segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Regional São Paulo faz faz Assembleia Eletiva no dia 5/3

cffb_25

O Regional São Paulo da Conferência da Família Franciscana do Brasil realizará no próximo dia 5 de março a Assembleia Eletiva Ordinária para o triênio 2016-2018. A eleição da nova Coordenação será feita depois de um momento de oração e reflexão, assessorado pelo presidente da CFFB, Frei Éderson Queiroz, OFM.

Para isso, estão convocados todos os Irmãos e Irmãs Provinciais, Coordenadores e Coordenadoras de Ordens e Congregações localizadas no Regional São Paulo, a Ministra Regional da OFS Sudeste III,a Secretária da Jufra do Regional São Paulo e membros da atual Diretoria do Regional CFFB/Regional São Paulo.

Segundo o atual coordenador, Frei Anacleto Gapski, esta assembleia deveria ser realizada em novembro último, mas “a falta do quórum necessário para que a eleição tivesse a validade jurídica necessária fez com que abortássemos a votação e interrompêssemos a Assembleia para fazermos a proposta de uma nova modalidade de Assembleia”.

A Assembleia acontecerá no dia 05 de março de 2016, de 08 até 13 horas, no Salão da Fraternidade Franciscana das Chagas do Seráfico Pai São Francisco, no Largo de São Francisco, nº 181, Edifício Frei Galvão, (ao lado da Igreja da Ordem), na região central de São Paulo, SP.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Papa: É uma graça ver o pobre que bate à porta de nosso coração

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco celebrou a missa na Casa Santa Marta, na manhã desta quinta-feira (25/02).
No Evangelho do dia, Jesus conta a parábola do homem rico “que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias” e não percebia que à sua porta havia um pobre, chamado Lázaro, cheio de chagas. O Papa convidou a fazer-se a seguinte pergunta: “Sou um cristão que caminha na estrada da mentira, somente do dizer, ou sou um cristão que segue o caminho da vida, ou seja, das obras, do fazer?” Este homem rico, de fato, ressalta Francisco, “conhecia os mandamentos, certamente todos os sábados ia à sinagoga e uma vez por ano ao templo”. Tinha uma certa religiosidade”:

Bolha de vaidade
“Mas era um homem fechado, fechado em seu pequeno mundo, o mundo dos banquetes, das roupas, da vaidade, dos amigos. Um homem fechado numa bolha de vaidade. Não tinha a capacidade de olhar além, mas somente ao seu próprio mundo. E este homem não percebia o que acontecia fora de seu mundo fechado. Não pensava, por exemplo, nas necessidades de muitas pessoas ou na necessidade de companhia dos doentes, somente pensava nele, em suas riquezas, em sua vida boa: se entregava à boa vida.”

Era, portanto, um religioso aparente, “não conhecia nenhuma periferia, era fechado em si mesmo. Não conhecia a periferia que estava próxima à sua porta de casa. Percorria o caminho da mentira, porque confiava somente em si mesmo, em suas coisas, não confiava em Deus”. Um homem que não deixou herança, não deixou vida, porque somente era fechado em si mesmo. É curioso, sublinha o Papa Francisco, que tinha perdido o nome. O Evangelho não diz como se chamava, somente diz que era um homem rico, e quando o seu nome é somente um adjetivo é porque você perdeu a substância, perdeu a força”:

O pobre é o Senhor que bate à porta

“Este é rico, este é potente, este pode fazer tudo, este é um sacerdote de carreira, um bispo de carreira. Quantas vezes nós nominamos as pessoas com adjetivos, não com os nomes, porque não têm substância. Mas eu me pergunto: “Deus que é Pai, não teve misericórdia deste homem? Não bateu à porta de seu coração para movê-lo? Sim, o Senhor estava ali na porta, na pessoa de Lázaro, que tinha um nome. Este Lázaro com as suas necessidades e suas misérias, suas doenças, era o Senhor que batia à porta para que aquele homem abrisse o coração e a misericórdia pudesse entrar. Mas ele não via, estava fechado: para ele além da porta não havia nada”.

Estrada da vida ou da mentira

Estamos na Quaresma - recorda o Papa - e nos fará bem perguntarmo-nos que caminho estamos percorrendo:

“Eu estou no caminho da vida ou no caminho da mentira? Quantos fechamentos tenho ainda em meu coração? Onde está a minha alegria: no fazer ou no dizer? No sair de mim mesmo para ir ao encontro dos outros, para ajudar? As obras de misericórdia, hein! Ou a minha alegria é ter tudo organizado, fechado em mim mesmo? Peçamos ao Senhor, enquanto pensamos nisto, na nossa vida, a graça de ver sempre os Lázaros que estão à nossa porta, os Lázaros que batem no coração, e sair de nós mesmos com generosidade, com gestos de misericórdia, para que a misericórdia de Deus possa entrar em nosso coração!”. (MJ)

Fonte: Rádio Vaticana

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Missa 21.02.2016

Irmãos e irmãs,
Paz e bem!

Aconteceu no dia 21/02/16 na missa das 9 horas na igreja das Chagas, o Rito de entrada para o Período de Iniciação na Ordem Franciscana Secular para 03 irmãos: Maria Cecília, José Eugênio e Yuri  e para o Período de Formação à OFS 02 irmãos: Maria Helena e Uilson.

Os candidatos prepararam a Liturgia com muito esmero e ficou muito bonito. Assumiram as leituras da missa e as preces da assembleia.

Eles estavam radiantes de alegria na procissão de Entrada e durante toda a missa.

Rezamos também em sufrágio do irmão Francisco Marquezini falecido no dia 27/01/16.

Contamos com a presença dos familiares que emocionados agradeceram pela acolhida e carinho. Nossa fraternidade se fez representada ao velório pelos irmãos Roque e Cecília. 

Ao final da celebração chamamos os familiares e entregamos nosso cartão de condolências e dirigimos algumas palavras de solidariedade á família.

Contamos também com a visita de alguns membros da Jufra Santa Clara (Campo Limpo Paulista/SP) e da Jufra Valongo (Santos/SP) que enriqueceram nosso encontro da Ofs e Jufra das Chagas.

A casa ficou cheia!

Ao final da missa nos dirigimos ao refeitório e cantamos parabéns aos novos irmãos que começam conosco a caminhada franciscana na iniciação e formação à OFS. Bem como aos aniversariantes do mês de fevereiro. E partilhamos com muita alegria o café e bolo de festa.

Após o café participamos da Formação permanente com a continuação do Estudo da Regra e Vida, artigos 4 a 06.

Em seguida saboreamos um delicioso almoço e à tarde formação para os iniciantes e formandos, enquanto os professos rezaram a Coroa franciscana.

Que Deus em sua infinita bondade e misericórdia conceda aos novos irmãos a graça da perseverança e alegria ao compromisso assumido; aos familiares do irmão Marquezini o conforto e a paz; aos irmãos e irmãs das Fraternidades OFS e Jufra das Chagas muitas bênçãos e graças.

Por tudo Deus seja louvado!

Fraternalmente,

Maria Nascimento















segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Santo Egídio após apelo do Papa: pena de morte torne-se capítulo do passado

Cidade do Vaticano (RV) - Um dia após o premente apelo do Papa Francisco em prol de uma moratória universal da pena de morte, os direitos fundamentais à vida e à dignidade da pessoa estiveram no centro do Simpósio promovido pela Comunidade romana de Santo Egídio na Câmara dos Deputados italiana, que teve como tema “Por um mundo sem a pena de morte”.

