quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

1º mutirão na Fraternidade Chagas - 2016

Irmãos e irmãs,
Paz e bem!

Aconteceu no dia 23/01/16 a realização do 1º mutirão nas dependências da Igreja das Chagas:

- Carregar entulho e organizar espaços.

Logo cedo os irmãos começaram a chegar para o trabalho.

Tomamos café e logo em seguida trocar de roupas e mãos à Obra!

Num clima de muita alegria e descontração trabalhamos até ás 13 horas ensacando e carregando entulho, varrendo, passando pano no chão, guardando coisas...

Mas o peso do trabalho não tirou o bom humor e a alegria.

A alegria da Vida em fraternidade!

Ao final da manhã, cansados, sujos e com muita fome... saboreamos um delicioso almoço preparado com muito carinho por nossas irmãs  da cozinha!

Agradeço aos irmãos e irmãs que participaram, aceitaram o convite e estiveram conosco no 1º Mutirão da Fraternidade Chagas em 2016.

Acontecerão outros... Há um longo caminho para deixar a casa em ordem!

Que Deus em sua infinita bondade e misericórdia conceda a todos que trabalharam muitas bênçãos e graças.

Fraternalmente,

Maria Nascimento         









domingo, 24 de janeiro de 2016

Eleito o Novo Governo Provincial

Logo após a Celebração Eucarística deste domingo, 
realizada no Seminário Santo Antonio em Agudos,
os 145 capitulares se reuniram para definir o novo governo provincial.
Com Frei Fidêncio, reeleito Ministro Provincial , 
estará o Vigário Provincial Frei Evaristo Spenger
.
Para Definidores, foram eleitos:
Frei Cesár Kulkamp, 
Frei João Mannes, 
Frei Gustavo Medella, 
Frei João Francisco da Silva,
 Frei Paulo Pereira 
e Frei José Francisco de Cássia dos Santos


Frei Fidêncio


Frei Evaristo Spengler, eleito com 74 votos


Frei Cesar eleito com 87 votos


Frei João Mannes reeleito com 99 votos


Frei Gustavo Medella eleito com 100 votos


Frei João Francisco eleito com 82 votos


Frei Paulo Pereira eleito com 85 votos


Frei José Francisco eleito com 72 votos

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Frei Fidêncio é reeleito Ministro Provincial

                                             

Numa eleição disputadíssima, somente em terceiro escrutínio, foi reeleito nesta quinta-feira, 21 de janeiro, no Seminário Santo Antônio de Agudos (SP), Frei Fidêncio Vanboemmel para o serviço de Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição.

A eleição começou às 16h30 com a apuração dos votos de 272 frades que receberam as cédulas antes de iniciar o Capítulo com os cinco nomes homologados pela Cúria Geral dos Frades Menores, que são: Frei César Külkamp, Frei Estêvão Ottenbreit, Frei Evaristo Spengler, Frei Fidêncio Vanboemmel e Frei Paulo Pereira. Nesta apuração, não se conseguiu dois terços do total dos votos. A partir de então, a eleição ficou na mão dos capitulares. No primeiro escrutínio, de 143 votos dos capitulares, não se obteve a maioria absoluta dos votos (metade mais um). A eleição foi para o segundo escrutínio e novamente não se conseguiu a maioria absoluta. Em terceiro escrutínio, a eleição ficou para ser decidida entre os dois mais votados: Frei Fidêncio com 67 votos e Frei Evaristo com 58 votos. Venceu Frei Fidêncio com 82 votos contra 61 de Frei Evaristo, sendo um 01 nulo.

Catarinense, natural da cidade de Santo Amaro da Imperatriz, Frei Fidêncio tem 64 anos e há 43 anos ingressou na Ordem Franciscana, quando vestiu o hábito de São Francisco de Assis no dia 20 de janeiro de 1974. Professou solenemente na Ordem dos Frades Menores no dia 2 de agosto de 1978 e foi ordenado presbítero no dia 14 de dezembro de 1979. “Sou filho de agricultores, voltados para o árduo trabalho. Dos pais aprendi a disciplina, o rigor, a ternura e a fé. Depois, a minha vida foi se moldando dentro da Província, como seminarista e frade. Ao me formar dentro da Província, também adquiri o seu rosto, principalmente a formação que recebi dos meus mestres e irmãos”, define-se.

Durante 23 anos, Frei Fidêncio trabalhou na formação franciscana até ser eleito Ministro Provincial no Capítulo Provincial de 2009. “Ao terminar a teologia em Petrópolis eu era candidato a trabalhar numa casa de formação da Província. Na época conversei com o Ministro Provincial, Frei Basílio Prim, suplicando para fazer uma experiência pastoral para ajudar a vencer a timidez. Fui então transferido para a Paróquia de Campos do Jordão, no início de 1981 e lá permaneci até 1985. Depois, a partir de 1986, começou minha trajetória como formador: meio ano em Lages, 1 ano e meio em Petrópolis, 2 anos de estudos em Roma em vista da formação, 7 anos em Rondinha, 3 anos em Guaratinguetá e nos últimos 9 anos mestre em Rodeio”.


