segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O Cristo de São Francisco


Francisco!!!!!!!!



Vejo Francisco como um escândalo positivo e necessário que abalou seu tempo e continua impactando até hoje. Um modelo vivo do melhor que a humanidade produziu nestes últimos oito séculos, um santo natural, caseiro e vizinho de todos, com sua atraente simplicidade, com seu cristianismo de sedução, com sua conquistadora humildade e uma vida que arrasta. É o simpático admirado universalmente. Reuniu um número considerável de seguidores e seguidoras em sua época que santificaram estradas e paisagens. Amou apaixonadamente Jesus Cristo e seu Evangelho a ponto de ficar igualzinho ao Deus Encarnado, deixando que este amor marcasse seu corpo com as chagas do Amado.
Vejo Francisco como um asceta que abraçou a fraternidade de um modo pleno e cordial; um cantor da criação, menestrel dos louvores mais puros ao Criador, uma comunhão de afetividade e espiritualidade, um cultor da paz e do bem. Ele é a estética do simples e o onipresente em tantas representações iconográficas. É o santo dos pobres e dos pássaros, da cruz e do presépio, da eucaristia e da poesia. É o santo dos caminhos e das grutas, das montanhas e das planícies, dos nichos e catedrais. Um cavaleiro fiel da Senhora Dama Pobreza cheio de fidelidade e gentileza. Um Sol de Assis, como diz Dante, e uma Clara Lua, como diz seu lado mãe e irmã na Clara Flor de Assis, confidente e portadora de seus contemplativos segredos. Um Mestre espiritual do Ocidente reverenciado no Oriente, um profeta que atravessa a linha de guerra das Cruzadas e vai dialogar com o sultão numa conversa de homens de têmpera e fé.

Vejo Francisco como um mendigo despojado que possui a única riqueza essencial. Preso em Perugia libertou seus sonhos. Abraçou leprosos, curando as podres cicatrizes da exclusão. Tocou violino em galhos secos e dançou a alegria ridente e luminosa dos que possuem a liberdade de espírito. Reconstruiu a casa da existência calejando as mãos e cuidando dos pilares da alma. Brigou com o pai avarento e reconciliou-se com a prodigalidade. Deu um salto de qualidade para ensinar que conversão é mudar de lugar e não apenas câmbio de mentalidade. Vejo Francisco o jeito mais gostoso de ser irmão, a sensibilidade de uma mãe, a parceria de um compadre, a sempre presente energia de um amigo… Enfim, meu Pai Seráfico, Mestre Espiritual a ensinar que ser do jeito de Jesus não é estar na prisão de obscuras doutrinas, mas tornar fácil o caminho dos que vêm  seguindo as marcas da Boa Nova. Assim vejo, sinto e vivo Francisco.


Paz e Bem

sábado, 28 de setembro de 2013

Imagem carro de Fogo



Essa imagem encontra-se no Interior de nossa Igreja
É um privilégio admirar  tal obra em nossa casa, ofertada  por irmãos de outras décadas.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Festa de São Francisco!


São Francisco e o Fogo

O fogo restringiu-se a um elemento prosaico de nosso quotidiano. Que é? De onde vem? Um palito de fósforo que se risca. A chave do fogão que se gira. Um leve toque na tomada. Ei-lo: o fogo, domesticado, a seu dispor. No entanto, o “Fogo” é um elemento nobre, constitutivo, fundamental – e final – do universo. Desprovidos do moderno aparato tecnológico, os antigos alcançavam melhor percepção talvez do caráter arcano, transcendental e arquetípico do Fogo. E com ele mantinham respeitosa relação de medo, gratidão e veneração.

A partir de uma característica singular de sua espiritualidade, que via nas coisas materiais, não simplesmente uma profana opacidade, ou o signo de perigosa idolatria, mas sim o reflexo do Criador e um caminho para a divindade, São Francisco construiu uma significativa relação de admiração e identificação com o Fogo, que pode ser destacada sob o ponto de vista factual, psicológico e religioso.

