quinta-feira, 30 de julho de 2015

Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula: o perdão de Assis

A virgem Maria na contemplação de Francisco e Clara

INTRODUÇÃO

• Toda pessoa tem uma dimensão contemplativa: aceitação da vida, ação que nos transforma para a vida. Deus é o agente de nossa dimensão contemplativa.

• Nascemos humanos: “humano” é ser que desperta para a presença de Deus; sintonia para enxergar a razão de todas as coisas e sentir a relação com os seres.

• “Acender a luz dos olhos e do coração”; o despertar, dentro e ao redor de cada um, para o tempo, o meio, a vida, as pessoas que cada dia nos encontram e nos transformam.

• Essa transformação vai nos unindo a Deus que, respeitando nossa individualidade, vai nos transformando em Cristo.

• O último passo da contemplação: Deus nos torna colaboradores seus no anúncio desta transformação e realização, comunicando à cada pessoa esta nova vida recebida.

• Todos esses passos aconteceram na vida de Maria, “a Virgem feita Igreja”.

• Francisco e Clara, pela contemplação de Maria, refizeram este caminho em suas vidas.

PEQUENOS E FRACOS COMO MARIA

• Deus resolveu começar tudo com uma mulher, jovem, solteira, pobre, noiva de um carpinteiro, moradora de um vilarejo tão miserável que nem constava dos mapas de Israel. Uma criatura para a qual nenhum poderoso iria olhar.

• O Deus da Bíblia trabalha, com predileção, justamente com o pobre, o pequeno, o fraco, o desprezado. Seu Filho seria o filho desta mulher, uma mulher pobre numa aldeia no fim do mundo. Os auxiliares imediatos de seu filho seriam pescadores por quem ninguém daria nada.

• É fundamental entendermos esse sentido de ser virgem: não pertencer a ninguém, não contar nada como elemento constituinte do povo, não ser nada. É disso que Deus precisa para começar a fazer um contemplativo, porque é dessa massa que Ele faz um Cristo.

• Essa pobreza, esse “nada” da Mãe de Jesus é importante na contemplação de Francisco e Clara, que exatamente aí fundamentaram toda sua vida de recolhimento e ação. Ser pobre de tudo para ser rico de Deus, como Maria, era o grande sonho de Francisco e Clara e a realização de sua alegria.

UNIDOS AO ESPÍRITO COMO MARIA

• Essa virgem de Nazaré era mais uma figura do Povo, paralela daquela menina enjeitada, símbolo de Jerusalém, que alguém tinha jogado no lixo da cidade e estava para ser devorada pelos corvos se Deus não a recolhesse, como disse o profeta Ezequiel (Ez 16, 1-15). É Maria, símbolo da Esposa bíblica que é o miserável povo de Israel, que Deus convidou para ser Mãe unindo-se ao seu próprio Espírito.

• A história dessa enjeitada que virou rainha é a história de cada um dos contemplativos: o Espírito de Deus age como um vento irresistível, construindo Maria dentro de cada um. Maria do silêncio, que sabia “conferir as coisas em seu coração” (Lc 2,52): é a visão contemplativa que abrange o mundo.

• Francisco e Clara contemplam Maria em integração perfeita com a Santíssima Trindade: filha, mãe e esposa. Antífona do Ofício da paixão: “Santa Virgem Maria, não há mulher nascida no mundo semelhante a vós, filha e serva do altíssimo Rei e Pai celestial, Mãe de nosso santíssimo Senhor Jesus Cristo, esposa do Espírito Santo”.

• Contemplação toda pelos olhos e extremamente concreta, objetiva. A Maria que Francisco e Clara conhecem não tem nada de teorias e não se perde no mundo dos conceitos: é um espelho prático em que enxergam a atuação do Espírito de Deus. Assumem as atitudes de Maria frente a Deus, e como ela, concebe, gera e dá a luz à Palavra de Deus, dando-lhe vida e forma.

• Porque a devoção de Francisco e Clara para com Maria foi justamente essa: aprender a acolher o Cristo para dá-lo à luz do mundo, com eles e em sua casa, Maria se tornou Mãe de toda a família franciscana.

MÃE DA HUMANIDADE COMO MARIA

• Maria gerou o corpo de Jesus de Nazaré e gera o espírito de cada um dos filhos de Deus até ficarem parecidos com o Primogênito de Deus. É através dela que cada um e todos juntos consituem o Cristo Místico, em seu Corpo, a Igreja.

• Maria mostra como se humaniza Deus e se diviniza o homem. Nela, a humanidade acolheu Deus e nela Deus é humanidade. Aquele pequenino envolto em fraldas, aquela criança com as feições de Maria, que com ela aprendeu a falar e a andar é Deus feito homem, transformação da história dos homens.