Na sua última entrevista, antes deste Capítulo, ao fazer uma prestação de contas de seu governo, deu um parecer do serviço de Ministro Provincial: “Creio firmemente que este serviço à Província seria impossível sem a confiança na Graça de Deus. Os muitos questionamentos que a gente se fez, não diferentes dos questionamentos de Maria Santíssima (Como pode? Como vai ser? Como, se eu não conheço? Etc.), principalmente os que me surpreendiam neste ‘encargo de lavar os pés’, se tivesse de respondê-los somente a partir da minha fragilidade humana, as respostas seriam uma desgraça para a Fraternidade Provincial. Portanto, como outrora para Maria, hoje também para o Ministro: sem a graça de Deus, impossível!”

Claudete L. Martins
Comunicação Regional Sudeste III/SP

Frei Fidêncio toma posse como Ministro. Haja coração!

Agudos (SP) – O que parecia ser uma eleição tranquila do Ministro Provincial, tornou-se um dos momentos mais emocionantes na história dos Capítulos Provinciais da Província da Imaculada Conceição. Frei Fidêncio Vanboemmel foi reeleito para um novo mandato – agora de três anos – depois de quatro tentativas: primeiro, abriu-se a urna para apuração dos votos dos 272 frades que votaram antes de se iniciar o Capítulo Provincial. Sem obter a maioria de dois terços, a eleição precisou de três escrutínios disputadíssimos para se chegar ao resultado final. Foram duas horas de deixar cardíacos em perigo!

A disputa entre os cinco homologados pela Cúria Geral – Frei César Külkamp, Frei Estêvão Ottenbreit, Frei Evaristo Spengler, Frei Fidêncio Vanboemmel e Frei Paulo Pereira – acabou no terceiro escrutínio, quando Frei Fidêncio somou 82 votos contra 61 de Frei Evaristo (um foi nulo).

Frei Fidêncio nem conseguia respirar quando foi perguntado pelo presidente do Capítulo, Frei Nestor Inácio Schwerz, se aceitava este serviço novamente. Frei Fidêncio, depois de uma pausa e suspense, respondeu: “Faça-se, como Maria!”. O seu sim foi ovacionado pelos confrades!

Mas as emoções não ficaram na Sala Capitular. Os frades e o Ministro Provincial eleito se dirigiram, logo em seguida, para a Capela do Seminário, onde foi celebrada a tomada de posse do Ministro eleito.

Depois de ouvir a leitura do Evangelho, Frei Nestor traduziu em poucas palavras a importância desta data história na vida da Província. “Esses aplausos no fim, por parte de toda a assembleia, significa que no final todos estão agora contentes e te acolhe como Ministro desta Fraternidade Provincial. Porque entre nós, na nossa fraternidade, não existe vencedores ou vencidos. Fizemos a eleição, uma eleição bem disputada, e no fim alguém recebeu a maioria dos votos. Terminada a eleição todos nós somos de novo a fraternidade reunida em torno do Ministro Provincial que foi eleito e que traz com ele o seguimento de Jesus Cristo com a força e a luz do Espírito Santo”, admoestou.

Frei Nestor, então, fez questão de enfatizar que não são simplesmente mais três anos. “É outro mandato. É um novo começo. Talvez você mude alguma coisa lá no seu escritório para mostrar que está recomeçando… Não está simplesmente continuando, porque poderia se tornar um peso pensar que serão nove anos de governo. Não. Agora é um novo mandato. E os irmãos que você vai encontrar são outros. Então, é bom ter essa perspectiva, essa visão do novo. Claro que existe uma continuidade, mas também é um momento novo na Fraternidade Provincial”, frisou.

“Em terceiro lugar, justificou-se o presidente do Capítulo, quem sou eu para dizer a Frei Fidêncio o que São Francisco pensava sobre os ministros e os irmãos. Mas não custa relembrar. Na Regra, capítulo 10º, São Francisco diz assim: ‘Os irmãos que são ministros visitem e admoestem seus irmãos e corrijam-nos com humildade e caridade, não lhes ordenando nada que seja contra sua alma e a nossa Regra’. Então, o sr. sabe muito bem que São Francisco pensou sempre no Ministro como alguém que é irmão, que é servo, que se faz o menor, aquele que lava os pés, aquele está a serviço. Não se trata de um poder de dominação, mas é um poder de serviço”, reforçou.

Depois, falando para todos os irmãos lembrou que, por amor de Deus, renunciaram às suas vontades. “Sabemos que a obediência não é muito fácil. E também naquela pesquisa que foi feita na Ordem, diz claramente assim: ‘Se nós perdermos a visão de fé, a nossa obediência vai ser mais difícil’. Então, nossa profissão e nossa forma de vida sempre exigem este olhar de fé, esta perspectiva mais profunda. Este obedecer ao Ministro é também, junto com ele, discernir aquilo que o Senhor quer de nós. Esta capacidade de renunciar à vontade própria para estar sempre à disposição do Senhor e que se expressa na fraternidade”, ensinou.