Factualmente, São Francisco tratava com o máximo respeito as manifestações empíricas do fogo. Recusava-se a apagá-las. Mesmo quando lhe devoravam as vestes. Psicologicamente, atribuía qualidades masculinas ao fogo, figuradas na chama ascendente que se eleva e progride com alegre temeridade, e, quiçá, com certa petulante inocência, de quem é inconsciente da força que tem e do temor que inspira. “Irmão Fogo, sempre fui seu amigo, queira moderar-se ao queimar minhas têmporas ...”

Mas é sobretudo o caráter religioso, teofânico, do Fogo, como elemento simbolizante da divindade, que no espírito franciscano convém salientar.

Na Escritura, não só Deus habita e manifesta-se no meio do Fogo, como também envia o seu Fogo para julgar e castigar, guiar, proteger e santificar. Mais. Ele, o próprio Deus, como Fogo se define: “é um Fogo devorador” (Hb 12,29).

Se disse Jesus: “Eu vim trazer Fogo à terra, e que mais quero a não ser que ele arda?”(Lc 12, 29), em quem melhor se cumpriu este intento do Salvador senão no Santo que soluçava pelos montes, devorado em sua alma ardente pelo lamento: “o Amor não é amado”? Pois o Fogo é a representação da alma de São Francisco, que, como um Serafim, abrasava-se no Fogo do amor de Deus.

Em cada Missa nos é dada a oportunidade de juntar, no tempo que passa, nossa fraca e impura voz à liturgia celeste dos espíritos abrasadores, que, com São Francisco e todos os eleitos, no Hoje eterno, fazem ribombar os céus com o “Santo, Santo, Santo”, descrito em Isaías 6.

Já para os que com ele conviviam, São Francisco, estigmatizado e pobre, imolado qual chama viva no Fogo penitencial, era uma lâmpada votiva do Santíssimo, indicativo translúcido da Divina Presença.

O fogo nosso de cada dia parece bem comportado. Vez por outra perpetra um acidente. Um botijão de gás que explode. Um curto-circuito que incendeia. É uma advertência talvez para nos lembrarmos do Fogo simbólico, desse Fogo eterno que sobre tudo paira. Esse Fogo sempre incomoda. Recalcitra. Surpreende. Não se deixa dominar pelos pruridos da nossa racionalidade. O Deus que é um Fogo devorador recusa absorver-se na tranquilidade suposta da nossa existência repetitiva e ameaça a inconsciência moral do pecador.

Não se descurou na vida de São Francisco o papel do Fogo como manifestação da santidade: eis o incêndio que iluminou o Alverne na recepção dos estigmas; ou o clarão que se elevou por ocasião do místico repasto de São Francisco e Santa Clara em Santa Maria dos Anjos, assombrando os circunstantes; ou como revelação das consciências: o carro de Fogo que iluminou mutuamente os irmãos na cabana em Rivotorto; ou como instrumento de juízo: o ordálio proposto no Egito. Nem São Francisco, nem a Escritura, nos pouparam do anúncio do Fogo da Geena, que engole na morte segunda os que não fazem penitência.

Pedagogia ultrapassada? Ou antes necessária caridade? Sobretudo neste tempo em que a Fé se espraia no relativismo avassalador de uma indiferença religiosa, em que deuses, igrejas e éticas se confundem. Nestes dias, “que são os últimos” (Hb 1,2), antigas certezas se desmancham, e vêm morrer na praia morna, na salsugem sem verdade de uma vida inconsequente, em que perdeu-se a percepção das qualidades sobrenaturais das coisas quotidianas.

Tudo no Fogo se origina. Mesmo os átomos que compõem nosso corpo arderam inicialmente no seio de uma estrela distante. E tudo ao Fogo se destina. “Os céus e a terra de agora estão reservados para o Fogo”. Ao irromper na História tal Fogo espiritual, escatológico, “os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há, serão descobertas”(cf. 2 Pd 3, 7-12). Dies irae, dies calamitatis et miseriae, dum veneris judicare saeculum per ignem. Tomás de Celano cantou a glória apocalíptica desse Fogo inevitável. Dele nada nem ninguém se subtrai: “todos serão salgados pelo Fogo”, disse Jesus (Mc 9, 49).Trata-se de um Fogo simbólico, transcendente, do qual o fogo material é simbolizante. Esse mesmo Fogo eterno é felicidade e miséria, inferno e céu, a uns acomete e destrói, a outros purifica e redime (cf. 1 Cor 3, 13). Por ser Fogo simbólico não é menos real. É mais. Mais poderoso. E mais abrasa. Como no episódio da cortesã que o induzia ao pecado e a quem o Santo, despindo-se, convidou a partilhar do incandescente leito da Graça (cf. Fioretti, 24), tem o Fogo do Espírito o poder de transformar o ardor da paixão carnal em fervor espiritual. Ao contrário do fogo material, do fogo dos sentidos e do fogo do inferno, o Fogo do Espírito brilha e embeleza. Aos Santos não entenebrece.