• Francisco e Clara contemplavam em Maria o mistério da encarnação, sem separar Jesus de sua Mãe. Porque, sem essa mulher, o Cristo seria um maravilhoso salvador sem bases históricas (humanidade), pois é nela que se encontram a divindade e a humanidade.

• Clara se comove porque “tão grande e glorioso Senhor quis descer ao seio da Virgem” (1Ct IP, 19). Francisco transborda de reconhecimento pela mulher que tornou possível a descida de Deus e da qual “recebeu verdadeiramente, em seu seio, o corpo da nossa frágil humanidade” (C.Fiéis 1,4).


NA MISSÃO DE DEUS COM MARIA

• A contemplação da vida de Maria parece ter alimentado toda a vida evangélica de Francisco e Clara: ela foi a primeira criatura humana a acolher o Reino de Deus. Essa é a base de toda a missão, pois Maria ensina tanto a acolher o Reino de Jesus como a fazê-lo nascer no coração de cada um.

• Francisco recordava Nossa Senhora como uma missionária percorrendo estradas com Jesus e os apóstolos. Ele a via pobre como Jesus, mas também como senhora e rainha como seu Filho sera rei e senhor. Maria, nossa irmã, representou toda a humanidade acolhendo a Redenção.

• Francisco e Clara plantaram entre seus filhos e filhas a convicção do Reino no coração dos desprotegidos, justamente por serem tão unidos à Mãe do Povo de Deus. Foi Maria quem os ensinou a partir do vazio da pobreza, unir-se a Deus no mais perfeito amor e ser “mães” de cada um dos pequenos seguidores de Jesus, ricos do seu sonho do Reino da Boa Nova. Esse sonho é possível a todos, porque na verdade o Reino de Deus começa no coração de cada um.


CONCLUSÃO – PARA REFLETIR E MEDITAR

• Da contemplação de Maria, Francisco e Clara descobriram um caminho, um modo de ser e de viver. Minha vida de oração/contemplação está me conduzindo por um caminho de comunhão mais verdadeira com Deus, com as pessoas e com as criaturas?

• A oração/contemplação conduz necessariamente à conversão, ao seguimento e à configuração com Cristo. Ele está vivendo em mim? Sou capaz de descobrí-lo, serví-lo e amá-lo nas pessoas e situações todas da vida.

• Minha vida é um “espelho” que reflete a vida e a presença do amor de Deus? Como está meu testemunho de Cristo?


Frei Regis Daher, ofm




Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula: o perdão de Assis

Condições para receber a indulgência plena do Perdão de Assis (para si mesmo e para os defuntos)

No dia 2 de agosto de cada ano (das 12 horas do dia 1º de agosto até as 24 horas do dia 2), pode se adquirir a Indulgência Plenária, com as seguintes condições:

• Visitando uma igreja paroquial, onde se reza o Credo, para afirmar a própria identidade cristã; e o Pai Nosso, para afirmar a própria dignidade de filhos de Deus recebida no Batismo;

• Confissão sacramental para estar em graça de Deus (oito dias antes ou depois);

• Participação na Missa e comunhão eucarística;

• Uma oração nas intenções do Papa. A indulgência só pode ser lucrada uma vez.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula: o perdão de Assis

Como São Francisco pediu e obteve a indulgência do perdão

Segundo o testemunho de Bartolomeu de Pisa, a origem da Indulgência da Porciúncula se deu assim:

Uma noite, do ano do Senhor de 1216, Francisco estava compenetrado na oração e na contemplação na igrejinha da Porciúncula, perto de Assis, quando, repentinamente, a igrejinha ficou repleta de uma vivíssima luz e Francisco viu sobre o altar o Cristo e à sua direita a sua Mãe Santíssima, circundados de uma multidão de anjos. Francisco, em silêncio e com a face por terra, adorou a seu Senhor.

Perguntaram-lhe, então, o que ele desejava para a salvação das almas. A resposta de Francisco foi imediata: “Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero pecador, te peço, que, a todos quantos arrependidos e confessados, virão a visitar esta igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas”.

O Senhor lhe disse: “Ó Irmão Francisco, aquilo que pedes é grande, de coisas maiores és digno e coisas maiores tereis: acolho portanto o teu pedido, mas com a condição de que tu peças esta indulgência, da parte minha, ao meu Vigário na terra (Papa)”.

E imediatamente, Francisco se apresentou ao Pontífice Honório III que, naqueles dias encontrava-se em Perusia e com candura lhe narrou a visão que teve. O Papa o escutou com atenção e, depois de alguns esclarecimentos, deu a sua aprovação e disse: “Por quanto anos queres esta indulgência”? Francisco, destacadamente respondeu-lhe: “Pai santo, não peço por anos, mas por almas”.

E feliz, se dirigiu à porta, mas o Pontífice o reconvocou: “Como, não queres nenhum documento”? E Francisco respondeu-lhe: “Santo Pai, de Deus, Ele cuidará de manifestar a obra sua; eu não tenho necessidade de algum documento. Esta carta deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o Escrivão e os Anjos as testemunhas”.