No final de sua exortação, lembrou um decálogo do então Ministro Geral José Rodríguez Carbalho, com virtudes ou atitudes ou ainda qualidades de um Ministro:

1 - Ser homem de Deus. Você já é, mas a gente está sempre a caminho.
2 - Sentir-se em caminho, como Jesus Ressuscitado com os discípulos de Emaús. É preciso ajudar os irmãos a descobrir a novidade e a surpresa que Deus realiza.
3 - Ser livre, servindo a todos, sem deixar-se manipular por grupos, tendo sempre o Evangelho, a Regra e o bem dos irmãos como critério maior. Ser tudo para todos, como diz São Paulo.
4 - Ser homem de escuta e diálogo. Este é um dos ministérios mais importantes que o ministro pode e deve exercer. Muita coisa pode ser delegada, mas a visita, a proximidade e a escuta dos irmãos não é delegável.
5 - Ser homem misericordioso. Você foi eleito no Ano da Misericórdia. E nosso seráfico Pai São Francisco, na sua carta a um Ministro, exorta: “Não haja no mundo irmão que pecar, o quanto puder pecar, que, após ter visto teus olhos, nunca se afaste sem a tua misericórdia”.
6 - Ser apaixonado. Apaixonado pela vida franciscana e pela missão franciscana na Igreja e no mundo, lutando contra a mediocridade, a mundanidade e trabalhando pela revitalização do carisma em todas as suas manifestações e possibilidades.
7 - Ser custódio da esperança e sentinela da manhã. Em tempos de crise, se faz necessário pessoas que sonham, que testemunham a esperança e aponta para os sinais de um novo alvorecer.
8 - Ser animador, sem descuidar do governo. O capital mais importante da Fraternidade provincial é a pessoa do Irmão, de cada Irmão. Animar é investir nos irmãos acima de tudo, sem descuidar das exigências de governo e administração.
9 - Cuidar e investir muito na formação permanente e inicial. Entre os vários meios, a Ordem se insiste especialmente na importância do acompanhamento (personalizado, em fraternidade).
10 - Trabalhar incansavelmente pela vitalidade missionária na vida dos irmãos e da Fraternidade em vista de uma Província em saída, acreditando muito na interprovincialidade, internacionalidade, etc.

Então, Frei Fidêncio, “coragem, que Deus lhe dê forças. Você pode contar com a força e com o dom e também pode contar com os irmãos. E que você se sinta assim com novas forças e motivação para assumir este serviço e continuar assim, como fazia, com toda dedicação e com todo amor. Que Deus te abençoe”, pediu Frei Nestor.


Depois da homilia do celebrante, Frei Fidêncio fez sua profissão de fé como Provincial eleito: “Eu, Frei Fidêncio, firmemente creio e professo todos e cada um dos artigos contidos no símbolo da fé, a saber: Creio em um só Deus, Todo-Poderoso (…) Também, firmemente aceito e guardo todas e cada uma das coisas referentes à doutrina da fé e costumes, quer sejam pela Igreja definidas por um solene pronunciamento, quer sejam sustentadas e declaradas pelo magistério ordinário – da maneira que pela mesma Igreja são propostas, principalmente aquilo que se refere ao ministério da Santa Igreja de Cristo, aos Sacramentos da mesma, ao Sacrifício da Missa, e ao Primado do Romano Pontífice”. Depois veio o termo de compromisso com a Ordem e a Fraternidade Provincial e o momento de Ação de Graças.

A posse terminou com a bênção do Ministro eleito e o abraço da paz. Já não havia mais tensão na face do novo Ministro, que não segurou mais as lágrimas… 

A noite desta quinta-feira, 21 de janeiro, terminou em festa no Seminário de Agudos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Papa pede aos governos ricos: Não esqueçais os pobres!

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Cidade do Vaticano – Em Davos, localidade suíça que hospeda o Fórum Econômico Mundial, o Cardeal Peter Turkson, Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, foi portador de uma mensagem escrita pelo Papa Francisco e dirigida ao fundador e presidente executivo do encontro, o Prof. Klaus Schwab.

O Pontífice faz votos que esta edição, intitulada “Dominar a quarta revolução industrial”, incentive uma contínua responsabilidade social e ambiental através de um diálogo construtivo com representantes de governo, da atividade empresarial e da sociedade civil, participantes dos setores político, financeiro e cultural.

Tocando uma questão que o preocupa especialmente, o Papa fala do problema do desemprego, que afeta, atualmente, centenas de milhões de pessoas. “Aliada à redução da cobertura da previdência social, esta situação gera o aumento preocupante da desigualdade e da pobreza em vários países”, frisa, lembrando que os novos modelos empresariais devem criar trabalho digno para todos, manter e consolidar os direitos sociais e proteger o meio ambiente. O homem deve guiar o progresso tecnológico, sem se deixar dominar por ele!”, destaca Francisco.