Escolhamos desde já de que modo nos abrasaremos por toda a eternidade! Não é questão despicienda. É a grande escolha da vida. Há o lago de fogo e enxofre para o qual se precipita o pecador impenitente. Mas quão maior, mais doce e mais formoso, é o ardente abismo do amor do Pai, para o qual o Fogo do Espírito, iluminando as trevas da nossa alma, com o exemplo dos Santos, ao caloroso regaço do Filho, nos compele.

Fonte da imagem: www.revistafenix.pro.br

Edmilson Soares dos Anjos

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Jornada Franciscana de São Paulo celebra o Ano da Fé


Os franciscanos e franciscanas do Regional São Paulo da FFB (Família Franciscana do Brasil) se reuniram neste domingo (22/9), no Colégio das Irmãs Franciscanas de Ingolstadt, em Moema, para mais um encontro como acontece todos os anos no início da Primavera.

Tendo como pano de fundo a encíclica do Papa Francisco, Lumen Fidei, Frei Vitório Mazzuco desenvolveu o tema “O Jeito franciscano de viver a fé”, na perspectiva do Ano da Fé, que vai terminar no próximo dia 24 de novembro e está sendo celebrado desde o dia 10 de outubro do ano passado, quando foi convocado pelo Papa Emérito Bento XVI com a Carta Apostólica Porta Fidei.

Na verdade, o palestrante já introduziu o tema durante a homilia da celebração eucarística, às 8h30, quando foi o presidente, tendo como concelebrante Frei Anacleto Gapski, que é o coordenador regional da FFB, e os diáconos Rogério Luiz Soler e Luís Carlos da Silva.

O encontro reuniu a Primeira Ordem, a Ordem Franciscana Secular, franciscanos e franciscanas de diferentes institutos e congregações, a Jufra e simpatizantes de São Francisco e Santa Clara. Destaque para a presença de um grupo formado de duas fraternidades da OFS de Mogi das Cruzes, que participou pela primeira vez da Jornada, e para o casal Hélio e Sandra, que veio do Rio de Janeiro.

Antes de iniciar a sua reflexão, que tomou toda a manhã, Frei Vitório não se esqueceu de desejar a todos os presentes uma “Feliz Primavera” e lembrou que “Deus pede para que a gente floresça onde estiver”.

Logo no início, Frei Vitório provocou os participantes: “Vocês acham que São Francisco tinha fé em Jesus Cristo?” Todos responderam: “Tinha!”. Mas o palestrante corrigiu: “Vocês sabem que estamos um pouco enganados: ele não tinha a fé em Jesus Cristo!”, disse, para espanto de todos.
“Ele tinha a fé de Jesus Cristo!”, complementou, acrescentando. “Não dá uma diferença? Não se esqueçam disso. Este é o jeito franciscano de ter a fé de Jesus Cristo”.

Segundo o frade, que é professor do Instituto Franciscano de Teologia, em Petrópolis, para iluminar sua afirmação poderia citar trechos das Fontes Franciscanas, que mostram isso o tempo todo, mas ele convidou os participantes a cantarem com ele a canção de Pe. Zezinho: “Amar como Jesus amou/ Sonhar como Jesus sonhou/ Pensar como Jesus pensou/ Viver como Jesus viveu/ Sentir o que Jesus sentia/ Sorrir como Jesus sorria/ E ao chegar ao fim do dia/ Eu sei que dormiria muito mais feliz”.  E Frei Vitório frisou:  “É isso: ter a fé de Jesus, como São Francisco nos ensina. Então, cada vez que se lembrarem disso, lembrem desta canção. Ela é mítica. Parece tão simples, mas a fé vem da nossa infância mesmo!”.