E poucos dias mais tarde, junto aos Bispos da Úmbria, ao povo reunido na Porciúncula, Francisco anunciou a indulgência plenária e disse entre lágrimas:”Irmãos meus, quero mandar-vos todos ao paraíso!”

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula: o perdão de Assis


O testemunho das Fontes Franciscanas

Diversos textos, das assim chamadas “Fontes Franciscanas”, falam do sentido e do valor que este lugar passou a ter na vida de São Francisco, e posteriormente considerado “cabeça e mãe dos Frades Menores”.

Legenda Perusina, cap. 8
• “Vendo o bem-aventurado Francisco que o Senhor queria aumentar o número de seus frades, disse-lhes um dia: ‘Caríssimos irmãos e meus filhinhos, vejo que o Senhor quer fazer crescer a nossa família. Parece-me que seria prudente e próprio de religiosos irmos pedir ao Senhor Bispo ou aos cônegos de S. Rufino ou ao abade do mosteiro de São Bento uma igreja pequena e pobre onde os frades posssam recitar as horas e, ao lado, uma casa pequena e pobre, de barro e de vimes, onde os frades possam descansar e fazer o que lhes for necessário.O lugar que agora habitamos já não é conveniente e a casa é exígua demais para nos abrigar, visto que aprouve ao Senhor multiplicar-nos. Foi então apresentar ao bispo o seu pedido, que lhe respondeu assim: “Irmão, não tenho igreja para vos dar”. Dirigiu-se em seguida aos cônegos de S. Rufino. Estes deram-lhe a mesma resposta. Foi dali ao mosteiro de São Bento do Monte Subásio. Falou ao abade como fizera ao bispo e aos cônegos, relatando-lhe a resposta que deles obtivera. O abade compadecido, depois de se aconselhar com os seus monges, resolveu com eles, como foi da vontade de Deus, entregar ao bem-aventurado Francisco e seus frades a igreja de Santa Maria da Porciúncula, a mais pobre que eles possuiam. Para o bem-aventurado Francisco era tudo quanto de há muito desejava. …

Não cabia em si de contente, com o benefício recebido: porque a igreja era dedicada à Mãe de Cristo; porque era muito pobre; e também pelo nome que era conhecida. Era com efeito chamada de Porciúncula, presságio seguro de que viria a ser cabeça e mãe dos pobres frades menores. O nome de Porciúncula tinha sido dado a esta igreja por ter sido construída numa porção acanhada de terreno que de há muito assim era chamada”

T.Celano, Vida I, cap. 9,21
• “Depois que o santo de Deus trocou de hábito e acabou de reparar a Igreja de São Damião, mudou-se para outro lugar próximo da cidade de Assis, … chamado Porciúncula, onde havia uma antiga igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus, mas estava abandonada e nesse tempo não era cuidada por ninguém. Quando o santo de Deus a viu tão arruinada, entristeceu-se porque tinha grande devoção para com a Mãe de toda bondade, e passou a morar ali habitualmente. No tempo em que a reformou, estava no terceiro ano de sua conversão”

Espelho da Perfeição, cap. 83
• “Embora o Seráfico Pai soubesse que o reino dos céus é estabelecido em todos os lugares da terra… sabia, no entanto, por experiência, que Santa Maria dos Anjos havia sido contemplada com bençãos especiais… Por isso recomendava sempre os frades: ‘Meus filhos, tende cuidado de jamais abandonar este lugar. Se vos expulsarem por uma porta, entrai pela outra. Este lugar é sagrado, morada de Cristo e da Virgem Maria, sua bendita Mãe. Aqui, quando éramos apenas um pequeno número, o bom Deus nos multiplicou. Aqui ele iluminou a alma destes pequeninos com a luz de sua sabedoria, abrasou a nossa alma com o fogo de seu amor”

Espelho da Perfeição, cap. 84
• “Neste tempo nasceu a Ordem dos Frades Menores, multidão de homens que, então, começou a seguir o exemplo do Seráfico Pai. Clara, esposa de Cristo, recebeu nesta igreja a tonsura, despojando-se das pompas do mundo para seguir a Cristo. Aqui, para Cristo, a Santa Virgem Maria gerou os frades e as Pobres Damas, e, por meio deles, deu Cristo ao mundo. Aqui, estrada larga do mundo antigo tornou-se estreita e a coragem dos que foram chamados tornou-se maior. Aqui foi composta a Regra, a santa pobreza foi reabilitada, a vaidade humilhada e a cruz alçada às alturas. Se algumas vezes o Seráfico Pai sentiu-se conturbado e aflito, neste lugar reanimou-se, o seu espírito recuperou a paz interior. Aqui desaparece toda a dúvida. Por fim, aqui se concede aos homens tudo que o pai pediu por eles”.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula: o perdão de Assis