O apelo do Papa por uma moratória da pena capital durante o Ano Santo do Jubileu extraordinário Misericórdia revigorou o importante debate entre representantes e ministros da Justiça de 30 países, não somente de Estados abolicionistas.

Desde 1786, ano em que o Grão-Ducado da Toscana (Estado que existiu na península Itálica até o Sec. XIX) foi o primeiro Estado a abolir legalmente a pena de morte, foram dados muitos passos rumo a um mundo sem esta chaga.

Na última votação da Onu por uma moratória universal das execuções capitais, 114 países votaram a favor. Durante o Simpósio foi também recordado que depois da Europa, a África está prestes a tornar-se o segundo continente livre da chaga da pena de morte.

Cardeal Marx: justiça esteja sempre unida à misericórdia

O presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, Cardeal Reinhard Marx, recordou que a misericórdia para os cristãos tem o rosto de um homem, condenado à morte, que perdoou seus algozes.

Para preservar a humanidade é preciso defender a sociedade da sede de vingança, acrescentou o purpurado. A justiça deve estar unida à misericórdia, afirmou. Matar em nome da justiça deve ser considerado coisa do passado, não da nossa civilização, ponderou o cardeal alemão.

Juiz Huber: a pena de morte avilta o homem

O juiz da Corte Suprema alemã, Peter M. Huber, recordou que a Alemanha nazista “banalizou” a pena de morte, aplicada durante os anos de regime por uma ampla casuística de delitos.

A pena de morte viola a dignidade humana porque não responde a uma exigência de prevenção ou a uma instância de educação, mas somente a um desejo de vingança ou a um presumível valor de dissuasão, explicou o juiz. Nestes casos, porém, o ser humano torna-se um objeto da política estatal. A pena de morte avilta o homem, o reduz a um meio para um fim político.

Ministro sul-africano: hoje prevalece o direito à vida

Alguns ministros da justiça de países marcados por violências e conflitos descreveram a virtuosa parábola que, tendo atravessado páginas de injustiças e de sofrimentos, completou o iter rumo à abolição da pena de morte.

O Ministro da Justiça da África do Sul, Michael Masutha, recordou que a pena de morte foi um instrumento utilizado no período do Apartheid. Em 1996, explicou, a pena capital na África do Sul foi abolida porque considerada incompatível com o direito à vida, firmemente unido ao direito à dignidade. A história ensinou que na África do Sul, como em outros lugares, apena de morte não teve a função de dissuasão, acrescentou.

Ministro cambojano: prisão perpétua para graves delitos

O Ministro da Justiça do Camboja, Ang Vong Vathana, recordou que no país asiático a prisão perpétua é a pena máxima para graves delitos, entre os quais, crimes de guerra e contra a humanidade.

O ministro cambojano recordou também que nos recentes processos a expoentes do regime dos “Khmer Vermelhos” – responsável, entre 1975 a 1979, pela morte de mais de dois milhões e meio de pessoas – não foram emitidas sentenças de condenação à morte. Ang Vong Vathana fez votos de que cada país considere a possibilidade de aplicar a anistia e de abolir a pena capital.

Ministro leonês: abolição da pena capital também de iure

Por fim, registra-se, entre os vários pronunciamentos, o que foi feito pelo Ministro da Justiça de Serra Leoa, Joseph Kamara. O Estado da costa oeste africana, país abolicionista de facto, foi abalado por uma sangrenta guerra civil que durou dez anos, concluída em 2002.

O país prossegue o processo de revisão da Constituição para reforçar a defesa dos direitos humanos e já iniciou o iter para a abolição da pena de morte também em seu código penal. (RL)

Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Oração e Hino da CF 2016

Oração

Deus da vida, da justiça e do amor,

Tu fizeste com ternura o nosso planeta,
morada de todas as espécies e povos.

Dá-nos assumir, na força da fé
e em irmandade ecumênica,
a corresponsabilidade na construção
de um mundo sustentável
e justo, para todos.

No seguimento de Jesus,
Com a Alegria do Evangelho
e com a opção pelos pobres.

Amém!

HINO OFICIAL

Letra: José Antonio de Oliveira
Música: Adenor Leonardo Terra


01 – Eis, ó meu povo o tempo favorável

Da conversão que te faz mais feliz;
Da construção de um mundo sustentável,
“Casa Comum” é teu Senhor quem diz:

Refrão:
Quero ver, como fonte o direito a brotar,
A gestar tempo novo: e a justiça,
Qual rio em seu leito, dar mais vida
pra vida do povo.


02 – Eu te carrego sobre as minhas asas
Te fiz a terra com mãos de ternura;
Vem, povo meu, cuidar da nossa casa!
Eu sonho verde, o ar, a água pura.

03 – Te dei um mundo de beleza e cores,
Tu me devolves esgoto e fumaça.
Criei sementes de remédio e flores;
Semeias lixo pelas tuas praças.

04 – Justiça e paz, saúde e amor têm pressa;
Mas, não te esqueças, há uma condição:
O saneamento de um lugar começa
Por sanear o próprio coração.

05 – Eu sonho ver o pobre, o excluído
Sentar-se à mesa da fraternidade;
Governo e povo trabalhando unidos
Na construção da nova sociedade.

Objetivos da CF

Objetivo geral:

Assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum.

Objetivos específicos

a) Unir Igrejas, diferentes expressões religiosas e pessoas de boa vontade na promoção da justiça e do direito ao saneamento básico;
b) Estimular o conhecimento da realidade local em relação aos serviços de saneamento básico;
c) Incentivar o consumo responsável dos dons da natureza, principalmente da água;
d) Apoiar e incentivar os municípios para que elaborem e executem o seu Plano de Saneamento Básico;
e) Acompanhar a elaboração e a excussão dos Planos Municipais de Saneamento Básico;
f) Desenvolver a consciência de que políticas públicas na área de saneamento básico apenas tornar-se-ão realidade pelo trabalho e esforço conjunto;
g) Denunciar a privatização dos serviços de saneamento básico, pois eles devem ser política pública como obrigação do Estado;
h) Desenvolver a compreensão da relação entre ecumenismo, fidelidade à proposta cristã e envolvimento com as necessidades humanas básicas.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Mensagem do Papa aos brasileiros

Cidade do Vaticano (RV) – “O acesso à água potável e ao saneamento básico é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da pobreza e da fome”: palavras do Papa Francisco que estão contidas na mensagem aos brasileiros por ocasião da Campanha da Fraternidade 2016. O tema este ano é “Casa comum: nossa responsabilidade”.

No texto, o Pontífice recorda que se trata da quarta edição ecumênica da Campanha e que, desta vez, cruza as fronteiras para uma parceria com os católicos alemães, através da Misereor (instituição da Conferência Episcopal Alemã para a cooperação para o desenvolvimento).

Comentando o tema escolhido sobre saneamento básico, Francisco convida todos a se empenharem com políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de Casa Comum.

Superação da injustiça social

“O acesso à água potável e ao saneamento básico é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da pobreza e da fome, para a superação dos altos índices de mortalidade infantil e de doenças evitáveis, e para a sustentabilidade ambiental”, escreve o Papa.

Citando sua Encíclica Laudato si, Franscisco recorda que a grave dívida social para com os pobres é parcialmente saldada quando se desenvolvem programas para prover de água limpa e saneamento as populações mais pobres, evidenciando o nexo que há entre a degradação ambiental e a degradação humana e social.

