conjunto de problemáticas amplas, como a justiça nas relações sociais, no empenho pela paz, no respeito pela vida, que estão diretamente ligados ao problema do meio ambiente. Relações justas entre as pessoas e os povos refletem-se em uma relação justa com o meio ambiente, enquanto que exploração e injustiças nas relações humanas geram exploração e contaminação das riquezas naturais. Quando se fala de “ecologia integral” convida-se a um olhar amplo do todo, que veja a profunda relação que liga a contaminação, a questão da água, das mudanças climáticas e a perda da biodiversidade com a degradação social, a deterioração da qualidade de vida humana e a iniquidade planetária. O Papa inclina-se sobre a prospectiva integral desta ecologia, mostrando os diversos âmbitos nos quais desenvolvem-se, falando da ecologia ambiental, econômica e social, completamente ligadas entre si, como também de ecologia cultural, referindo-se à vida cotidiana. O Papa convida especialmente os cristãos a uma “conversão ecológica”, retomando as convicções da nossa fé e denunciando que muitas vezes se trata de uma dimensão que falta em nossa espiritualidade. “Falta-lhes, pois, uma conversão ecológica, que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus. Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa. Recordemos o modelo de São Francisco de Assis, para propor uma sã relação com a criação como dimensão da conversão integral da pessoa” (n. 217-218). Nós retomamos alguns pontos da Encíclica para ainda estimular cada um de nós e, se fosse necessário, relê-la, meditá-la e fazê-la objeto de discussão fraterna. Trata-se de um tema que verdadeiramente nos diz respeito, como frades menores, seguidores de Jesus do jeito de São Francisco de Assis. São Francisco nos convida para olhar a criação com olhos espirituais, isto é, animados pelo Espírito do Senhor e feitos olhos que creem para ver melhor toda a realidade. Um ótimo exemplo ele mesmo nos dá através do Cântico das criaturas: dentre elas lembra-se em primeiro lugar do sol, e ele diz que “ele é belo e radiante com SÃO FRANCISCO NOS CONVIDA A UMA CONVERSÃO ECOLÓGICA grande esplendor: de Ti, Altíssimo, traz o significado”. O olhar de cada ser humano pode dizer que o sol é belo e luminoso: o olhar de Francisco que crê acrescenta que o sol nos lembra Deus, usando a empenhadora palavra “significado”. É bonito notar que o olhar do cristão não vê um sol diferente das outras pessoas: na mesma realidade que todos veem, nós cristãos podemos lançar um olhar mais penetrante, que vai além da superfície e colhe o mais profundo “significado”. A fé não nos faz ver um mundo diferente daquele real, mas nos faz ver de modo diferente o mesmo mundo. Este olhar diferente poderá ter um efeito benéfico também na perspectiva do cuidado do meio ambiente. A partir da fé, podemos recordar a nós mesmos e ao mundo que a realidade natural, a água, o ar, a terra, as matas, são também criaturas de Deus. Esta observação, elementar para cada cristão, tem um efeito benéfico de fazer-nos sair de uma relação bipolar homem-natureza, pois insere um terceiro elemento nesta relação que, de outro modo, corre o risco de tornar-se conflituosa: o terceiro elemento necessário é Deus. Se em nossa consideração existem somente o homem e as realidades naturais, surge um conflito para estabelecer quem manda dentre os dois; se, ao contrário, nos recordamos que, seja o ser humano, seja a natureza, somos criaturas de Deus, reconhecendo que a origem de tudo é Ele, que está acima de nós, então reencontraremos o equilíbrio de uma ralação pacificada. Outras considerações podem surgir de um olhar sobre a experiência espiritual de Francisco de Assis: o seu convite à pobreza torna-se modelo de uma sobriedade no uso das riquezas naturais, que hoje é sempre mais indispensável e que deveria marcar nosso estilo de vida. A sua relação fraterna, não só com pessoas, mas também com os animais e as coisas pode nos ensinar uma maneira diferente de entrar em relação com a vida, com as pessoas com quem nos encontramos e com as coisas que usamos. Seria tão bonito tornar-se “irmãos universais”, como São Francisco nos ensina e como a nossa vocação de frades menores nos pede! Este conhecimento ecológico fez um caminho em nossa consciência de frades menores nos últimos decênios. O nosso Capítulo Geral de 2003 modificou o texto do primeiro artigo de nossas Constituições Gerais, lá onde se descreve a nossa identidade fundamental, acrescentando ao final do parágrafo 2, que já falava de “pregar por obras a reconciliação, a paz e a justiça”, a expressão “e mostrar o respeito pela criação”. Foi o reconhecimento de que o cuidado pela casa comum faz parte do essencial do nosso carisma; talvez seja útil recordá-lo hoje, doze anos depois, para interrogar-nos que caminhos percorremos concretamente desde 2003. Todos sabemos que a mudança no texto das Constituições, como tantas declarações, poderia ficar apenas no papel: trata-se de mudar também as práticas de nossa vida. Muitas outras reflexões poderíamos fazer, e esperamos que sejam feitas, seja pessoalmente seja comunitariamente, em nossos encontros fraternos. Gostaríamos também de convidar todos nós para procurar traduzir estas reflexões em decisões que sejam também escolhas concretas. É verdade que uma boa teoria é necessária para uma boa prática, mas da mesma forma também é verdade que, sem a prática, a teoria permanece estéril. São Francisco nos lembra que não é suficiente “ter o espírito do Senhor”, mas que é necessário também “a sua santa operação”. A consciência de que a água é um bem preciso deverá então manifestar-se também em uma disciplina pessoal e comunitária que busque evitar os desperdícios inúteis que podem aparecer facilmente em alguns países. As reflexões sobre os excessivos consumos energéticos, fonte de poluição, deverão influenciar também sobre a utilização pessoal e comunitária da eletricidade, do aquecedor, do ar condicionado ou de aparelhos de refrigeração. As informações sobre o problema do acúmulo de lixo, sobretudo de plástico ou não biodegradável, e sobre sua decomposição deverão orientar o nosso comportamento na utilização de detergentes e no acúmulo de lixo que possam decompor-se de maneira adequada. Também como consumidores (visto que inevitavelmente nós também o somos) deveremos aprender a escolher as nossas compras considerando também outros elementos de caráter ético, além da conveniência econômica e da comodidade. Trata-se de considerações muito práticas que poderiam continuar. Como Definitório Geral queremos que esta consciência se traduza em um renovado estilo de vida, em nossa Cúria Geral e em todas as Fraternidades da Ordem. O nosso irmão São Francisco nos ajude e nos acompanhe neste caminho de conversão, ao qual o Papa Francisco nos chama com força e urgência. Façamos tudo o que for possível diante do grave perigo em que se encontra a Criação e das necessidades de tantos irmãos e irmãs que requer nossa solidariedade e acolhida. Seremos, então, construtores de um futuro de paz, sustentável e fraterno para nossa Casa comum e para todos nós. A bênção de Deus desça sobre nossas Fraternidades e sobre cada um de nós como sinal de sua presença de comunhão e de amor. 