Apresentação

No calendário litúrgico franciscano, o dia 2 de agosto é dedicado à celebração da Festa de Nossa Senhora dos Anjos, popularmente conhecida como “Porciúncula”. Na introdução do texto litúrgico do missal e da liturgia das horas, se diz o seguinte:

“O Seráfico Pai Francisco, por singular devoção à Santíssima Virgem, consagrou especial afeição à capela de Nossa Senhora dos Anjos ou da Porciúncula. Aí deu início à Ordem dos Frades Menores e preparou a fundação das Clarissas; e aí completou felizmente o curso de seus dias sobre a terra. Foi aí também que o Santo Pai alcançou a célebre Indulgência , que os Sumos Pontífices confirmaram e estenderam a outras muitas igrejas. Para celebrar tantos e tão grandes favores ali recebidos de Deus, instituiu-se também esta Festa Litúrgica, como aniversário da consagração da pequenina ermida”.

Por Frei Régis Daher, OFM


Fonte: http://www.franciscanos.org.br

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A formação na Ordem Franciscana Secular


Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM

O que me importa na vida de Francisco é o que ela nos traz, sua mensagem para hoje. Numa vida, nem tudo tem a mesma importância. Nem tudo é igualmente original e criador. Há na vida de Francisco aspectos que refletem pura e simplesmente seu tempo. Ele pertenceu a uma época e por ela foi marcado. Mas o que me interessa nele é o homem do futuro, o homem que vê além do seu tempo. É a amplitude de sua visão que ultrapassa os limites de uma época. Tomás de Celano, seu primeiro biógrafo, escreveu: “Parecia um outro homem, um homem de outro mundo” (1Cel, 82). É este homem que me interessa profundamente. Que luz traz Francisco para os graves problemas que vivemos hoje? Ele cuja vida inteira foi inspirada por um grande impulso de fraternidade, o que tem a dizer-nos, a ensinar-nos sobre a questão essencial: como chegar a uma verdadeira comunidade humana? Por que nossa civilização parece ter fracassado até hoje? E isto apesar de sua inspiração cristã e humanista ( Éloi Leclerc, O sol nasce em Assis, p.52-53).

1. Em sua origem da palavra “formar” significa dar uma forma, esculpir algo segundo um modelo preestabelecido. Os objetos copiados de um modelo são iguais uns aos outros. Tratando-se de pessoas, as coisas são diferentes. Não fazermos clones. Cada pessoa é única em seu patrimônio genético, em sua história, única aos olhos de Deus. Formar uma pessoa, no caso um franciscano secular, é, antes de tudo acompanhá-la em seu crescimento humano, espiritual e franciscano. Será fundamental que se respeite seu ritmo próprio. Não pode forçar uma planta a que cresça da noite para o dia. Será preciso dar tempo ao tempo. Na formação se transmitem conhecimentos. A formação, no entanto, passa pela vida, atinge a vida e é vida. Requer a partilha de experiências. Uma séria e sólida iniciação à oração faz parte da formação. A pessoa precisa “domiciliar” o que aprendeu pelo conhecimento e experimentou na partilha através da oração. Assim, ensino, partilha e oração são os elementos fundamentais da formação. Vale lembrar que a formação inicial tem como primeiro escopo o discernimento da vocação. Disto cuidarão os formadores.

2. Os que buscam seguir o Evangelho à maneira de Francisco são pessoas que andam antes de tudo desejosas de seguirem Jesus. Querem responder a um apelo do Mestre. Em nossos dias, na formação inicial e permanente não se pode fazer economia de um sério estudo do Documento de Aparecida (CELAM). Ali se insiste na formação do discípulo missionário: encontro pessoal e profundo com o Cristo ressuscitado; enveredar pela trilha da conversão, da transformação a tal ponto que o amargo seja doce e o doce, amargo; viver em íntima comunhão com Cristo ressuscitado e presente na Igreja e o mundo; sair em missão. Todo cristão haverá de percorrer estas etapas que, muitas vezes, se entrelaçam. Os franciscanos seculares não fazem economia desta formação de base. Os que se aproximam da Ordem são pessoas que desejam ser discípulos missionários à maneira de Francisco e de Clara (cf. Documento de Aparecida: O processo de formação dos discípulos missionários, 276- 285, particularmente n. 278).