“Aprofundemos a cultura ecológica”, pede o Pontífice. “Ela não pode se limitar a respostas parciais, como se os problemas estivessem isolados. Insisto que o rico patrimônio da espiritualidade cristã pode dar uma magnífica contribuição para o esforço de renovar a humanidade. Eu os convido a redescobrir como nossa espiritualidade se aprofunda quando descobrimos que Jesus quer «que toquemos a carne sofredora dos outros» (Evangelii gaudium, 270), dedicando-nos ao «cuidado generoso e cheio de ternura» (Laudato si’, 220) de nossos irmãos e irmãs e de toda a criação.

Eis a íntegra da mensagem de Francisco.

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Em sua grande misericórdia, Deus não se cansa de nos oferecer sua bênção e sua graça e de nos chamar à conversão e ao crescimento na fé. No Brasil, desde 1963, se realiza durante a Quaresma a Campanha da Fraternidade. Ela propõe cada ano uma motivação comunitária para a conversão e a mudança de vida. Em 2016, a Campanha da Fraternidade trata do saneamento básico. Ela tem como tema: «Casa comum, nossa responsabilidade». Seu lema bíblico é tomado do Profeta Amós: «Quero ver o direito brotar como fonte e a justiça qual riacho que não seca» (Am 5,24).

É a quarta vez que a Campanha da Fraternidade se realiza com as Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Mas, desta vez, ela cruza fronteiras: é feita em conjunto com a Misereor, iniciativa dos católicos alemães que realiza a Campanha da Quaresma desde 1958. O objetivo principal deste ano é o de contribuir para que seja assegurado o direito essencial de todos ao saneamento básico. Para tanto, apela a todas as pessoas convidando-as a se empenharem com políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum.

Todos nós temos responsabilidade por nossa Casa Comum, ela envolve os governantes e toda a sociedade. Por meio desta Campanha da Fraternidade, as pessoas e comunidades são convidadas a se mobilizar, a partir dos locais em que vivem. São chamadas a tomar iniciativas em que se unam as Igrejas e as diversas expressões religiosas e todas as pessoas de boa vontade na promoção da justiça e do direito ao saneamento básico. O acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da pobreza e da fome, para a superação dos altos índices de mortalidade infantil e de doenças evitáveis, e para a sustentabilidade ambiental.

Na encíclica Laudato si’, recordei que «o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos» (n. 30) e que a grave dívida social para com os pobres é parcialmente saldada quando se desenvolvem programas para prover de água limpa e saneamento as populações mais pobres (cf. ibid.). E, numa perspectiva de ecologia integral, procurei evidenciar o nexo que há entre a degradação ambiental e a degradação humana e social, alertando que «a deterioração do meio ambiente e a da sociedade afetam de modo especial os mais frágeis do planeta» (n. 48).

Aprofundemos a cultura ecológica. Ela não pode se limitar a respostas parciais, como se os problemas estivessem isolados. Ela «deveria ser um olhar diferente, um pensamento, uma política, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade que oponham resistência ao avanço do paradigma tecnocrático» (Laudato si’, 111). Queridos irmãos e irmãs, insisto que o rico patrimônio da espiritualidade cristã pode dar uma magnífica contribuição para o esforço de renovar a humanidade. Eu os convido, principalmente durante esta Quaresma, motivados pela Campanha da Fraternidade Ecumênica, a redescobrir como nossa espiritualidade se aprofunda quando superamos «a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor» e descobrimos que Jesus quer «que toquemos a carne sofredora dos outros» (Evangelii gaudium, 270), dedicando-nos ao «cuidado generoso e cheio de ternura» (Laudato si’, 220) de nossos irmãos e irmãs e de toda a criação.

Eu me uno a todos os cristãos do Brasil e aos que, na Alemanha, se envolvem nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, pedindo a Deus: «ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado porque estais conosco todos os dias. Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz» (Laudato si’, 246). Aproveito a ocasião para enviar a todos minhas cordiais saudações com votos de todo bem em Jesus Cristo, único Salvador da humanidade e pedindo que, por favor, não deixem de rezar por mim!

Vaticano, 22 de janeiro de 2016.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Campanha em sintonia com a Encíclica do Papa



1. As Igrejas que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) assumem como missão expressar em gestos e ações o mandato evangélico da unidade, que diz: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21).

2. O testemunho ecumênico coloca-se na contramão de todo tipo de competição e de proselitismo, tão frequentes no nosso contexto religioso. É uma clara manifestação de que a paz é possível. É um apelo dirigido a todas as pessoas religiosas e de boa vontade para que contribuam com as suas capacidades para a promoção do diálogo, da justiça, da paz e do cuidado com a criação. É, também, uma comprovação de que Igrejas irmãs são capazes de repartir dons e recursos na sua missão.

3. A caminhada ecumênica realizada pelo CONIC tem mais de três décadas. É uma trajetória marcada por fraternidade, confiança, parceria e protagonismo. Dessa trajetória, podem ser destacados como expressões concretas de comunhão fraterna as três Campanhas da Fraternidade Ecumênicas, realizadas nos anos 2000, 2005 e 2010. Todas elas marcaram profundamente a vida das Igrejas que nelas se envolveram.

4. A motivação para essas Campanhas fundamentou-se na compreensão de que, no centro da vivência ecumênica está a fé em Jesus Cristo. Isso se deu porque o movimento ecumênico está marcado pela ação e pelo desafio de construir uma Casa Comum (oikoumene) justa, sustentável e habitável para todos os seres vivos. Essa luta é profética, pois questiona as estruturas que causam e legitimam vários tipos de exclusão: econômica, ambiental, social, racial, étnica. São discriminações que fragilizam a dignidade de mulheres e homens.

5. É exatamente isso que acontece quando, neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) coloca outra vez à disposição do CONIC a Campanha da Fraternidade, seu mais conhecido projeto de evangelização.

6. Com esse espírito, no ano 2000, na virada do milênio e no contexto do Grande Jubileu, foi realizada a primeira Campanha da Fraternidade Ecumênica com o tema “Dignidade Humana e Paz” e com o lema “Novo Milênio sem Exclusões”. No ano de 2005, foi realizada a segunda Campanha da Fraternidade Ecumênica. O tema foi “Solidariedade e Paz” e o lema: “Felizes os que promovem a paz”. A Campanha Ecumênica de 2010 provocou o debate sobre o papel da economia na sociedade. O tema foi “Economia e vida” e foi aprofundado com o lema bíblico “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24c).

7. A Campanha da Fraternidade de 2016 apresenta o tema “Casa Comum, nossa responsabilidade” e tem como lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24). O objetivo principal é assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum.

8. Nesse tema e nesse lema, duas dimensões básicas para a subsistência da vida são abarcadas a um só tempo: o cuidado com a criação e a luta pela justiça, sobretudo dos país pobres e vulneráveis. Nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, queremos instaurar processos de diálogo que contribuam para a reflexão crítica dos modelos de desenvolvimento que têm orientado a política e a economia. Faremos essa reflexão a partir de um problema específico que afeta o meio ambiente e a vida de todos os seres vivos, que é a fragilidade e, em alguns lugares, a ausência dos serviços de saneamento básico em nosso país.

9. Perguntamos: como estão estruturadas as nossas cidades? Quem realmente tem acesso ao saneamento básico? No ano de 2014, o sudeste do Brasil viveu uma das maiores crises hídricas já registradas na história recente do país. Quem foi responsabilizado por isso? Por que os serviços de saneamento básico, considerados como direito humano básico pela Organização das Nações Unidas estão em disputa?