Depois de apelar novamente aos líderes do mundo dos negócios a “não se esquecerem dos pobres”, porque este é “o maior desafio”, o Papa pediu uma autocrítica: “Chorar diante do drama dos outros não significa apenas compartilhar os seus sofrimentos, mas também e sobretudo dar-se conta de que as nossas ações são causa de injustiça e desigualdade” e uma atitude: “Nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo”, disse, citando a Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

Para o Papa, “abrindo a mente e o coração aos pobres, pode-se dar livre curso aos talentos econômicos e técnicos e descobrir a felicidade de uma vida plena, que o consumismo, de por si, não pode oferecer”. Francisco colhe a ocasião e pede aos empresários um esforço conjunto para perseguir um desenvolvimento sustentável e integral. “Isto tornará possível melhorar as precárias condições de vida de milhões de pessoas e colmar o fosso social que dá origem a inúmeras injustiças”, conclui o Papa.

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
AO PROFESSOR KLAUS SCHWAB
PRESIDENTE EXECUTIVO DO FÓRUM ECONÓMICO MUNDIAL


Antes de mais nada, quero agradecer-lhe pelo gentil convite a dirigir uma palavra à reunião anual do Fórum Econômico Mundial, que terá lugar em Davos-Klosters, no final de Janeiro, sob o tema «Mastering the Fourth Industrial Revolution – Dominar a quarta revolução industrial». Formulo votos cordiais pelo bom sucesso do encontro, que visa incentivar uma contínua responsabilidade social e ambiental através de um diálogo construtivo com responsáveis de governo, da atividade empresarial e da sociedade civil, e também com representantes ilustres dos setores político, financeiro e cultural.

A aparição da chamada «quarta revolução industrial» foi acompanhada pela crescente percepção da inevitabilidade de uma redução drástica do número de postos de trabalho. Os últimos estudos, realizados pela Organização Internacional do Trabalho, indicam que o desemprego afeta, atualmente, centenas de milhões de pessoas. O financiamento e tecnologização das economias nacionais e da global produziram profundas mudanças no campo do trabalho. A diminuição de oportunidades para um emprego vantajoso e digno, aliada a uma redução da cobertura da previdência social, estão causando um aumento preocupante da desigualdade e da pobreza em vários países. Claramente surge a necessidade de criar novos modelos empresariais que, enquanto promovem o desenvolvimento de tecnologias avançadas, sejam capazes também de utilizá-las para criar trabalho digno para todos, manter e consolidar os direitos sociais e proteger o meio ambiente. O homem deve guiar o progresso tecnológico, sem se deixar dominar por ele!

Mais uma vez faço apelo a todos vós: «Não esqueçais os pobres!» Este é o principal desafio que, como líderes no mundo dos negócios, tendes diante de vós. «Quem tem os meios para levar uma vida decente, em vez de estar preocupado com os privilégios, deve procurar ajudar os mais pobres a terem, também eles, acesso a condições de vida respeitosas da dignidade humana, nomeadamente através do desenvolvimento do seu potencial humano, cultural, económico e social» (Discurso à classe dirigente e ao Corpo Diplomático, Bangui, 29 de Novembro de 2015).

Não devemos permitir jamais que «a cultura do bem-estar nos anestesie» e torne «incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios», de modo que «já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe» (Evangelii gaudium, 54).

Chorar à vista do drama dos outros não significa apenas compartilhar os seus sofrimentos, mas também e sobretudo dar-se conta de que as nossas ações são causa de injustiça e desigualdade. Por isso, «abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo» (Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, Misericordiae vultus, 15).

Quando nos damos conta disto, tornamo-nos mais plenamente humanos, uma vez que a responsabilidade pelos nossos irmãos e irmãs é uma parte essencial da nossa humanidade comum. Não tenhais medo de abrir a mente e o coração aos pobres. Desta forma, dareis livre curso aos vossos talentos econômicos e técnicos e descobrireis a felicidade duma vida plena, que o consumismo, de por si, não pode oferecer.

Perante mudanças profundas e epocais, os líderes mundiais são desafiados a garantir que a vinda da «quarta revolução industrial», os efeitos da robótica e das inovações científicas e tecnológicas não levem à destruição da pessoa humana – acaba substituída por uma máquina sem alma – nem à transformação do nosso planeta num jardim vazio para deleite de poucos escolhidos.

Ao contrário, o momento presente oferece uma oportunidade preciosa para guiar e governar os processos em curso e construir sociedades inclusivas, baseadas no respeito da dignidade humana, na tolerância, na compaixão e na misericórdia. Exorto-vos, pois, a retomar os vossos debates sobre como construir o futuro do planeta, «nossa casa comum», e peço-vos para fazerdes um esforço conjunto para perseguir um desenvolvimento sustentável e integral.