Roma, 17 settembre 2015 Festa dos Estigmas de São Francisco 

Seus irmãos do Definitório Geral: Fr. Michael Anthony Perry, ofm (Min. gen.) Fr. Julio César Bunader, ofm (Vic. gen.) Fr. Caoimhín Ó Laoide, ofm (Def. gen.) Fr. Ignacio Ceja Jiménez, ofm (Def. gen.) Fr. Nicodème Kibuzehose, ofm (Def. gen.) Fr. Lino Gregorio Redoblado, ofm (Def. gen.) Fr. Ivan Sesar, ofm (Def. gen.) Fr. Lóránt Orosz, ofm (Def. gen.) Fr. Valmir Ramos, ofm (Def. gen.) Fr. Antonio Scabio, ofm (Def. gen.) Fr. Aidan McGrath, ofm (Seg. gen.)

Fonte: http://www.franciscanos.org.br/

Frades abençoam os animais do Zoológico de São Paulo


Érika Augusto

São Paulo (SP) – A manhã estava agradável na capital paulista nesta quinta-feira, 1º de outubro. Um tempo propício para a atividade programada na Fundação Zoológico de São Paulo: a bênção ao espaço, equipe e animais. Frei Gustavo Medella conduziu a celebração, que foi acompanhada por dezenas de funcionários do Zoológico, entre eles o diretor-presidente, Paulo Magalhães Bressan e Fátima Valente Roberti, diretora administrativa.

Além de Frei Gustavo, estiveram presentes Frei Alvaci Mendes da Luz, Frei Alexandre Rohling, Freio Odorico Decker, Frei João Bunga e Frei Ermelindo Francisco, além de um grupo de jovens vocacionados. O tema central da celebração realizada foi a Encíclica “Laudato Sí”, do Papa Francisco, que trata do cuidado com a criação.