10. Com essa CFE colocamo-nos em sintonia com o Conselho Mundial de Igrejas e também com o Papa Francisco. Ambos têm chamado a atenção para o fato de que o atual modelo de desenvolvimento está ameaçando a vida e o sustento de muitas pessoas, em especial as mais pobres. É um modelo que destrói a biodiversidade. A perspectiva ecumênica aponta para a necessidade de união das Igrejas diante dessa questão. Nossa Casa Comum está sendo ameaçada. Não podemos, portanto, ficar calados. Deus nos convoca para cuidar da sua criação. Promover a justiça climática, assumir nossas responsabilidades pelo cuidado com a Casa Comum e denunciar os pecados que ameaçam a vida no planeta é a missão confiada por Deus a cada um e cada uma de nós.

11. É uma alegria compartilhar que nessa CFE, além das cinco Igrejas que integram o CONIC, somaram forças também: a Aliança de Batistas do Brasil, o Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) e a Visão Mundial. Outra novidade é que a IV Campanha da Fraternidade Ecumênica será internacional, porque a Misereor, organização dos bispos católicos alemães para a cooperação e o desenvolvimento, integrou-se nesse mutirão. Nossa oração e desejo é que mais Igrejas e religiões entrem nessa caminhada.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Quarta-feira de Cinzas – Ressuscitar das Cinzas

Quarenta dias antes da Páscoa, a Igreja abre solenemente o tempo de penitência, chamado Quaresma, em preparação para a celebração da Páscoa. É a Quarta-feira de Cinzas, entre nós bastante prejudicada pelo carnaval.

Neste dia, após a Liturgia da Palavra, em que se proclama o trecho do Evangelho em que Cristo recomenda a oração, o jejum e a esmola como exercícios de conversão (cf. Mt 6,1-18), realiza-se o rito da imposição das cinzas. Elas são sinal de penitência, no sentido de conversão. A conversão consiste, sobretudo, no reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais e pecadoras. No gesto de imposição das cinzas sobre a cabeça das pessoas, o sacerdote ou o ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. A conversão consiste em crer no Evangelho. Crer é aderir a ele, viver segundo os ensinamentos do Senhor Jesus. Pode-se usar também a fórmula tradicional: “Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar”. Numa das orações de bênção das cinzas se diz: “Reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova, à semelhança do Cristo ressuscitado”.

A origem das cinzas usadas tem seu significado. Elas são preparadas pela queima de palmas usadas na procissão de Ramos do ano anterior. Lembram, portanto, o Cristo vitorioso sobre a morte. A palma é símbolo de vitória e de triunfo. Assim, se os cristãos aceitam reconhecer sua condição de criaturas mortais, e transformar-se em pó, ou seja, passar pela experiência da morte, a exemplo de Cristo, pela renúncia de si mesmos, participarão também da vida que ressurge das cinzas.

Aqui vale a pena lembrar uma lenda egípcia. Fênix era uma ave fabulosa que durava muitos séculos e, queimada, renascia das próprias cinzas. Foi fácil perceber que ela é símbolo da ressurreição de Cristo e dos que aceitam viver na atitude de Cristo.

Certamente não é fácil aceitar ser cinza. Contudo, a fé em Jesus Cristo ressuscitado faz com que a vida renasça das cinzas. Jesus Cristo faz brotar a vida, onde o ser humano reconhece sua condição de criatura necessitada da ação de Deus. É entrar na atitude pascal.

Esta páscoa se vive na conversão, através dos exercícios da oração, do jejum e da esmola.
A imposição das cinzas não constitui um mero rito a ser repetido a cada ano. É celebração da vocação do ser humano, chamado à imortalidade feliz, contanto que realize o mistério pascal de morte e vida em sua vida fraterna.

Texto de “Viver o Ano Litúrgico – Reflexões para os domingos e solenidades”, de Frei Alberto Beckhauser, Editora Vozes.

Quarta-feira de Cinzas no tempo da Quaresma





Ter-se-á sempre em vista que a Quaresma constituía preparação para o Tríduo Pascal da Paixão-Morte, Sepultura e Ressurreição do Senhor Jesus, celebrado de quinta-feira à noite até o domingo da Ressurreição.

A Quarta-feira de Cinzas abre este tempo de conversão e de penitência, fazendo a proposta da observância quaresmal da oração, do jejum e da esmola.

Seguem todos os anos os dois domingos com temática fixa, variando apenas conforme os Evangelistas do ano. No 1º Domingo da Quaresma: As tentações de Jesus no deserto; 2º Domingo: a transfiguração do Senhor.

Jesus é o modelo da vida de penitência dos cristãos. O Jesus que jejua, o Jesus que se dedica à oração, deve ser visto à luz do Cristo transfigurado. Toda a caminhada da conversão dos cristãos só tem sentido à luz da ressurreição pregustada no Tabor.

A partir do 3º Domingo temos uma diversificação, conforme os ciclos do Ano A, B e C.

O Ano A apresenta a temática batismal. O Batismo será revivido no Tríduo pascal e especialmente na Vigília.

Se isso é verdade todos os anos, vem tematizado no Ano A. Utilizam-se os Evangelhos de São João. No 3º Domingo: o poço da samaritana; no 4º Domingo: o cego de nascença junto à piscina de Siloé. No 5º Domingo: a ressurreição de Lázaro. As leituras do Antigo Testamento, em harmonia com os evangelhos, apresentam os grandes lances da história da salvação. As leituras do Apóstolo realçam também a temática batismal.

No Ano B, de Marcos, sobressai o mistério da renovação da pessoa humana em Cristo e por Cristo, através da penitência. Seguindo o Cristo no mistério da cruz, o cristão participará de sua ressurreição. Os evangelhos são novamente de João: a restauração do Templo (o corpo de Cristo), Jo 21,13-25; o Cristo exaltado na cruz para a salvação do mundo, Jo 3,14-21; o grão de trigo que precisa morrer para produzir fruto, Jo 12, 20-33. As leituras apresentam tópicos da aliança de Deus com seu povo.

O Ano C, de Lucas, é perpassado pelo tema da necessidade da penitência e da misericórdia de Deus para com a humanidade em Cristo Jesus. A necessidade da conversão (Lc 13,1-9) no 3º Domingo; o filho pródigo (Lc 15,1-3.11-32) no 4º Domingo e a mulher adúltera (Jo 8,1-11) no 5º Domingo. As leituras apresentam experiências pascais do Povo de Deus na história da salvação.

Tudo isso pode acontecer cada ano com o Povo de Deus, a Igreja, no Tríduo Pascal. As condições são a conversão, a renovação da aliança batismal em Cristo Jesus.

Texto de “Viver o Ano Litúrgico – Reflexões para os domingos e solenidades”, de Frei Alberto Beckhauser, Editora Vozes.

Novo Conselho Nacional da JUFRA do Brasil

SECRETÁRIO FRATERNO (PRESIDENTE) NACIONAL DA JUFRA DO BRASIL:
Washington Lima, ex Secretário Fraterno
Nacional de Ação Evangelizadora, jufrista de Penedo, Regional de Pernambuco/Alagoas.

SECRETARIA DE FORMAÇÃO
Juliana Caroline, Secretária Regional de Formação
NE B1 (PE/AL), jufrista de Triunfo/PE, Regional PE/AL.
Nossa irmã marca historicamente a Jufra Do Brasil como a primeira Formadora Nacional eleita.