3. Desnecessário dizer que vivemos um tempo de instabilidade e de mudanças profundas na sociedade, a Igreja, em nossa Ordem. É sempre uma decisão de bravura querer hoje dar orientações na formação humana, cristã, franciscana e missionária. No momento em que vivemos as coisas parecem ter gosto do provisório. Precisamos aprender a viver na intempérie. Quais as configurações de nossa fraternidade secular amanha? Um autor, refletindo sobre a temática da vida religiosa consagrada, assim se exprime: “Nosso destino nesses tempos fragilizados de transição e de incerteza é aprender a viver a espiritualidade do êxodo e da intempérie. Nossa atitude de base é a de sofrer a incerteza, perseverar na insegurança. Sinal de maturidade que aprendamos a suportar a perplexidade, sem adotarmos uma posição de defesa, nem de incorrer na resignação e amargura. É sadio aprender a viver na intempérie, na incerteza, sem ceticismo nem desespero. É sinal de maturidade desaprender muitas coisas, deixar cair o que não tem futuro e não os aferrarmos ao passado. É sadio viver abertos e dispostos ao futuro de Deus no mundo, na Igreja, na Vida Religiosa. É sadio, sobretudo, reaprender a simplicidade da confiança simples, a esperança nua” (José Arregui, OFM, Ante el futuro de la vida religiosa, in Lumen (Espanha) 2001, p. 201-202). Não existe diploma para os que fizeram parte da caminhada. Tudo precisa ser refeito. A formação é permanente. Trata-se, como se disse, de uma espiritualidade do êxodo e da intempérie. Necessário é seguir em frente. Uma palavra forte: coragem. Uma preocupação: procurar águas mais profundas. Quais as marcas características da OFS nos próximos anos.

4. Numa sociedade que duvida de tudo e de si mesma, que tem uma visão “desencantada” do mundo, exprimindo indiferença e por vezes mesmo menosprezando os valores morais e cristãos será fundamental mostrar confiança no futuro. O Evangelho não pode ser um texto que descansa em folhas de papel ou arquivos do computador. Formandos e formadores ficarão atentos para descobrir em direção o Espírito anda soprando.

5. Nutrimos uma paixão esponsal pelo Senhor. Não podemos deixar de ter o cuidado de alimentar uma vida de intimidade com o Senhor: oração sólida e suculenta, contato carinhoso com a Palavra do Senhor, a presença onde dois ou três estão reunidos, na Eucaristia, retiros bem feitos que sejam retiros, leituras de mestres de oração, familiaridade com os salmos. Normalmente, depois de um certo tempo de vida em fraternidade, os franciscanos deveriam compreender que vivem no mundo, mas não são do mundo. Esta seria a prova de que a formação foi ou está sendo bem dada. Necessário instaurar-se o hábito da leitura espiritual da vida e de um regular exame de consciência. Até que ponto nossas fraternidades fazem uma profunda experiência de Deus.

6. Cada irmão que ingressa na Fraternidade precisa ter em mãos as rédeas de sua vida. Ele é o primeiro responsável por sua formação. Os que nos procuram desejam buscar o seguimento de Cristo e de seu Evangelho, e consequentemente, perseguem a santidade de vida. Não querem a superficialidade e a mediocridade.

7.No campo da formação não basta apenas ilustrar a mente com elementos doutrinários da fé e da tradição franciscana. Os que chegam (e os que já estão) se identifiquem com esse movimento de renovação evangélica. Nunca é demais, nesse contexto, voltar ao tema da identidade franciscana.

8. Será importante trabalhar valores humanos: maturidade, coragem, clara consciência do que vem a ser assumir compromissos, superar o universo dos melindres e suscetibilidades, capacidade de conviver com o diferente. Os formadores atentarão para que não seja feita uma formação marcada por meros “devocionalismos”. Será preciso estudar, e estudar de verdade, ler, inventar tardes de estudo, ler os textos franciscanos fundamentais.

9.A formação franciscana vai na linha da impregnação de valores que marcaram Francisco e Clara: postura de simplicidade, vida despojada, gosto pela fraternidade, vontade de não se sobrepor aos outros, senso de partilha, trabalhar sem perder o espírito das devoção, não perder o Espírito do Senhor, ir pelo mundo e ter saudade do eremo, exercitar-se constantemente na práxis da desapropriação, ter o gosto pelas coisas modestas, tomar distância do consumismo, saber degustar as coisas interiormente.

10. Ponto importante na vida dos franciscanos seculares é a qualidade de seus reuniões mensais e gerais. Elas serão de excelente qualidade. A reunião é o sacramento de nossa estima em Cristo e Francisco. Ela será preparada com todo esmero. Os irmãos não podem perder a motivação para participarem de tais encontros. Cuidar-se-á que todos participem. Os que não se fazem presentes haverão de justificar sua ausência. Um Conselho local sábio valoriza cada irmão. Procura descobrir talentos, examina onde e quando cada um pode prestar serviços. O irmão precisa sentir que existe, que conta aos olhos dos outros. O Senhor se aproxima dos irmãos que chegam, de modo particular, pelo Ministro e a equipe de formação.