A bênção aconteceu no chamado Lago dos Cisnes, onde existe uma imagem de São Francisco de Assis, doada pela Província Franciscana em 1975. Frei Gustavo acolheu os presentes com muita alegria, afirmando que São Francisco de Assis se sentiria bem em estar ali no Zoológico. Ele acrescentou que aquele é um lugar de cuidado com as criaturas e também de estudo. O frade afirmou ainda o importante papel social que o Zoológico exerce: “As causas sociais e ambientais caminham de maneira integrada. O trabalho que vocês realizam é técnico, mas é também social”, disse.

Frei Gustavo chamou a atenção dos presentes para o que o Papa Francisco pede na Encíclica Laudato Sí: uma vida em equilíbrio. “Não podemos deixar que a ganância e os interesses econômicos tomem o lugar do cuidado com o meio ambiente”. O frade lembrou ainda do drama que vivem milhares de pessoas refugiadas, no Brasil e no mundo, e destacou a urgência da situação.

Para Paulo Bressan, a bênção ao Zoológico é um momento muito esperado por toda a equipe. Ele afirmou que os quase 400 funcionários da fundação ficam ansiosos para a data. “A figura de São Francisco está sempre presente, não importa a denominação religiosa. Isso sentimos aqui, entre os funcionários. Mesmo os que não são católicos esperam por esta data”. O diretor-presidente destacou ainda que a visita dos frades traz um sentido de união para todos, por ser um momento celebrativo, valorizando o trabalho dos funcionários no cuidado e preservação das espécies.

A diretora administrativa Fátima Valente Roberti destaca o trabalho educativo realizado pela Fundação. “O Zoológico tem um papel social importante porque recebe todas as pessoas, de todas as classes sociais, de todas as raças e crenças.” Fátima destacou ainda a relação criada com os franciscanos, pois ultrapassa a vivência religiosa.

Além da bênção realizada no dia de hoje, os funcionários do Zoológico de São Paulo estarão no Largo São Francisco no dia 4 de outubro. Será montado um stand para que o público conheça mais sobre o trabalho realizado, e dois animais estarão com os biólogos na missa do meio-dia.

Fonte: www.franciscanos.org.br

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Programação - Festa de São Francisco

Tríduo de São Francisco - Igreja Fraternidade das Chagas

Dia 01 - Missa ás 18:00 horas
Dia 02 - Missa ás 18:00 horas

Trânsito de São Francisco
Dia 03 - ás 18 horas

Almoço Beneficente
Dia 04 - A partir do meio dia


Jornada Franciscana 2015

Irmãos e Irmãs,
Paz e bem!

Aconteceu no dia 27/09/15 a 34ª Jornada Franciscana promovida pela Família Franciscana do Brasil no Colégio Nossa Senhora Aparecida em Moema - São Paulo, para celebrar o carisma franciscano num momento muito especial para os religiosos, já que estamos em pleno Ano da Vida Consagrada e saboreando a belíssima e desafiadora mensagem do Papa Francisco na Encíclica “Laudato Sí”.

Neste ano, o tema da Jornada foi “A paz em Francisco e Clara de Assis – uma leitura a partir do Ano da Vida Consagrada” e desenvolvido pelo Provincial dos Capuchinhos, Frei Carlos Silva, da Província Imaculada Conceição de São Paulo.

O encontro começou ás 8 horas com chegada, cafezinho e acolhida dos irmãos.

A seguir a Santa Eucaristia presidida pelo Frei Anacleto Luiz Gapski, OFM. Tivemos a alegria de receber na procissão de entrada a Relíquia e Imagem peregrina de São Francisco trazida pelos irmãos da Fraternidade da Vila Clementino.

Frei Carlos com seu jeito alegre, descontraído e bem humorado tratou do tema proposto com muita alegria contagiando a todos.

Ao final da manhã saboreamos nosso almoço comunitário na partilha e fartura dos bens recebidos dos irmãos.

Após passamos aos trabalhos em grupos, refletindo a Paz e transportando para os cartazes nossos anseios, expectativas com a natureza criada por Deus.

E ao som de cantos e orações saímos pelo bairro na Caminhada pela PAZ.

Foi muito bom. Fizemos algumas paradas para reflexões dos grupos.

E no retorno ao colégio, Frei Anacleto e Frei Carlos nos deram a bênção e nos despedimos com muita alegria no coração.

Ao longo do dia foram sorteados vários presentes aos participantes.

Agradecemos ao nosso Bom Deus pelo dia de bênção!

Por tudo Deus seja louvado!    

Maria Nascimento