SECRETARIA NACIONAL PARA A ÁREA CENTRO/OESTE
Maricelia Ribeiro, Secretaria Regional de Formação
do Regional Oeste, jufrista da Fraternidade  Perfeita Alegria, Campo Grande-MS.

SECRETÁRIO NACIONAL PARA A ÁREA SUDESTE
Márcio Bernardo, jufrista da Fraternidade
de Ternura e Vigor (Nilópolis/RJ), Formador do Regional RJ/ES e Formador da Fraternidade Local.

SECRETARIA NACIONAL PARA A ÁREA NORTE
Adrielly Alves, Secretaria Regional Norte III, 
jufrista da Fraternidade Frei Juvenal Carlson, Santarém - Pará.

SECRETÁRIA NACIONAL PARA ÁREA NORDESTE A
Jéssica Lima, ex Comunicadora Nacional da Jufra do Brasil (triênio 2013-2016), Secretaria Fraterna Regional NE A2 CE/PI (2015/2018), Jufristas de Teresina-PI, Regional Ceará/Piauí.

SECRETÁRIO NACIONAL DA ÁREA NORDESTE B
Irmão Douglas, Secretário Regional de PE/AL, ex Secretário Nacional de Ação Evangelizadora (2011-2013), jufrista de Bom Conselho/PE.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

JUFRA DO BRASIL ATENÇÃO: CAMPO GRANDE/MS TE ESPERA COM ALEGRIA PARA O CONJUFRA 2016



Nos dias 12 e 13 de dezembro foi realizada visita e reunião com a equipe da organização local do XVI CONJUFRA - Congresso Nacional da Jufra do Brasil que realizar-se-á de 5 a 9 de fevereiro de 2016 em Campo Grande/MS. A secretária nacional da Jufra - Mayara Ingrid não pode participar devido questões familiares. Sendo representada pela secretária de finanças nacional Maria Aparecida Brito.


Após a partilha e análise dos trabalhos das equipes como finanças, liturgia, acomodação, animação e acolhida. Foi orientado e discutido algumas particularidades do evento, o quanto já foi encaminhado e o tanto que falta para fazer. A preparação está a todo vapor. Já estamos em contagem regressiva.






O regional de Campo Grande/MS possui atualmente 4 fraternidades. Observa-se o empenho e a dedicação de muitos jufristas, mesmo a maioria não tendo participado de nenhum encontro a nível nacional. Fizeram um planejamento com eventos para arrecadar recursos para o congresso, buscaram apoio com a OFS e a OFM. Obtendo grande apoio dos Capuchinhos. Empenharam-se no trabalho com a arte dos logos temáticos, inclusive da camisa oficial do CONJUFRA. Estão animados e dispostos em colaborar, pois a missão é servir.




Junto com os membros do conselho nacional estamos todos ansiosos e trabalhando muito para que o XVI CONJUFRA aconteça da maneira mais fraterna, objetivando seguir e trilhar novos caminhos para a Jufra do Brasil, como a 'alegria do evangelho' nos inspira e impulsiona. Nesse congresso também estaremos comemorando os 45 anos da Jufra do Brasil, por isso também mais ânimo e esperança.


Sendo assim, esperamos a presença de todos/as os/as CONVOCADOS/AS e aqueles/as que queiram vir PARTICIPAR COMO CONVIDADO(A) seja bem vindo(a).


Acesse o link e inscreva-se já! Junte-se a nós!




CAMPO GRANDE ESPERA POR VOCÊ!!!






RESERVE A SUA CAMISA


Lembrando que a camisa do CONJUFRA é só R$ 25,00.
INTERESSADOS em adquirir a camisa faça sua reserva entrando em contato informando a quantidade e o tamanho que deseja. Humberto Martins - (67) 9679-7805 (whatsapp) ou pelo email: humberto-ml@hotmail.com
Maricélia Jufra - (67) 9971-3613 (whatsapp) ou pelo email: mariceliamr@hotmail.com


Aqueles que se inscreverem até dia 10/01/2016 receberão a camisa inclusa no kit do congresso.


Sigamos em oração e sintonia pelo bom êxito desse congresso.


Paz e bem!




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Orientações de evangelização para a Juventude Franciscana do Brasil

 “A Evangelização leva-nos a uma COMUNHÃO COM DEUS E COM AS PESSOAS, como filhos e filhas amados, na medida em que nós, como Igreja vivemos o Mistério da Comunhão no Amor de Deus, Uno e Trino, seremos sinal de Salvação no mundo”.
Qual é nossa missão? É Anunciar o Evangelho a toda a criatura. “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho” (1 Cor 9,16).
1º - A JUFRA é uma FRATERNIDADE de jovens leigos (as) inspirados pelo Espírito Santo para uma constante busca de viver profundamente o Batismo avançando nas águas mais profundas no carisma missionário franciscano e assumindo na comunidade o compromisso do seguimento de Jesus Cristo, que brota do seio de Deus o AMOR, a CONTEMPLAÇÃO e a MISSÃO, e se revela na vida de Jesus Cristo, o Missionário do Pai, os mistérios de Deus.

Os (as) irmãos (ãs) da JUFRA tornam essa missão realidade, através de uma profunda experiência cotidiana de amor ao Cristo, pobre, humilde, crucificado e ressuscitado presente na santa EUCARISTIA, e em todas as pessoas humanas, sem distinção de cor, raça, sexo, religião, posição social ou nível econômico, mas com especial atenção aos mais simples e carentes, inspirados sempre pela espiritualidade de nosso Seráfico Pai São Francisco. Além disso, os (as) irmãos (ãs) da JUFRA sempre procurarão, de acordo com sua realidade, unindo com métodos diversificados e comuns, para tornar efetiva, a missão evangelizadora, própria de todos os discípulos e discípulas de Cristo, buscando sempre a santidade, possível em todos os estados de vida, sendo que todos os Jufristas nas suas respectivas etapas da formação são considerados missionários.
 