Como já disse muitas vezes e agora de bom grado o repito, a atividade empresarial é «uma nobre vocação orientada para produzir riqueza e melhorar o mundo para todos», sobretudo se «se pensa que a criação de postos de trabalho é parte imprescindível do seu serviço ao bem comum» (Laudato si’, 129). Como tal, tem a responsabilidade de ajudar a superar a complexa crise social e ambiental presente e de combater a pobreza. Isto tornará possível melhorar as precárias condições de vida de milhões de pessoas e colmatar o fosso social que dá origem a inúmeras injustiças e corrói os valores fundamentais da sociedade, nomeadamente a igualdade, a justiça e a solidariedade.

Desta forma, preferindo os meios do diálogo, o Fórum Econômico Mundial pode tornar-se uma plataforma para a defesa e salvaguarda da criação e para a obtenção de um «progresso que seja mais saudável, mais humano, mais social, mais integral» (Laudato si’, 112), tendo em conta também os objetivos ambientais e a necessidade de maximizar os esforços para erradicar a pobreza, como estabelecido na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e no Acordo de Paris sob a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas.

Senhor Presidente, com renovados votos pelo bom sucesso da próxima reunião de Davos, invoco sobre a sua pessoa, sobre todos os participantes no Fórum e sobre as suas famílias abundantes bênçãos de Deus.

Vaticano, 30 de Dezembro de 2015.

FRANCISCO

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O desafio de ser Irmãos e Menores

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Moacir Beggo

O novo ano se inicia na Província Franciscana da Imaculada Conceição em ritmo intenso devido ao Capítulo Provincial que será realizado de 18 a 26 de janeiro, no Seminário Santo Antônio, em Agudos. Nestas duas semanas, os frades estarão reunidos em assembleia para celebrar e definir os rumos de sua vida e missão no próximo triênio. Mas mais do que isso, segundo o Visitador Geral, Frei Nestor Inácio Schwerz, estarão reunidos sob o “acertado” tema central: “Evangelizar como Irmãos e Menores”.

Para Frei Nestor, que será o presidente do Capítulo, este tema também está em sintonia com o pedido do Papa Francisco para levar ao mundo a “alegria do Evangelho”, uma missão de todos os cristãos e religiosos. “Segundo São Francisco, seus seguidores devem se chamar todos de irmãos menores”. Mais do que o nome ‘irmãos menores’, ser irmão, viver como irmão e atuar como irmão, é uma missão. Nós mesmos temos que, cotidianamente, retomar esta vocação porque não é algo pronto e acabado. É muito desafiador viver como irmãos em meio às diferenças entre nós e mais ainda quando nos deparamos com toda essa diversidade na comunidade, na sociedade e no mundo. Viver aí, como irmãos e menores, e construir uma fraternidade, é uma grande missão”, enfatizou.

Frei Nestor lembrou a necessidade desse testemunho num mundo dividido e muito marcado por violências. “Vemos essa onda gigantesca das migrações em que as diferenças de religiões e culturas vão se encontrando”, exemplificou, citando que em sua visita às fraternidades se deparou com muitos estrangeiros no Brasil. Segundo o frade, ser irmão e menor, como queria São Francisco, não tem nada de infantil. “O irmão menor é servo, não age como quem se impõe, como quem tem o poder. Ser menor é não ter nada de próprio. São Francisco insistiu muito nisso, porque não somos donos de nada e de ninguém. Nós recebemos tudo. Tudo é dom de Deus, tudo é graça. Então, acolhemos esses dons de Deus, administramos de forma responsável, mas queremos restituir isso em forma de solidariedade, serviço, doação e partilha. Esse tema, por si só, nos ajuda a rever a nossa identidade e nos ajuda a refletir sobre a nossa missão no mundo e na Igreja de hoje”, explicou.

Frei Nestor adiantou que os capitulares também terão a assessoria do Pe. França Miranda, jesuíta, para uma reflexão sobre o mundo de hoje. “E ele já disse que vai fazer uma leitura, sobretudo teológica, do mundo, da sociedade e da Igreja, muito na perspectiva daquilo que o Papa Francisco está propondo, com insistência, em suas falas e gestos, em uma Igreja em saída, uma Igreja solidária, uma Igreja aberta, e que vai ao encontro das periferias. A partir disso, como nós podemos também ser uma fraternidade em saída? Não uma fraternidade fechada em si mesmo, voltada sobre si mesma, mas uma fraternidade missionária, que sabe dialogar com o mundo de hoje, com todos os desafios e realidades presentes em nosso tempo”, observou.

Segundo Frei Nestor, outras reflexões virão a partir dos relatórios do Ministro Provincial e do seu relatório. “O meu relatório vai ser elaborado, sobretudo, a partir das visitas e dos meus contatos, conversas, com cada irmão nas fraternidades”, explicou. Segundo o presidente do Capítulo, os capitulares poderão aprofundar os temas abordados em grupos e dar o encaminhamento.


O QUE É O CAPÍTULO

Segundo Frei Nestor, o Capítulo é um acontecimento fraterno e que, pelos Estatutos Gerais, é uma assembleia dos frades para tratar da direção da vida e da missão dos irmãos na Província, ou como dizem as nossas Constituições Gerais, esta assembleia tem o dever de analisar o estado atual da vida e da atividade dos irmãos da Província.