A partir das Fontes Franciscanas, Frei Vitório mostrou como Francisco vai construindo seu edifício da fé a partir da conversão na Igrejinha de São Damião, onde está o Crucifixo de São Damião, o grande ícone da fé.
 
Alguns pontos da palestra:

“São Francisco ensinou para nós que, no meio daquela fragilidade e ruínas, ele buscou soluções no fervor da fé. Há certos momentos em que precisamos entrar no espaço até das nossas fragmentações. Isso que São Francisco ensina para nós. Ele vai até a Igrejinha, diante do Crucifixo, e faz, então, a sua oração-força”, disse, pedindo que repetissem a oração de Francisco: “Altíssimo e Glorioso Deus, iluminai as trevas do meu coração. Dai-me uma fé reta…”.

Frei Vitório enfatizou que no início de sua conversão, em 1204, Francisco compôs essa oração pedindo a iluminação e, só no Testamento, no final de sua vida, ele vai fazer a grande profissão de fé: ‘O Senhor me deu tão grande fé nas igrejas; o Senhor me conduziu aos leprosos; o Senhor me revelou; o Senhor me deu irmãos’. “Essa profissão de fé não foi escrita nos primórdios da experiência, mas lá no final. Então, o dom da fé que pedimos, é o dom conquistado”, assinalou.
“Francisco ensina para nós que o cristianismo não é uma religião do esforço para alcançar Deus, mas é a graça de perceber que ele já está muito perto de nós. Ele tem esse encontro da paixão com Senhor. Ele vai sentir isso. Para Francisco, fé não é professar o Credo, mas é sentir Deus. Ele nunca se afastou da fé que tinha na Igreja e nas suas verdades. Mas ele sentia Deus na existência”, destacou.
“A fé em São Francisco é uma fé decidida. Fé em São Francisco é responder ao dom que o Senhor vai me oferecendo. E perceber que nessa presença ele se dá”.

Segundo o professor do ITF, às vezes ligamos a fé aos percalços da nossa história e com São Francisco não foi diferente: “A experiência diante da Cruz foi um momento difícil na vida dele. Mas até os momentos difíceis da nossa vida sempre concorrem para o bem maior. No meio da ruína, vamos encontrar um crucifixo em pé e que levanta a gente!”.

Frei Vitório disse que a fé é uma adesão à vontade de Deus e lembrou que a raiz da palavra fides (fé) é a mesma da palavra fidelidade. “Então, fé e fidelidade não se separam. Como fé, digo ‘eu creio’; como fidelidade, digo ‘não vou me afastar’”, explicou, ressalvando: “Só que há muitos testemunhos de fé de pessoas que, no fundo, falam delas mesmas. Mas não dão testemunho do amor de Deus.

Onde está Deus? Tem que fazer o amor aparecer”.

O modo de ser da fidelidade é o modo daquele que ama e, portanto, daquele que crê, acrescentou o frade.

Ele enfatizou que é preciso “sempre agir através de uma relação de fé com o Senhor”, como fazia Francisco, o “homem feito oração”, segundo  Tomás de Celano. Frei Vitório explicou que Francisco reza transformado em oração. “Por quê? Porque ele se deixa iluminar pelo espírito”, respondeu.
No final, Frei Vitório dedicou boas reflexões ao tema “fé e fraternidade”.

Citou o Testamento de Francisco quando ele diz: “O Senhor me deu irmãos”.  “Olha isso é maior desafio da fé. Para ser vivida e compreendida adequadamente, nós temos que ter um olhar de fé sobre a fraternidade e sobre os irmãos”.

Mas nem sempre isso acontece e os problemas falam mais alto. Segundo o palestrante, é por que não olhamos para a fraternidade com os olhos da fé.  “A Fraternidade só pode ser compreendida na perspectiva da fé porque a fraternidade aconteceu por iniciativa do próprio Deus.  A primeira Fraternidade aconteceu quando o Verbo se fez Carne. Deus quis estar conosco. Então, a Fraternidade é a nossa divina inspiração”, observou.

Mas se a Fraternidade nos insere na mesma inspiração, por que nós brigamos, perguntou. E a resposta foi simples: “Porque não temos fé. Só isso! O egoísmo saltou fora”.
Frei Vitório, a propósito, convidou a todos a lerem a Carta de Diogneto, escrita por um cristão, de nome e origem desconhecidos,  na segunda metade do século segundo, a um pagão chamado Diogneto. Em poucas linhas, ele mostrou as principais características dos seguidores de Jesus de Nazaré. A grande mensagem dela: vocês têm obrigação de ser luz lá onde estão.