I - OBJETIVOS
3º - Os objetivos da orientação de evangelização para JUFRA, são para formar Jufristas em todos os aspectos da vida principalmente na espiritual e humana, para que amadurecidos na fé e na vida, possam comprometer-se com a pessoa de Jesus Cristo na construção do seu Reino definitivo buscando viver uma vida simples e santa testemunhando e anunciando o amor de Deus no mundo.
4º - Os (as) irmãos (ãs) da JUFRA, haverão de evangelizar todo o povo de Deus, com renovado ardor  missionário, sempre “ATENTO AOS SINAIS DOS TEMPOS”, buscando recriar o seguimento de Cristo, através da inculturação do Evangelho, de uma vida simples, abraçando a pobreza evangélica, como sinal profético da presença do Reino de Deus no mundo.
5º - A JUFRA do Brasil haverá de formar e amadurecer os jovens para que sejam protagonistas da ação evangelizadora na Igreja do Brasil nas suas respectivas áreas de atuação.
6º - Os (as) irmãos (ãs) da JUFRA deverão contribuir para a dinamização das atividades evangelizadora e pastoral em sua Igreja local, através do engajamento ativo na comunidade eclesial. Todos os jovens da JUFRA no Brasil terão como primeiro campo de missão sua família dando seu testemunho pessoal na sua casa e em seguida na Paróquia, devendo, portanto, estarem engajados em algum serviço pastoral.
-  Desenvolver na fraternidade uma vida de irmãos fraternos dos que vivem em comunidade de amor. Levando para o mundo a mensagem de unidade na diversidade.
8º - Cooperar sempre na defesa da vida, da ecologia, dos direitos humanos e da família, participando de atividades ou desenvolvendo na medida do possível projetos na linha da educação formal ou informal e profissionalizante, na educação pela arte e pela saúde, que isso se proponham, sempre levando em consideração nosso carisma e a espiritualidade.
- Utilizar as diversas expressões artísticas como veículo de Evangelização, sem nunca desligar esta prática do nosso carisma e espiritualidade. Transformando a musica, a poesia, a cor e o movimento em instrumentos que possibilitem a experiência de homens e de mulheres com Deus, que é o autor da vida, aquele que nos pintou com perfeição.
10º - A JUFRA, sem jamais diminuir seu zelo e seu empenho na ação evangelizadora, haverá de comprometer-se também, enviando jovens a outros lugares e articular a participação em MISSÕES POPULARES na comunidade paroquial ou em outros lugares quando possível e solicitado.
11º - Colaborar ativamente para a animação da vida litúrgico-sacramental nas paróquias e comunidades, onde  a JUFRA do Brasil estiver inserida e presente.
12º - Proporcionar aos irmãos da fraternidade formação voltada para a missão e evangelização tendo como temas básicos: relações humanas, político-social, eu e a bíblia, pastorais sociais, catequese, celebrações litúrgicas, franciscana/missionária, e ecumênica para ajudar na inserção, conhecimento e manutenção do serviço da ação evangelizadora.
II - OS PRINCÍPIOS DA EVANGELIZAÇÃO
13º - A JUFRA no Brasil, por meio da evangelização, haverá de empenhar-se também na criação  organização e acompanhamento das novas fraternidades que poderão surgir através da evangelização ativa no qual o secretariado regional será o primeiro responsável em dar todo e qualquer apoio.
14º - As Comunidades Eclesiais de Base (Ceb’s) que são redes de pequenas comunidades, tornando viva a dinâmica do Evangelho. Estando os missionários da JUFRA engajados e comprometidos com a “opção preferencial pelos pobres”, numa busca constante de ligar fé e vida, aliem-se àqueles que constituem a base da pirâmide social.
15º - Para fomentar na Igreja o jeito de ser das Ceb’s, em comunhão com os pastores da Igreja, a JUFRA no Brasil, haverá de lutar incansavelmente para que: Na Fraternidade haja um verdadeiro compromisso em promover o engajamento nas comunidades eclesiais de base, através de seu compromisso assumindo uma ajuda na formação e animação em encontros das comunidades sem prejudicar a vida da fraternidade que é a unidade básica de vivencia do carisma franciscano.
16º - Os (as) irmãos (ãs) da JUFRA, sempre alimentados pela ORAÇÃO, pela SAGRADA ESCRITURA e pela EUCARISTIA, buscarão viver continuamente a solidariedade com os excluídos e marginalizados da sociedade.
17º - Todos os (as) irmãos (ãs) da JUFRA deverão se reunir uma vez por mês para que fortalecidos com momentos fortes de oração e contemplação planejem ações evangelizadora.
18º - O Assistente Espiritual e Animador Fraterno serão orientadores como também fazem parte das atividades missionárias a serem realizadas pela fraternidade.
19º -  Que os (as) irmãos (ãs) da JUFRA dediquem-se na evangelização ao serviço pastoral e comunitário sem prejudicar sua vida pessoal e familiar, suas atividades profissionais, condições financeiras, ou relação matrimonial. Realizando suas atividades profissionais e provendo seu próprio sustento, sem esquecer de que o mundo precisa ardentemente de sua presença ativa e de seu testemunho pessoal de vida.
20º -  Sendo proveitoso para o crescimento do Reino de Deus a fraternidade deverá, dentro de suas possibilidades nos seus repetíveis níveis ter um (uma) Subsecretario (a) de Ação Evangelizadora dedicado ao serviço da evangelização, trabalhando em atividades, projetos ou empreendimentos desenvolvidos pela fraternidade. A Subsecretaria de Ação Evangelizadora será coordenado por um Jufrista que tenha compromisso e uma boa caminhada na JUFRA que dá testemunho de vida para os irmãos e para o mundo.
21º - Além das reuniões para oração e formação, a fraternidade deverá encontrar-se também em momentos para o lazer e recreação, que ajuda aos jovens a vivenciarem toda a formação que receberam e mostrando ao mundo uma nova maneira saudável de brincar e se divertir sem agredir a si e ao próximo podendo ser outro instrumento de evangelização: as descontrações fraternas.
22º - Os (as) irmãos (ãs) da JUFRA devem viver a liberdade de consciência, podendo exercer em suas respectivas localidades atividades políticas e sociais, lutando sempre pela justiça social, a paz e a cidadania, levando em consideração nosso carisma e espiritualidade, de modo que não atrapalhe o  chamado fundamental de Deus e de sua vocação.
23º - A JUFRA sendo uma fraternidade de jovens leigos (as), terá um compromisso. Os jufristas serão Missionários e Missionários que se doam à obra das MISSÕES, aos serviços da JUFRA da Igreja e da sociedade. Que buscam viver o mesmo carisma e espiritualidade lembrando sempre dos Conselhos Evangélicos, pobreza, obediência e castidade trazendo para a realidade dos leigos (as), recebendo formação específica na sua caminhada missionária, sendo aqueles e aquelas que assumem, na íntegra, todo o ser de pertencer e existir a JUFRA do Brasil.
III - O CARISMA DA JUFRA PARA EVANGELIZAÇÃO
24º - Os (as) irmãos (ãs) da JUFRA são chamados pelo Espírito Santo para testemunharem e anunciarem o AMOR DE DEUS ao seu povo através do acolhimento, do serviço e da simplicidade de suas vidas, no desempenhar de suas atividades profissionais, de sua vida familiar e social do seu testemunho na oração e no engajamento eclesial.
25º - Para vivenciar o carisma na JUFRA, os (as) irmãos (ãs) poderão utilizar todos os meios disponíveis e lícitos, tais como: arte, encontros, retiros, trabalhos em instituições educacionais ou hospitalares, de assistência social, e meios de comunicação acessíveis a sua realidade local.
IV - A ESPIRITUALIDADE DO JUFRISTA MISSIONÁRIO
26º - Os (as) irmãos (ãs) da JUFRA devem cultivar uma intensa vida espiritual, alimentada pela ORAÇÃO, pela PROCLAMAÇÃO E MEDITAÇÃO DA  PALAVRA DE DEUS, pela EUCARISTIA e pela PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA. Cada irmão (ã), diariamente, de acordo com suas possibilidades, dedique algum tempo do seu dia  ao silêncio, à oração, e à união intima com Jesus.
27º -  Deverão ser lembradas e celebradas datas que são importantes para o Jufrista: Festas da Família Franciscana e Festas da Igreja.
V - CARACTERÍSTICAS DO JUFRISTA MISSIONÁRIO

28º -  Os (as) jufristas quando estiverem em missão devem sentir-se inspirados e atraídos por Deus e por sua luz, respondendo generosamente a esse chamado. Que ele ou ela não vá para a missão por conta próprio na busca de solucionar todos os problemas do mundo, e que sua missão seja encarada com amor, pois essa é a sua vocação. Esteja sempre na presença de Deus, buscando sempre o discernimento e impulsionado a ir com cuidado ao encontro do outro, do diferente.