Portanto, é um acontecimento fraterno, de muita partilha e é também espiritual. “Antes do Capítulo se reza nas nossas fraternidades, com o povo, com as Clarissas, para que o Capítulo seja muito inspirado e conduzido pelo Espírito de Deus, pelo Evangelho e pela Palavra. Durante o Capítulo também há muitos momentos de oração”, explicou.

Mas a história é dinâmica e a assembleia capitular terá muito trabalho pela frente. “Existem novos desafios, novas situações, novas realidades da vida e da missão dos frades. Então, tomam-se decisões, geralmente no final da assembleia, para os próximos anos. Essas decisões vão orientar sobretudo o novo governo provincial e a Província toda no próximo triênio ou no sexênio”.

O PROCESSO

Embora compete a Frei Nestor presidir o Capítulo, é humanamente impossível ele cuidar de tudo. Para isso, foi criada a Comissão Preparatória, que pensou no tema, em todos os detalhes, na programação, na logística e na agenda que já foi aprovada pelo Definitório Provincial na última reunião, mas ainda será apresentada para o aval dos capitulares no início do Capítulo (processo).

Frei Nestor foi nomeado Visitador pelo Ministro Geral, Frei Michael Perry, em junho último. Desde então, ele passou a visitar as Fraternidades da Província. “A visita canônica consiste no seguinte, segundo a nossa tradição. O Ministro Geral deveria, na verdade, fazer esta visita a todos os irmãos quando uma Província vai realizar um Capítulo Provincial. Mas como a nossa Ordem, felizmente, ainda é grande – somos quase 14 mil irmãos no mundo todo e ao redor de cem províncias e entidades -, então é impossível para ele fazer isso. Na nossa Ordem, o Ministro Geral escolhe um frade de outra Província para fazer esta visita a todas as fraternidades no tempo capitular. Ela se chama ‘visita canônica’, porque é antes, na verdade, uma visita fraterna. É canônica porque obedece a certos cânones, regras ou orientações, e consiste sobretudo na escuta. Trata-se de escutar especialmente a cada frade, cada irmão, nesta visita. Mas a gente escuta lideranças leigas onde os frades atuam nas Paróquias, nas frentes de educação, em emissoras de rádio e TV, em editoras e depois visita também o bispo para escutá-lo sobre a presença dos frades na sua diocese. Também ouvimos as Clarissas e a Ordem Franciscana Secular. No fim da visita em cada fraternidade, sempre fiz um momento de ‘capítulo local’, de um encontro para partilhar um pouco daquilo que ouvi, observei, em forma de animação e sugestões para melhorar alguns aspectos da missão em cada dia”, detalhou Frei Nestor.

“Foi uma experiência muito boa, bonita, rica. Senti-me muito bem acolhido em todas as casas; melhorei os meus conhecimentos geográficos, porque uma coisa é ouvir falar onde é que fica Xaxim, Coronel Freitas, Concórdia, Colatina, outra coisa é ir ali, ver, escutar e passar uns dias”, confessou.

AS ELEIÇÕES

Segundo a agenda do Capítulo que já foi aprovada pelo Definitório, mas ainda será submetida à assembleia capitular, a eleição para Ministro Provincial será no dia 21 de janeiro, uma quinta-feira. “Esta Província tem o seguinte esquema para a eleição do Provincial. Primeiro se faz uma indicação geral, de onde saíram os 10 nomes mais votados, que foram enviados para o Ministro Geral e seu Definitório aprovarem cinco desta lista. Geralmente são os cinco mais votados. Com a homologação destes nomes, foi feito o primeiro escrutínio da eleição propriamente dita, onde todos os Irmãos da Província de profissão solene com direito a voto (316) participam. E na tarde deste dia 21 de janeiro, vamos fazer a apuração deste primeiro escrutínio. Para ser eleito, um dos nomes deverá receber maioria absoluta – metade mais um – dos votos de todos os frades com direito a votar. Caso contrário, naquela noite, nós vamos proceder a eleição segundo às orientações dos Estatutos da Província. Então, esperamos que no dia 21, se não for à tarde ou à noite, vamos confirmar a eleição do Ministro Provincial. E no outro dia, 22, teremos uma prévia para o Vigário Provincial e os Definidores. Isto vai ser divulgado dentro da assembleia e, no domingo, dia 24, será feita a eleição. Então, no dia 24, já queremos estar celebrando a eleição do novo governo provincial. A posse será feita à noite deste dia 24”, explicou Frei Nestor.

Segundo o frade, o Capítulo é realizado a cada seis anos, como é o caso deste em Agudos, pois também elege o novo Ministro e Vigário Provincial.