“Essa é a grande dimensão evangelizadora nossa: Lumen Fidei. Anunciar uma experiência de fé”, conclamou.

Para o palestrante, Francisco quer que todas as experiências tenham a luz do Espírito. “Todas as nossas experiências podem ser espirituais. Nós, estarmos aqui neste domingo, é uma experiência espiritual. É uma experiência de fé. A fé não é uma abstração. Ela transforma o tempo em algo eterno”, disse.

À tarde, depois de um almoço comunitário, a Jornada Franciscana teve a representação de um teatro feita pela Fraternidade de Porto Feliz.

Fonte: www.franciscanos.org.br




terça-feira, 24 de setembro de 2013

Primavera de Francisco


Dizem as Fontes a respeito de São Francisco de Assis: “Que alegria ele sentia diante das flores, vendo sua beleza e sentindo seu  perfume! Passava imediatamente a pensar na beleza daquela flor que brotou da raiz de Jessé no tempo esplendoroso da primavera e com seu perfume ressuscitou milhares de mortos. Quando encontrava muitas flores juntas, pregava para elas e as convidava a louvar o Senhor como se fossem racionais.

“Costumava dizer ao irmão que tomava conta do jardim que não ocupasse todo o terreno com legumes, mas reservasse uma parte para as árvores que, em seu tempo, produzem nossas irmãs flores, por amor para com aquele que disse: “As flores dos campos e os lírios dos vales”

“Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã e Mãe Terra, que nos sustenta e governa, e produz diversos frutos, e coloridas flores e ervas” ( Cântico das Criaturas)

Francisco não leu antologias poéticas, mas simplesmente amou profundamente a Natureza! Ele é Santo da Eterna Primavera! O Santo que percebia que as flores combinam explodir todas ao mesmo tempo para revelar a Onipotência de Deus, tão assim Belo, Poderoso e Simples!

Para Francisco, o tempo, a hora, as estações são tempo de louvor.
Por isso, com São Francisco vamos celebrar a Primavera fazendo da vida uma bela celebração!!!  Deus cuida de nós no nascer de cada dia!!!


Feliz Primavera....


Paz e Bem

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Festa das Chagas


Irmãos e Irmãs,

Paz e bem!

No sábado dia 14/09/13 reuniu-se nas dependências da Fraternidade das Chagas o novo Conselho Regional eleito no mês de agosto. Como coincidiu também com a reunião do Conselho local, rezamos juntos a oração da manhã.

Festa da exaltação da Santa Cruz. O local ornamentado lembrava a cena de São Francisco recebendo as Chagas no Monte Alverne.  E rezamos como fraternidade.

No domingo dia 15, aconteceu nosso Capítulo Avaliativo anual da fraternidade.

Na missa entramos em procissão com o Estandarte da Ordem e após a santa comunhão, em ação de graças cantamos o canto das Chagas. Foi muito emocionante. Muitos irmãos, preenchemos toda a frente do altar. Somos a grande maioria nas missas das 9 horas do 1º e 3º domingo nas dependências do Santuário São Francisco.

No dia 17, Festa da impressão das Chagas, participamos como fraternidade na missa das 15 horas. Ao final tiramos fotos em frente ao altar de São Francisco.

Deus seja louvado!

Maria Nascimento

 
 
 
 
 
 
 
 



 






 

 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Regional Sudeste III se reúne pela primeira vez