29º Na sua missão espiritual sejam construtores do Reino de Deus no coração dos homens; levando Deus às pessoas e as pessoas a Ele; Vivendo tudo por amor de Deus; e partilhando o bem que recebeu Dele com fé.

30º -Devendo sempre estar atento à sua missão sendo um enviado de Deus. Reserve na fraternidade a prioridade sobretudo atividades pastorais; Conheça com sensibilidade as necessidades locais; Seja discípulo e ponha-se ao serviço; Sair do comodismo de sua casa e abra-se ao diálogo respeitando tudo e todos vivendo seu serviço com relação fraternal.

31º -Trabalhando para implantar novas fraternidades da JUFRA dando a conhecer a Jesus através de Francisco e Clara; encarnando o carisma franciscano por onde passar com seu testemunho de vida; suscitar vocações e acompanhar os novos jovens; colaborar com o crescimento da Família Franciscana (OFS/JUFRA) na promoção vocacional. Evangelizando com a vida, com o testemunho e com um bom exemplo. Que você esteja numa fraternidade para viver sua fé do que para levar seus interesses pessoais; se converta antes de converter os outros. 

32º -Anunciando Jesus e sua palavra salvifica, transmitindo aos outros o Jesus que vive em você, com palavras breves e sensatas. Una ação à contemplação, colaborando com Deus e seu projeto; sua força está na oração, na leitura da Palavra de Deus e na Eucaristia; seja um jovem de fé, anunciando Jesus sempre com alegria e amor.
 
VI - A IDENTIFICAÇÃO DO JUFRISTA MISSIONÁRIO

33º - Os (as) irmãos (ãs) da JUFRA serão identificados pelo uso diário do TAU que será de madeira em um cordão simples, na qual estará presente o símbolo do franciscanismo, símbolo do amor e entrega total.
O TAU será símbolo comum a todos os (as) irmãos (ãs) da JUFRA nas diversas etapas da formação.

34º - Os (as) irmãos (ãs) da JUFRA, assumirão estas orientações como fonte inspiradora para as ações evangelizadoras da Fraternidade, ficando abertas à procura de outras fontes de pesquisas para ajudar na formação e missão.

35º – Estas orientações de evangelização ajudará no amadurecimento do (a) jufrista sendo utilizado por todas as Fraternidades da Juventude Franciscana do Brasil, nos diversos níveis, naquilo que o couber.


Fortaleza, Ceará, 23 de setembro de 2006.


Marcio William Alencar de Castro

Subsecretário Nacional de Ação Evangelizadora da JUFRA do Brasil














Por uma Juventude Franciscana ‘em saída’

mayara
Moacir Beggo

De 5 a 9 de fevereiro, a cidade de Campo Grande (MS) será a capital da Juventude Franciscana durante o XVI Congresso Nacional Ordinário e Celebrativo dos seus 45 anos de vida e missão no Brasil. Para falar um pouco desses jovens que se encantam e vivem o carisma de São Francisco e Clara de Assis, a secretária fraterna nacional, a maranhense Mayara Ingrid Sousa Lima, foi muito generosa e conseguiu um tempo para dar essa entrevista ao site Franciscanos. Aos 28 anos, Mayara é um exemplo da juventude que batalha e acredita no ideal franciscano, tão atualizado pelo Papa Francisco, conseguindo reunir forças para fazer a animação nacional da Juventude Franciscana e ainda se dedicar ao trabalho como bióloga e doutora em Genética, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Maranhão. Segundo Mayara, uma nova Coordenação Nacional será formada a partir deste Congresso para o triênio 2016-2019.

Nesta entrevista, Mayara fala dos problemas, alegrias e desafios da Juventude Franciscana e diz que o Papa Francisco é uma grande inspiração para os jufristas e para todo o mundo: “Estamos tentando fazer o que o Papa nos orienta, mostrando que devemos ir às periferias do mundo, ao encontro dos mais pobres e marginalizados”. Atualmente, a Jufra reúne em 122 fraternidades, nos 18 regionais, 2.273 jovens, sendo 1.178 mulheres e 1.095 homens. “Quando dividimos nossos jovens por etapa de formação, temos 1.057 jovens iniciantes; isso mostra o grande processo de renovação e expansão que estamos vivenciando”, adianta Mayara. 

Neste Congresso, a caminhada de Mayara na Jufra está chegando ao fim, mas a missão franciscana vai continuar na Ordem Franciscana Secular, o caminho natural da maioria dos jufristas. Acompanhe esta entrevista!

Site Franciscanos – Ao terminar esse triênio, qual o seu olhar crítico e de esperança da caminhada?

Mayara Ingrid Sousa Lima
– Primeiro, termino esse triênio com a sensação de dever cumprido, pois com certeza muitos passos positivos foram dados na caminhada da Jufra. Tenho a esperança de continuidade dos trabalhos através daqueles que irão nos substituir, especialmente com a preocupação de ter na Jufra um local de acolhimento para os jovens que desejam viver o carisma franciscano, com uma presença ativa na Igreja e na sociedade. Temos consciência que muito ainda precisa ser feito, especialmente na reestruturação de alguns regionais, que devem ser mais bem acompanhados, a fim de que seja possível um processo de expansão. Do ponto de vista pessoal, minha esperança é dar continuidade à minha vocação franciscana na Ordem Franciscana Secular, caminho natural de muitos jovens jufristas.

Site Franciscanos – Como você vê a Juventude Franciscana do Brasil? Seus problemas, alegrias e desafios.

Mayara
– A Jufra atualmente tem vivido um momento de bastante fervor, com ênfase nas atividades voltadas para as questões sociais, ambientais e na ação evangelizadora. E também um grande amadurecimento do seu processo formativo, a fim de ter jovens preparados como lideranças conscientes e protagonistas do seu papel na caminhada. Além de ter fortalecido o diálogo com diversos ramos da Igreja e da Família Franciscana, a fim de buscar parcerias e apoio para as diversas atividades que temos desenvolvido em nível nacional, regional e local. Acreditamos que os principais desafios da Jufra estejam em conseguir fortalecer as fraternidades locais, a fim de que todas tenham consciência crítica e entendimento da nossa caminhada, ou seja, fazer com que tudo que é produzido em nível nacional chegue a nossas bases de forma contínua. Também é desafiador para nós, jovens, conseguirmos a autossustentação do nosso movimento, especialmente considerando as enormes dimensões do nosso país e a necessidade de acompanhamento dos jovens em diferentes realidades. Em linhas gerais, vemos a Jufra crescendo e despertando cada vez mais nos jovens a importância de serem comprometidos com o carisma franciscano, levando-o a todos os espaços, tanto na Igreja quanto fora dela, como uma juventude “em saída”.

Site Franciscanos – O jovem hoje no Brasil pode ter a Jufra como um modelo?

Mayara
– Com certeza a Jufra é um modelo para as juventudes de um espaço onde o jovem pode assumir seu protagonismo na Igreja e na sociedade. Como disse João Paulo II, a Jufra apresenta-se: “Como um ideal luminoso para a juventude”. A Jufra é um espaço onde o jovem pode se formar, exercer suas habilidades e se desenvolver. É também um espaço propício para um despertar vocacional, em todos os sentidos de suas vidas. Os jufristas com certeza são modelos para diversos jovens pela ousadia, pela responsabilidade, pelo comprometimento e adesão a uma causa para viver. Isso faz com que outros jovens desejem vivenciar o carisma franciscano na Jufra.

Site Franciscanos – Como ser um jovem franciscano neste mundo?