11. A Ordem Franciscana Secular não é uma piedosa associação de pessoas de boa vontade. São leigos que vão amadurecendo ao longo do tempo que passa e na corresponsabilidade com a missão da Igreja. Segundo as possibilidades de cada de cada um será fundamental o seu ir pelo mundo, para reconstruir a Igreja que está em ruinas conforme a ordem do Senhor a Francisco. Os irmãos não podem deixar de dar sua colaboração de qualidade à paróquia (catequese, liturgia, família, atividades de transformação da realidade. De modo particular, os irmãos deveriam se ocupar da pastoral dos doentes e no serviço da encomendação dos que deixam a terra. Os terceiros são leigos. No agir dos franciscanos seculares parece bom não se privilegiar os serviços ligados à liturgia. Campos de ação de um laicato maduro: mundo do trabalho, da educação, da família, das comunicações, ministério da catequese, desenvolvimento de consciência política, entre outros.

12. Nossas fraternidades terão a marca da alegria. Alegria não quer dizer baderna, barafunda. Sugestões para cultivar a alegria: cantos alegres e cantados com o coração, preparar espaços para a reunião que respirem beleza, contar com crianças e jovens em algumas reuniões ou em partes dos encontros. A alegria é boa mestra de formação.

13. Os assistentes acompanham a formação: presença discreta na fraternidade e no conselho; acompanhamento de todos, de modo especial antes da profissão, fomentadores de experiências de Deus, garantia de presença do carisma da Ordem primeira. Figuras importantíssimas no conjunto da formação.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Libertação de sacerdote franciscano na Síria


Caríssimos e caríssimas, Paz e Bem!
A custódia da Terra santa comunica que frei Dhiya Azziz sequestrado no sábado, 4 de julho, na aldeia Yacoubieh, na região de Orontes na Síria, foi liberado.
Desde o final da tarde de sábado a Custódia não tinha notícia sobre o destino do padre. Pensava-se que ele havia sido sequestrado por um grupo armado jihadista Al Nusra Jabhat braço da Al Qaeda na Síria que administra o emirado onde fica a aldeia Yacoubich.
Na verdade, este grupo negou envolvimento no sequestro do frei e, aparentemente, o grupo procurou os culpados nas aldeias vizinhas, chegando à libertação do frei Dhiya.
Os sequestradores seriam de um dos muitos grupos de milícias que estão  na região e que sequestram afim de conseguir dinheiro. De acordo com testemunhas frei Azziz foi bem tratado pelos sequestradores. A Custódia agradece a todos que rezaram em muitos países para que o sequestro de Frei Dhiya tivesse um final feliz; também pelas orações em intenção aos cristãos de Yacoubith, da qual ele é Pároco, por sua comunidade religiosa e por sua família que vive no Iraque.
A Custódia faz um apelo: Continuem a rezar! Lembra, que vários outros religiosos foram sequestrados na Síria desde 2013 e até hoje ninguém sabe onde eles estão.


Dando continuidade à nossa Campanha do Acender a  chama da Paz, repasso a notícia da liabertação do sacerdote franciscano que consta no link abaixo
http://www.itf.org.br/uma-boa-noticia-frei-dhiya-azziz-foi-liberado.html#.VbJmv2Okw6I.email

quinta-feira, 23 de julho de 2015

São Francisco: chave de leitura da Encíclica sobre o ambiente






Os Ministros Gerais da Família Franciscana expressam sua gratidão e alegria pela publicação da Carta Encíclica “Laudato Sì, sobre o cuidado da casa comum”, do Papa Francisco, na qual São Francisco vem citado doze vezes e se mostra como a chave de leitura de todo o texto: “Não quero prosseguir com esta Encíclica sem recorrer a um exemplo belo e motivador. Abracei o seu nome como guia e como inspiração no momento de minha eleição como Bispo de Roma. Creio que Francisco seja o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e de uma ecologia integral vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos aqueles que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos”.

O texto, apresentado oficialmente na quinta-feira, dia 18 de junho, no Vaticano, atualiza neste momento histórico o nosso carisma, sobretudo por aquilo que remete ao respeito por toda forma de vida. Como franciscanos, desde sempre e em todos os lugares, procuramos defender o meio ambiente e as pessoas que nele habitam, conscientes de que quem ama a Deus não pode deixar de amar aquilo que Ele criou: os seres viventes e a natureza. O Cântico das Criaturas, expressão do estilo de vida de São Francisco, é um hino à vida em todas as suas formas, sejam naturais, sejam humanas. Francisco instaurou um relacionamento de profunda sintonia com a criação, sobretudo com o ponto alto da obra criadora de Deus, ou seja, a humanidade.