São Paulo (SP) – O Conselho Regional da Ordem Franciscana Secular, Região Sudeste III, reuniu-se neste sábado (14/9), na sede da Fraternidade das Chagas, no Largo São Francisco (SP), pela primeira vez. Sob a coordenação da Ministra Regional Denize Aparecida Marum Gusmão, o encontro teve como objetivo principal a apresentação dos serviços para os novos membros. Além disso, foram nomeadas algumas funções e refeita a agenda até o final do ano.
Além da Ministra, o Conselho é composto por:  vice-ministro Antonio Carlos Alves; os conselheiros (as): Ana Maria Rodrigues Lima; Nercy Lima Correia; José Edson da Silva Diniz; Jalile Yared Barros Sene; Terezinha Antunes Camargo Simão; Terezinha Antunes Camargo Simão; Deivid Alex Gomes; Angelina Lopes Costa; Eduardo Aparecido Martins de Melo; Herminia Elpirio Costa Santucci; Domingos Sávio Plotegher (Fritz); Lauro Antonio Baruqui Pirolla; Ana Angélica Lopes Pereira; Samara Fernandes Carpena; Elton Aparecido Michetti; e Maria das Graças Silva de Souza; Coordenador de Formação: César Augusto Galvão; 1ª Secretária Edite Costa Beber; 2ª Secretária: Rita de Cássia Rocha Bastos Plotegher; 1º Tesoureiro: Mário Zancheta Sobrinho; 2º Tesoureiro: Reolando Silveira Filho; Coordenação Animação Vocacional: Maria Aparecida Faustino (Mara); Coordenação Presença no Mundo (antigo Codhjupic): Aristeu Bertelli; Coordenação SEI: Regina Maria de Paiva Pirolla; Secretário Fraterno da JUFRA: Douglas Alves dos Santos Nascimento; Animador Fraterno da JUFRA: Eric Gonçalves; Representante OFS/FFB: Maria Nascimento Silva; Assistente Regional Espiritual: Frei José Carlos Correa Paz, TOR; Assistente Regional Espiritual: Frei José Maria Maia de Lima,OFMCap; Assistente Regional Espiritual: Frei Rogério Pereira Xavier,OFMConv; Assistente Regional Espiritual: Frei Anacleto Luiz Gapsky; Assistente Espiritual da JUFRA: Frei Alexandre Patucci, OFMConv; CONSELHO FISCAL – Conselheiro Efetivo: Aluisio Victal; Conselheiro Efetivo: Aldevir Francisco Brunini; Conselheiro Efetivo: Samuel da Collina Júnior; Conselheira Suplente: Tânia Magri Fogarin; Conselheiro Suplente: Ricardo Campane; Conselheira Suplente: Creusa Maria da Silva; Assessor Jurídico: DR. Alberto Benício dos Santos; Comunicação: Oswaldo Cruz; Claudete Leutz Martins; José Edson da Silva Diniz

Fonte: Site dos Franciscanos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Impressão das Chagas do Seráfico Pai São Francisco de Assis



 O PERFEITO AMOR DE SÃO FRANCISCO AO CRUCIFICADO




Hoje 17 de setembro celebra-se a festa da impressão das chagas do Seráfico Pai São Francisco de Assis. Os estigmas que Francisco recebeu em 1224, no Monte Alverne, após uma visão do Cristo crucificado em forma de Serafim alado, são sinais visíveis de sua semelhança à humanidade de Cristo.







Francisco era um fiel servidor de Cristo. Dois anos antes de sua morte, havendo iniciado um retiro de Quaresma em honra de São Miguel num monte muito alto chamado Alverne, sentiu com maior abundância do que nunca a suavidade da contemplação celeste. 

Aproximando-se a festa da Santa Cruz, Francisco, nas pedras, no silêncio, no alvorecer, entre lágrimas se pôs em oração, dizendo : Ó Senhor meu Jesus Cristo, duas graças te peço que me faças antes que eu morra: a primeira é que em vida eu sinta na alma e no corpo, quanto for possível, aquelas dores que tu, doce Jesus, suportaste na hora da tua dolorosa paixão; a segunda é que eu sinta no meu coração, quanto for possível, aquele excessivo amor do qual tu, Filho de Deus, estavas inflamado para voluntariamente suportar uma tal paixão por nós pecadores?

Francisco pede dor e amor, e enquanto rezava, viu um Serafim que tinha seis asas tão inflamadas quão esplêndidas a descer da sublimidade dos céus. E apareceu entre as asas a imagem de um homem crucificado que tinha as mãos em forma de cruz e os pés estendidos e pregados na cruz :Era o próprio Jesus.