Mayara
– A palavra que resume a presença dos jovens franciscanos neste mundo é participação efetiva. Assumindo causas pra lutar, estando presente nos debates, contribuindo com as pastorais de nossa Igreja. E levando os ideais franciscanos para o mundo, expandido a busca pela paz, justiça, cuidado com a criação, minorismo, pobreza e fraternidade. Os jovens franciscanos devem ser luzes para todos, pois o mundo “cabe a nós salvá-lo ou perdermo-nos com ele” (Manifesto da Jufra). E nesse sentido, o jovem franciscano tem uma responsabilidade muito grande, pois queremos viver nosso compromisso de vida e missão em fraternidade, sendo um exemplo de vida para o mundo.

Site Franciscanos – Como você consegue fazer um trabalho de animação num país tão grande como o Brasil?

Mayara
– Este é com certeza um grande desafio, mas para que esse acompanhamento seja efetivo temos uma organização própria de divisão dos trabalhos. Em nível nacional existe uma coordenação, chamada de secretariado fraterno, e formada por 13 jovens que dividem os trabalhos em secretarias específicas. Isso é reproduzido nos 18 regionais que possuem secretariados fraternos regionais, assim temos as coordenações regionais. E em cada fraternidade local também existe um secretariado fraterno. Assim, conseguimos dividir todas as tarefas. Além disso, a internet tem facilitado muito nossa comunicação e a animação das fraternidades em todo o Brasil. Hoje temos uma rotina de reuniões “onlines” através das redes sociais e muitos grupos de acompanhamento no whatsapp. Essa acaba se tornando umas das principais ferramentas de acompanhamento das fraternidades.

Site Franciscanos – Como é o relacionamento da Jufra com a OFS, Primeira Ordem e Segunda? O jufrista tem a OFS como um modelo?

Mayara – A Jufra tem dialogado muito com a Primeira Ordem, melhorando cada vez mais nosso relacionamento, através de cartas, visitas e encontros. Além de termos o acompanhamento de um assistente espiritual religioso. Essa maior proximidade foi com certeza um grande avanço dos últimos anos. Com a Segunda Ordem nosso relacionamento se dá através de visitas às Clarissas, nos locais ontem temos fraternidade de Jufra e mosteiros, e com certeza é um relacionamento baseado na alegria e nas orações. Com a OFS nosso relacionamento é bastante estreito por natureza, especialmente por que a caminhada formativa de nossos jovens termina com a profissão na OFS, e nesse sentido fica evidente o porquê de nossos jovens terem a OFS como um modelo de vida franciscana secular.

Site Franciscanos – Como o jufrista recebe o Papa Francisco?

Mayara - Nós recebemos o Papa Francisco com muito entusiasmo e esperança, pois ele nos aponta que estamos no caminho certo. Ele é uma grande inspiração para nós, jufristas, e para todo o mundo. E estamos tentando fazer o que o Papa Francisco nos orienta, mostrando que devemos ir às periferias do mundo, ao encontro dos mais pobres e marginalizados. Com certeza, o Papa através de suas falas nos impulsiona a continuar caminhando.

Site Franciscanos – Como você se tornou jufrista? Conte um pouco sua história.

Mayara – Eu me tornei jufrista aos 16 anos quando recebi um convite para visitar “um grupo de jovens” na comunidade do Barreto, em São Luís do Maranhão. Desde o primeiro dia me apaixonei e entendi o sentido da fraternidade. Num espaço muito curto de tempo já conhecia várias fraternidades no Maranhão e comecei a ajudar na formação. Para minha surpresa, quando estava com apenas três anos na Jufra, fui eleita para assumir meu primeiro serviço no Secretariado Nacional, sendo responsável pela área Nordeste A. Depois disso, já são nove anos dedicados à Fraternidade Nacional da Jufra, como secretária de área, formadora nacional e agora secretária fraterna. Nesse período, fui um pouco andarilha, devido aos meus estudos na pós-graduação, e acabei participando da Jufra e OFS no Maranhão, Bahia e Minas Gerais, por isso digo que me sinto literalmente pertencendo a uma fraternidade nacional. Agora, acredito estar finalizando minha caminhada na Jufra, mas continuando minha missão franciscana por vocação na OFS.

Site Franciscanos – O que você apresentaria a Juventude Franciscana a um jovem?


Mayara – Eu diria a ele que se sinta convidado a viver uma experiência franciscana na Jufra. Com certeza, ele será muito bem acolhido e irá encontrar irmãos e irmãs para toda a vida. Jovem, Francisco de Assis viveu uma experiência única em sua vida, encontrando no Evangelho de Cristo tudo aquilo que ele desejava viver. Nós, hoje, também podemos viver essa experiência de fraternidade, atualizada na nossa realidade e nos desafios que a Igreja e a sociedade nos interpelam. Faça essa experiência, que, com certeza, mudará sua história. Venha fazer parte dessa família!

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

CARTA CONVITE/AJUDA À FAMÍLIA FRANCISCANA PARA O CONGRESSO NACIONAL DA JUFRA


XVI CONGRESSO NACIONAL ORDINÁRIO E CELEBRATIVO PELOS 45 ANOS DA JUFRA DO BRASIL


(05 a 09 de fevereiro de 2016)


Tema: Jovens líderes a serviço do evangelho
Lema: “Sou muito jovem, não sei falar. Não tenhas medo, vou te guiar!” (Jr 1,7-8).

CARTA CONVITE/AJUDA
São Luís, 10 de janeiro de 2016.


Caros irmãos e irmãs que compõe a Conferência da Família Franciscana do Brasil nas diversas ordens, congregações e institutos,


Paz e bem!


É com muita alegria e entusiasmo que venho, em nome da Juventude Franciscana, comunicar e convidar vocês para o XVI Congresso Nacional Ordinário e Celebrativo pelos 45 anos da Juventude Franciscana do Brasil, a ser realizado entre os dias 05 a 09 de fevereiro de 2016 na cidade de Campo Grande / MS.


O Congresso Nacional é o órgão administrativo de maior importância da JUFRA do Brasil onde serão eleitas as lideranças que formarão a nova Coordenação Nacional para o triênio 2016-2019. Vamos também celebrar os 45 anos da Juventude Franciscana no Brasil, um momento de reafirmamos os alicerces construídos ao longo desses anos de caminhada com a luta incansável de tantos jovens. Momento de nos alegrarmos com essa linda história e de celebrarmos a vida, a fraternidade e tudo que acreditamos como cantamos no hino dos 40 anos:“JUFRA construindo o Reino nos Caminhos da História”.


Desejamos que nossa Família Franciscana esteja em sintonia com esse momento ímpar da nossa caminhada, sinal de esperança e luz para esta grande fraternidade. Além disso, contamos com vossa generosidade e ajuda, pois estamos com muitas limitações financeiras para realizar esse encontro. Diante disso, viemos humildemente pedir vossas doações que podem ser feitas com qualquer valor na conta da JUFRA do Brasil: Caixa Econômica Federal, Agência-3056; Operação-013; C/P-00010464-2. Tudo que recebemos representa o sinal vivo de partilha e generosidade. Retribuímos com nossa eterna gratidão.


Contamos com apoio e orações de nossa família. Maiores informações e envio de mensagens para o congresso devem ser feitas pelo email: conjufra2016@hotmail.com

Fraternalmente,


Mayara Ingrid Sousa Lima, OFS/JUFRA.

Secretária (Presidente) Fraterna Nacional da JUFRA do Brasil