Nesta especial relação se inspira o Papa em seu compromisso com os pobres e marginalizados, com a paz, com a recuperação e com o cuidado do planeta, demonstrando as qualidades proféticas que derivam do estar em comunhão com Deus, com os semelhantes, consigo mesmo e com o universo criado. Por este motivo mesmo, o Papa ousou abraçar e levar adiante o imperativo do discipulado cristão modelado pelo exemplo de Francisco de Assis. A Encíclica desafia todos nós a simplificarmos nossa vida, a nos despojarmos e a abandonarmos tudo aquilo que não é necessário, de modo a podermos redescobrir a beleza que Deus depositou em nós, isto é, em cada pessoa, e em cada coisa criada. Nossa vocação é viver uma solidariedade sem limites com tudo aquilo que Deus criou.

Por esta Encíclica, nós agradecemos de coração ao Papa Francisco e lhe asseguramos nossas orações. Conscientes de que esta é de fato uma nova abordagem para promover e defender a vida do planeta e da humanidade, nós assumimos a responsabilidade com as palavras do Santo Padre e convidamos todas as pessoas de boa vontade e os governantes a assumirem também o compromisso com a salvaguarda da paz, da justiça e da criação. Em nome de toda a Família Franciscana, nos empenhamos com firmeza em rever o nosso estilo de vida, de modo a sermos testemunhas coerentes com tudo aquilo que professamos viver. Concretamente solicitamos a todos os franciscanos, e àqueles que colaboram conosco a utilizarem de modo mais consciente a eletricidade e a água, a reduzirem o uso dos materiais poluentes como os plásticos e detergentes, a prevenirem responsavelmente os desperdícios e a colocar em prática cada dia aquelas pequenas práticas em pról da salvaguarda da criação.

Fraternalmente,
Fr. Michael Anthony Perry,O FM
Ministro Generale

Sr. Deborah Lockwood, OSF
Ministro Generale
Presidente CFF

Fr. Mauro Jöhri, OFMCap
Ministro Generale

Fr. Nicholas Polichnowski, TOR
Ministro Generale

Fr. Marco Tasca, OFMConv
Ministro Generale

Tibor Kauser, OFS
Ministro Generale

Roma, 16 luglio 2015, Tradução: Frei Gustavo Medella

Fonte: www.franciscanos.org.br


O cuidado da casa comum



Frei Mário José Knapik

Ao escrever a Encíclica “Louvado sejas sobre o cuidado da casa comum”, o Papa Francisco reporta-se a cada pessoa que habita neste planeta, com louvores ao Criador do Universo, nosso Sumo Eterno Bem. Ele conclama “toda a família humana para a diligência da casa comum e o desenvolvimento sustentável e integral da criação” (13). Na ótica da integridade, todos os seres, as coisas e as instâncias estão ligados e interligados, conectados e interconectados. Tudo está correlacionado e entrelaçado pelo amor que Deus tem a cada uma das suas criaturas.

O amor divino acolhe, abraça, une e integra todos os seres do planeta em uma única fraternidade universal. Propicia relações de reciprocidade, sincronicidade e harmonia de todos para com todos. “Se nos sentimos intimamente unidos a tudo e a todos, então brotarão, de modo espontâneo, a sobriedade e a solicitude” (11). Irrompe-se a ética do cuidado, da convivência amorosa, da afabilidade ao valor de cada criatura e da veneração respeitosa a todos os seres.

Auscultar a mensagem que cada ser enuncia e celebrar a diversidade das criaturas e a beleza da vida é a nossa missão originária no conjunto de todos os seres. Isso porque, à luz da tradição bíblica, fomos a última instância a entrar no teatro da criação. Não obstante, o Criador nos incumbe, principalmente, da nobre responsabilidade de proteger a criação dos vetores dominantes da atualidade, tão desestabilizadores e devastadores da harmônica fraternidade universal. Dentre estes, evidenciam-se o relativismo prático, a cultura do descartável, o paradigma tecnocrático, os interesses do mercado divinizado e o consumismo desenfreado, sem fronteiras nem barreiras.

Diante desse contexto atual, é crescente a preocupação pelo o que está acontecendo com o nosso planeta, embora não dispomos ainda de uma cultura da corresponsabilidade comum pela dignidade de todos os povos e pelo desvelo da nossa casa comum. “O meio ambiente é um bem coletivo, uma herança comum, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos” (95).

Detentor de múltiplas e distintas habilidades, o ser humano é apto a construir com todos os seres da natureza a fraternidade universal. Além disso, é capaz de amar, de respeitar e de contemplar a grandeza e a beleza de cada uma das criaturas de Deus. O fascínio e a admiração que ele tem por cada uma delas levam-no a cuidar com afeição da casa comum.

“A natureza é um manancial incessante de encanto e de reverência. Sentir cada criatura que canta o hino da sua existência é viver jubilosamente no amor de Deus” (85). É contemplar o Criador por todas as suas criaturas, pois refletem, a seu modo, a generosidade e a bondade do Altíssimo. É viver a espiritualidade na sua grandeza e profundidade. É perceber, na dinâmica do silêncio e da compreensão, o valor intrínseco de cada criatura e o esplendor do nosso planeta. A espiritualidade “constitui uma magnífica contribuição para o esforço de renovar a humanidade” (216). Ela encoraja para um estilo de vida contemplativo e profético, em que valores são ressignificados, paradigmas são reconstruídos, relações humanas são fortalecidas e o amor divino é vislumbrado em todas as criaturas.