A montanha inteira se acendeu, se inflamou e iluminou os montes e vales vizinhos, como se houvesse sol sobre a terra.
O calor da ardentíssima Paixão de Jesus se transforma em fogo de amor nos membros de Francisco. Mãos com mãos, pés com pés, lado aberto com lado a se abrir. Irrompem sangrando no corpo do beato Francisco os estigmas do santíssimo Salvador. O alter Christus está pronto. Deu-se uma identificação entre redimido e Redentor como jamais na história. Francisco se transformou na estampa de Cristo: "Despi Francisco e vereis Cristo; vesti Cristo e vereis Francisco"!

Tal aparição deixou Francisco mergulhado num profundo êxtase, enquanto em sua alma se mesclavam a tristeza e a alegria: uma alegria transbordante ao contemplar a Cristo que se lhe manifestava de uma maneira tão milagrosa e familiar, mas ao mesmo tempo uma dor imensa, pois a visão da cruz transpassava sua alma como uma espada de dor e de compaixão.

Assim, Francisco transformara-se todo na semelhança de Cristo crucificado pois, de fato, trazia Jesus no coração, na boca, nos ouvidos, nos olhos, nas mãos, nos sentimentos e em todos os demais membros, o Pobre de Assis, no seguimento de Jesus Cristo, perdeu a sua própria vida, mas recuperou-a inteiramente em Deus, Todavia, Francisco não somente reencontrou a si mesmo em Deus, como filho de Deus, mas a todos os seres do universo.

As chagas expressam que a vivência concreta do amor deixa marcas. A exemplo de Cristo, Francisco quis suportar/carregar e amar os irmãos para além do bem e do mal (amor incondicional). Essa atitude o levou a respeitar e acolher o 'negativo' dos outros mantendo a fraternidade apesar das divisões

Francisco já tinha morrido para o mundo, mas Cristo estava vivo nele. As delícias do mundo eram uma cruz para ele, porque levava a cruz enraizada em seu coração. Por isso fulgiam exteriormente em sua carne os estigmas, cuja raiz tinha penetrado profundamente em seu coração".




" Ainda que em nós não foram impressos os estigmas do crucificado de modo visível, cada um tem suas feridas que podem salvar, que podem tornar-se fonte de salvação para si e para os outros. A cada um que se deixa ferir em nome de Cristo e que leva em si a sua cruz, Francisco repete o que disse a Leão: também tu estás marcado com a cruz de Cristo e por isso és abençoado. És um possuído de Deus e estás sob a proteção dele."






quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Capítulo Avaliativo

Irmãs e Irmãs,

Paz e bem!

No próximo domingo dia 15 de setembro acontecerá o Capítulo Avaliativo Anual de nossa Fraternidade. O Capítulo é um momento importante na Vida em Fraternidade. É quando paramos, refletimos a caminhada, avaliamos os passos, os acontecimentos e firmamos propósitos para o futuro da fraternidade.

Solicito com toda a caridade que todos possam estar presentes a esse acontecimento. Nossa fraternidade passa por tantas dificuldades, mas não desanimamos e caminhamos sempre. Temos sido referência em nosso regional pela postura que assumimos frente aos grandes desafios.  E cada Capítulo é o momento de avaliarmos os passos dados e traçar novos objetivos.

Celebraremos também a Festa das Chagas.

Que Deus abençoe a todos!

Maria Nascimento

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Noite de Vigília


Irmãos e irmãs,

Paz e bem!

Aconteceu no dia 06/09/13 mais uma “Noite de Vigília” na Fraternidade das Chagas. Atendemos o apelo do Papa Francisco e rezamos pela Paz na Síria, pela paz no mundo muçulmano e pela paz no mundo!

Frei Gustavo Medella, OFM, nosso Assistente espiritual presidiu a bonita e significativa Celebração Eucarística ás 20 horas abrindo nossa noite de vigília em nosso refeitório. Sentados à mesa pudemos vivenciar bem de perto a mesa da Palavra e da Eucaristia. Entramos em procissão com a Bíblia e com as cores dos 05 continentes representando todo o Povo de Deus.

Após a Celebração, caminhamos em procissão para o local de exposição do Santíssimo Sacramento com tochas e cantando.

À meia noite tomamos a tradicional sopa preparada com muito carinho pela Irmã Cecília.

Durante toda a noite nossas orações pela Paz tomou conta de nossos desejos e súplicas aos pés de Jesus Eucarístico.