Neste Capítulo, se o atual Ministro Provincial for reeleito, será por mais três anos; se for outro, será por seis anos. “Depois de três anos, há um capítulo intermediário em que também se faz uma análise da situação e também se faz uma avaliação de como estão na prática as decisões que foram tomadas no Capítulo anterior e se elegem os definidores. Os mesmos podem permanecer ou serem mudados. Mas não mudam o Ministro e o Vigário em caso de serem eleitos para seis anos”, explicou.

“Nos Estatutos da Província consta que todos os frades professos solenes são capitulares e existem aqueles frades que têm responsabilidades ou encargos, como os guardiães, os definidores etc, por dever de ofício de participar e os outros que se inscrevem livremente para participar. Em si, todos os frades de profissão solene podem participar do Capítulo, mas nem todos vão participar deste. Mas há um bom número de inscritos (cerca de 170) e vai ser uma assembleia muito grande”, prevê o presidente.


O PRESIDENTE DO CAPÍTULO

Frei Nestor é gaúcho de Santa Cruz do Sul (Salvador do Sul), e ingressou na Ordem dos Frades Menores em 3 de Fevereiro de 1970. Foi Ministro Provincial da Província São Francisco de Assis em 1995. Durante seis anos, de 2009 a 2015, Frei Nestor esteve a serviço da Cúria Geral como Definidor para a América Latina.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Angelus: ser batizado comporta a responsabilidade de seguir Jesus


Cidade do Vaticano (RV) – “Ser batizado comporta a responsabilidade de seguir Jesus”: após batizar 26 crianças na Capela Sistina, o Papa rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça S. Pedro.

Francisco dedicou toda a alocução que antecede a oração mariana à festa do Batismo do Senhor, que a liturgia celebra este domingo (10/01).

O Evangelho apresenta Jesus, nas águas do Rio Jordão, no centro de uma revelação divina: depois de receber o Batismo, o céu se abriu e desceu sobre Ele o Espírito Santo em forma corporal, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho; eu, hoje, te gerei”. Deste modo, explicou o Papa, Jesus é consagrado e manifestado pelo Pai como o Messias salvador e libertador.

Espírito Santo, artífice principal

Neste evento, prosseguiu, ocorreu a passagem do Batismo de João Batista, baseado no símbolo da água, ao Batismo de Jesus com o Espírito Santo e com o fogo. De fato, no Batismo cristão, o Espírito Santo é o artífice principal: “É Ele que queima e destrói o pecado original, restituindo ao batizado a beleza da graça divina; é Aquele que nos liberta do domínio das trevas, isto é, do pecado, e nos transfere para o reino da luz, ou seja, do amor, da verdade e da paz. Pensemos a qual dignidade nos eleva o Batismo!”.

Todavia, recordou Francisco, esta realidade de sermos filhos de Deus comporta a responsabilidade de seguir Jesus e reproduzir em nós mesmos os seus traços: mansidão, humildade e ternura. “E isso não é fácil, especialmente se nos circunda tanta intolerância, soberba e dureza. Mas é possível com a força que nos vem do Espírito Santo! O Espírito nos doa a ternura do perdão divino e nos dá a força invencível da misericórdia do Pai.”

Lição de casa

Na festa do Batismo de Jesus, o Papa deu uma “lição de casa” aos fiéis na Praça S. Pedro: que procurem saber qual foi a data do seu Batismo, porque não é uma data qualquer, mas uma data a festejar, "pois é o nosso renascimento como filhos de Deus”.

E concluiu: “Que a Virgem Maria nos ajude a viver com alegria e fervor apostólico o nosso Batismo, acolhendo todos os dias o dom do Espírito Santo, que nos faz filhos de Deus”.

Ao final do Angelus, o Pontífice recordou a celebração da Santa Missa, momentos antes, em que batizou inúmeros bebês, e concedeu uma benção especial a todas as crianças que foram batizadas recentemente e também aos jovens e adultos que receberam ou estão se preparando para receber os Sacramentos da iniciação cristã.

Fonte: Rádio Vaticana

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Papa em visita surpresa a jovens em Greccio: "levem uma vida humilde"

Cidade do Vaticano (RV) - Em sua visita surpresa na tarde de segunda-feira (4/1) a Greccio, localizada na região italiana do Lácio (província de Rieti), o Papa Francisco se encontrou com os jovens que participavam do “Encontro Greccio 2016”. Ao grupo, ele ressaltou a importância de dois grandes sinais de Deus na vida dos cristãos para uma vida de humildade.

“Quando na nossa vida não encontramos qualquer estrela especial que nos chama a fazer algo a mais, algo bom, a conduzir um caminho, também a tomar uma decisão, significa que algo está errado. E devo pedir a graça Deus para descobrir a estrela que Ele gostaria que eu visse, porque aquela estrela me conduzirá a Jesus”, disse.

Estrela de Belém

Tendo como base as celebrações natalinas, o Papa lembrou da narração do Evangelho sobre a Estrela de Belém, que guiou os Três Reis Magos até a manjedoura.

“No Evangelho, quando se fala do nascimento de Jesus, há dois desses sinais que me levam a refletir. Também gostaria que pensassem nisso. O primeiro sinal, que não é o primeiro cronologicamente, mas o segundo, é daquela Estrela dos Reis Magos: ‘Vimos a sua Estrela, e nós viemos’. Mas o céu é repleto de estrelas ou não? É repleto! Mas eles viram uma especial, uma estrela que os fizeram a deixar tanta coisa e a iniciar um caminho que não sabiam ao certo por onde’, ressaltou o papa.

Além disso, o Papa Francisco recordou da pequenez de Deus, na presença de Cristo na manjedoura, como outro sinal para guiar a vida dos cristãos. “A pequenez de Deus: Deus se rebaixou, humilhou-se para ser um de nós, para caminhar a nossa frente”, falou.

Uma vida de humildade

O Papa também ressaltou sobre a mansidão de Deus presente no Menino Jesus. “Esta mansidão de uma criança é outro sinal: a minha vida, é uma vida de mansidão, humilde, que não tem o nariz empinado, que não é orgulhosa? Os dois sinais que nos faltam na vida: descobrir a Estrela que Deus quer para mim, e que me guiará ao outro”, afirmou.

Segundo Francisco, os Reis Magos foram sábios ao deixarem-se guiar pela Estrela.

“Espero que a vida de vocês seja acompanhada sempre com esses dois sinais, que são um dom de Deus: que não falte a vocês a Estrela e a humildade de redescobrir o Menino Jesus, nos pobres, nos humildes, naqueles que são rejeitados na sociedade e também na sua própria vida. Eu vos desejo isso. Não poderia dizer outra coisa”, finalizou o Papa, abençoando os jovens e rezando com eles a oração da Ave Maria.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/

Papa faz visita surpresa a Greccio, onde São Francisco instituiu o Presépio


Cidade do Vaticano (RV) - Na tarde desta segunda-feira o Papa Francisco fez uma visita surpresa a Greccio, localizada na região italiana do Lácio (província de Rieti), para visitar o lugar em que São Francisco instituiu – na noite de Natal de 1223 – o Presépio. Ali se deteve por alguns minutos em “oração pessoal”.

De fato, tratou-se de uma visita surpresa, comunicada somente ao prior do Santuário de Greccio e ao bispo de Rieti, Dom Domenico Pompilli. Situada a quase 100Km de Roma, o Pontífice fez a breve viagem de automóvel.

O Santo Padre foi acolhido por cerca de 70 jovens que estão participando de um encontro em andamento no Santuário desde sábado, 2 de janeiro. Antes de visitar a capela do Santuário de Greccio, Francisco havia almoçado com o bispo de Rieti, Dom Pompilli. Após a visita privada, o Papa encontrou também a comunidade franciscana local.

Os jovens saudados pelo Papa estão reunidos num encontro promovido pela Diocese de Rieti. Com participantes de toda a Itália, a iniciativa tem como fio condutor a “Laudato si”, Carta encíclica do Papa Francisco sobre o cuidado da casa comum.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Retrospectiva 2015

Foram muitas emoções vividas nesse ano de 2015.

A igreja das Chagas acolheu apresentações de concertos variados, grupos e visitas.

Encerramos os 800 anos de nascimento de São Luís IX, rei da França, patrono da Ordem Franciscana Secular no dia 25/08 com apresentação do grupo Cantique e do Coral da Polícia Militar e uma emocionante missa presidida pelo Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, OFM.

Tivemos a graça de ser a primeira fraternidade da OFS do Brasil a receber a imagem e relíquia de São Francisco de Assis que percorrerá todas as fraternidades em terras brasileiras em preparação aos 800 anos de fundação da Ordem Franciscana Secular no ano de 2021.  A missa presidida pelo Cardeal Dom Cláudio Hummes foi muito alegre e repleta de bênçãos.

Recebemos 08 novos irmãos no Rito de Admissão à OFS.

E 02 (duas) irmãs disseram o “sim” definitivo à OFS, percorrendo conosco a caminhada franciscana na vida em fraternidade.

Pela primeira vez está acontecendo a Exposição de presépios na igreja das Chagas. Está muito bonito e recebendo muitos visitantes. Vale a pena apreciar até o dia 06/01/16.

Como Conselho, estamos trabalhando incansavelmente para regularizar a difícil situação financeira da Venerável Ordem Terceira.

Temos ainda pela frente um longo caminho. Não desanimamos e agradecemos ao nosso Bom Deus pela graça que nos acompanha a cada novo dia.

Deus cuida! A Obra é de Deus!

Agradeço aos irmãos e irmãs pela presença e dedicação nas orações e vida fraterna.

Agradecemos aos benfeitores que nos ajudam na manutenção da Igreja.

Agradecemos também aos nossos leitores pelo carinho e acolhimento.

Que Deus em sua infinita bondade e misericórdia conceda a todos muitas bênçãos e graças e Ano Novo com muita fé, saúde e felicidade em Cristo Jesus.

Por tudo Deus seja louvado!

Maria Nascimento