“A pessoa cresce, amadurece, e santifica-se tanto mais, quanto mais se relaciona, sai de si mesma para viver em comunhão com Deus, com os outros e com a natureza” (240). É o dinamismo de sair de si mesmo para
relacionar-se, para interagir e acolher o outro em sua peculiaridade, estabelecendo com todas as criaturas uma convivência respeitosa e harmoniosa. O Criador é o referencial por excelência da misterialidade da vida em todo o planeta Terra. “Ele é o Senhor da Terra e de tudo o que nela existe” (Dt 10,14).

A encíclica realça também os desafios que precisam ser enfrentados com urgência pela humanidade para preservar o planeta Terra, tais como: diversos poluentes atmosféricos (concentração de gases com efeito de estufa), mudanças climáticas (aquecimento global, derretimento das calotas polares e glaciares), redução dos recursos naturais (principalmente da água), perda da biodiversidade (desaparecimento de milhares de espécies vegetais e animais), deterioração da qualidade da vida humana, degradação social, desigualdade planetária. Esses desafios “provocam mudanças climáticas inauditas e uma destruição sem precedentes dos ecossistemas terrestres e aquáticos, com graves consequências para todos nós” (24).
Diante disso, o Papa nos interpela e nos inspira com a seguinte indagação: “somos nós os primeiros interessados em deixar um planeta habitável a quem vai suceder-nos?” (cf. 160). Somos plenamente conscientes da sublime missão que temos de cuidar da Terra e de trabalhar nela para o bem de todos, de maneira integral e integradora. Há muito por fazer em níveis mundial, nacional e local. Trata-se, sobretudo, de um fazer educativo, isto é, de ações que se transformem paulatinamente em novos hábitos comportamentais, em novos estilos de vida.

“Em alguns países, há belos e fascinantes exemplos de melhoria do ambiente: saneamento de rios, recuperação de florestas nativas, embelezamento de paisagens, produção de energia renovável, melhoria dos transportes públicos, entre outras ações”. (cf. 58). Não menos suntuosas e relevantes são as iniciativas locais para os desenvolvimentos sustentável, equitativo e integral do planeta, como a redução do consumo de água, de energia elétrica, de combustível, de papel e de plástico, a separação do lixo orgânico do reciclável, o não desperdício de alimentos, a não poluição, o não desmatamento, entre outras. Essas ações cotidianas multiplicam-se na sociedade, promovem mudanças benfazejas e podem fazer a diferença em todo o planeta.

O ser humano traz em seu próprio bojo as aptidões necessárias para o terno cuidado da casa comum e o desenvolvimento integral de toda a criação. Com alegria e simplicidade vivemos a espiritualidade evangélica franciscana, sendo mensageiros da paz e do bem a todas as criaturas, na total gratuidade e na comunhão ao Deus Criador.

Fonte:www.franciscanos.org.br

terça-feira, 21 de julho de 2015

Encontro 19.07.2015

Irmãos e Irmãs,
Paz e bem!

Na Santa Eucaristia do dia dezenove de julho aconteceu o Envio de Nosso Assistente Espiritual, Frei Gustavo Medella, OFM que partirá no dia 26 para a cidade de Angola na África.

Nosso pastor deixa nosso rebanho temporariamente, para pastorear além-fronteiras numa experiência de 20 dias.

Invocamos sobre ele nossas mãos rezando a Ave Maria, pedindo a proteção de Nossa Senhora, de São Francisco e Santa Clara. Foi emocionante ver toda a assembleia em orações por nosso pastor.

Ao final da missa fomos para o refeitório para tomarmos nosso café franciscano.

E a seguir tivemos a formação permanente com o tema: Saúde Bucal. O irmão Otacir Ribeiro dos Reis, dentista, tratou com muito carinho e cuidado o assunto mostrando fotos e explicando as várias doenças que afetam nossa dentição e boca.

O tema foi contagiando a todos e ele respondeu com muita atenção cada intervenção, cada situação. Foi muito bom! Agradecemos ao Irmão Otacir por colocar na Vida Fraterna seus dons!

Ao final da manhã saboreamos um delicioso almoço preparado com muito carinho pela equipe da cozinha.

Depois tivemos a formação separada para os vários grupos: simpatizantes, iniciantes e formandos, enquanto os professos rezavam a coroa franciscana na capela.

Foi um dia muito alegre, tivemos a graça de contar com muitas pessoas que nos procuraram para conhecer nossa vivência de leigos franciscanos á Serviço do Reino de Deus.

Por tudo Deus seja louvado!

Maria Nascimento