Colocamos também (já no sábado) a imagem de “Nossa Senhora Menina”, muito bela e que faz parte do acervo da Ordem.

Encerramos ás 05 horas e voltamos para nossas casas com o sentimento de missão cumprida!

Apesar do número reduzido de irmãos, vamos caminhando. Sempre caminhando!

 Deus seja louvado!

Maria Nascimento
Fotos:


 












quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Nunca mais a guerra!

 

Dom, 01 de Setembro de 2013 10:16 / Atualizado - Dom, 01 de Setembro de 2013 10:53 por: CNBB / Rádio Vaticano

O papa Francisco dedicou o Ângelus deste domingo, 1º de setembro, ao tema da paz, recordando os tantos conflitos em diversas partes do mundo, no Oriente Médio e em especial na Síria. O pontífice disse estar “profundamente ferido” pelo que está acontecendo na Síria, naquele “martirizado país” e em outros locais de conflito e por isto convocou um Dia de Oração e Jejum para 7 de setembro, convidando a todos cristãos, fiéis de outras religiões e não-crentes.

“Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom muito precioso, que deve ser promovido e tutelado”, disse o papa. “Com uma angústia crescente o grito da paz eleva-se de todas as partes da Terra, de todos os povos, do coração de cada um, da única grande família que é a humanidade”, continuou.

Irmãos e Irmãs,

Paz e bem!

Na próxima sexta-feira dia 06/09/13, será nossa Noite de Vigília nas Chagas.

Frei Gustavo Medella, OFM, nosso Assistente espiritual presidirá a Celebração Eucarística ás 20 horas, dando início à noite de Vigília.

Ela vem ao encontro do apelo do Papa Francisco para o Dia de oração e jejum no dia 07 de setembro para a PAZ.

Convido a todos os irmãos para que estejamos juntos como Fraternidade, unidos em oração pela Paz na Síria, no mundo muçulmano, pela paz no mundo!

Rezemos pela paz em nossas famílias! Em nossos locais de trabalho, em nossa Fraternidade, em todas as circunstâncias de nossas vidas!

Rezemos pelas grandes dificuldades da Venerável Ordem Terceira!

Rezemos uns pelos outros!

Fraternalmente,

Maria Nascimento

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Retiro anual 2013


Irmãos e irmãs,

Paz e bem!

Aconteceu no dia 31/08/13 o Retiro anual da Fraternidade das Chagas. A irmã Mara, animadora vocacional do regional, da Fraternidade de Porto Feliz conduziu com muito carinho e animação nosso dia de encontro.

Recebemos os irmãos com a bandeira da Ordem, o estandarte e a imagem da sagrada família. Tudo foi ornamentado na cor (verde e amarelo) dando início à semana da Pátria.

Contamos com poucos irmãos de nossa Fraternidade. Mas nos alegramos com a presença de 03 irmãs da Fraternidade da Imaculada e irmã Nercy da fraternidade São Francisco, nossa Conselheira de distrito.

A Mara nos levou a trazer presente em nosso pensamento pessoas que já fizeram parte de nossa caminhada, nossa infância, juventude, vocação à OFS. E a cada um sorríamos agradecendo pela passagem. Depois assistimos um vídeo com música do Pe. Zezinho sobre a família e com nossas famílias. Foi bem legal.

E aprendemos a fazer pão. O pão das Chagas. Dividimo-nos em 02 grupos e trabalhamos o pão numa partilha, doação, aprendizado, dedicação. Ao final do dia saboreamos o pão.

Fomos tecendo agradecimentos pelas nossas famílias. Pela importância que cada um tem em nossa vida, em nossa caminhada.

Ao final tivemos a oportunidade de participarmos pela primeira vez nas Chagas de uma celebração judaica. Voltamos ao tempo no Antigo testamento, na passagem da escravidão para a Terra prometida. Como foi bom! Era como se estivéssemos ali fazendo parte daquele cenário tão rico na Igreja, Povo de Deus.

Saboreamos durante a celebração: suco de uva, carne de cabrito, pão sem fermento e ervas amargas . Tudo regado ao som de músicas judaicas, numa bonita celebração.

Agradeço a todos que estiveram presentes e colaboraram para a realização desse dia tão abençoado em nossa Fraternidade.

Maria Nascimento
Fotos: