quarta-feira, 27 de abril de 2016

Frei Alvaci: “É a comunidade que toma posse”



Moacir Beggo

São Paulo (SP) – O novo pároco do Convento e Santuário São Francisco, Frei Alvaci Mendes da Luz, deu uma pista de como vai conduzir o povo de Deus na região central e histórica de São Paulo. Segundo ele, esse trabalho não será feito apenas por ele, mas pela Fraternidade Franciscana do Largo São Francisco e pela Comunidade da Paróquia, Santuário e Convento São Francisco.

“Se tem uma coisa que aprendi na vida franciscana é que a gente não é ninguém sozinho”, disse Frei Alvaci, chamando seus confrades para a frente do altar. “É esta Fraternidade que toma posse. Ou melhor, a comunidade toma posse desta Fraternidade. Vocês que vão se servir da gente. Estamos aqui para trabalhar por esta comunidade”, garantiu o novo pároco durante a Celebração Eucarística deste domingo (24 de abril), às 10h30.

A Missa do rito de posse de Frei Alvaci foi presidida Pe. Aparecido Silva, Vigário Adjunto da Região Sé da Arquidiocese de São Paulo, que representou o bispo auxiliar de São Paulo Dom Eduardo Vieira dos Santos, tendo como concelebrantes o Vigário Provincial Frei Evaristo Spengler e Frei Alvaci. Além do pároco do Pari, Frei Germano Guesser, dos frades do Convento, participaram deste momento os beneditinos do Mosteiro São Bento. No início da celebração, Frei Evaristo leu o documento de nomeação e provisão de pároco, atendendo ao pedido feito pelo Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição, Frei Fidêncio Vanboemmel, à Arquidiocese de São Paulo.


Antes da posse, contudo, Frei Alvaci fez a profissão de fé e, em seguida, recebeu de Pe. Aparecido o Evangelho: “Recebe o Evangelho de Cristo, do qual foste constituído mensageiro. Transforma em fé viva o que lês, ensina aquilo que crês e procura realizar o que ensinas”, exortou o representante do Bispo, que é também pároco da Paróquia do Santíssimo Sacramento.

Na sua homilia, depois da leitura feita por Frei Alvaci do Evangelho, Pe. Aparecido lembrou que a Comunidade Franciscana do Largo São Francisco é referência para a Igreja e para o povo de Deus. “Nós estamos admirados que esta comunidade continue sendo assim, que o amor possa transcender todas as dificuldades que ocorrem no dia a dia, que é uma coisa normal. É o amor que transcende e que faz com que superemos as dificuldades para que sejamos sempre a presença de um mundo novo, de uma nova Jerusalém, de uma nova terra”, disse. “É esse amor verdadeiro, esse amor ágape que dá sentido à vida de uma comunidade religiosa, que a fortalece e traz entusiasmo e alegria para continuar a missão que Deus confiou de viver o carisma franciscano”, reforçou.

Pe. Aparecido também falou da “beleza do ofício de ser pároco”. “Aqui, Frei Alvaci vai agir ‘in persona Christi’, em nome de Jesus Cristo. Ele vai ser a voz do Bom Pastor, ele vai ser as mãos de Jesus Cristo para suavizar, animar, para presidir esta comunidade. Então, Frei Alvaci, que você possa compreender a beleza de sua missão”, exortou. Mas lembrou ao novo pároco que esta missão não será fácil. “Quantas periferias existenciais neste centro de São Paulo? Nós somos chamados a sermos a voz do Bom Pastor nesta realidade. Somos chamados a sermos misericordiosos, como tem nos insistido tanto o Papa Francisco”, emendou.
Comentando o Evangelho deste domingo e lembrando o contexto da última Ceia de Jesus, frisou que Jesus deixou ali a recordação do seu amor para conosco. “O que distingue os seus discípulos é o mandamento do amor. E isso nós devemos trazer para a vida. Que nós possamos ser reconhecidos nesse mundo pela vivência desse amor. Que nós sejamos, junto com Frei Alvaci, continuadores da missão de Jesus Cristo, trazendo para este centro, marcado por tantas contradições, esse amor de Jesus, esse amor que revela a ternura de Deus”, completou.

Terminada a homilia, o novo pároco renovou as promessas que fez na sua ordenação e seguiu-se o ponto alto do rito de tomada de posse, quando Frei Alvaci recebeu das mãos do Pe. Aparecido a chave da Igreja, do Sacrário, os óleos do Batismo e a estola roxa. A vida espiritual dos fiéis é alimentada pela Eucaristia. Por isso, o novo pároco recebeu a chave do Sacrário, abriu-o e fez uma breve adoração.

No final da celebração, Marlene Cavalcanti, coordenadora da Catequese e do CPP, falou em nome da comunidade. “A partir de agora, Frei Alvaci, o sr. compartilhará conosco todos os sofrimentos e alegrias. Cuidará de nós como o pastor de cuida de cada ovelha de seu rebanho. Mudanças sempre são cheias de expectativas. Todos nós temos. Mas tenha a certeza de que nossos corações estão abertos como o coração de Jesus para recebê-lo como novo pároco. Oferecemos o nosso carinho e disponibilidade no dia a dia. Queremos somar e multiplicar como convém ao povo de Deus”, garantiu Marlene, enquanto uma criança deu de presente para Frei Alvaci um vaso contendo a flor de girassol. O novo pároco é também coordenador do Pró-Vocações e Missões Franciscanas. - See more at:

Fonte: www.franciscanos.org.br

Encontro 17.04.2016

Irmãos e Irmãs,
Paz e bem!

Na santa missa das 9 horas presidida pelo Frei Mario Tagliari, OFM,  aconteceu o Rito de Iniciação á OFS dos irmãos Izabel Macena dos Santos e  Leonardo Luiz Leite.

Eles estavam radiantes e participaram da santa missa com muita devoção.

Ao final foram acolhidos no refeitório muito bem arrumado e decorado pelos irmãos iniciantes com alegria e fraternidade.

Cantamos parabéns e saboreamos um delicioso café da manhã com direito a bolo de festa.
Que delícia!

A seguir fomos para o salão da fraternidade e o irmão George, formador conduziu nosso momento formativo iniciando o documento do Ano Santo da Misericórdia.

E encerramos nosso encontro com o almoço e despedidas.

Nossa fraternidade se alegra com a chegada de novos membros para vivenciarem conosco a Vida em Fraternidade.

Que Deus em sua infinita bondade e  misericórdia conceda aos novos irmãos a graça da perseverança.

Por tudo Deus seja louvado!

Maria Nascimento       











domingo, 24 de abril de 2016

Papa: a felicidade é Cristo, não um aplicativo no celular

Cidade do Vaticano (RV) – Os jovens voltaram a se encontrar com o Papa Francisco este domingo (24/04), desta vez para a Santa Missa por ocasião do Jubileu dos Adolescentes.

O cenário para este encontro foi novamente a Praça S. Pedro, depois da maratona de confissões sábado pela manhã - ocasião em que Francisco confessou 16 moças e rapazes.

Com a participação de cerca de 100 mil fiéis, a homilia do Pontífice foi inspirada no Evangelho do dia, no mandamento de Jesus aos discípulos, "amai-vos uns aos outros como eu vos ameis".

“O amor é a carteira de identidade do cristão, é o único ‘documento’ válido para sermos reconhecidos como discípulos de Jesus. Se este documento perde a validade e não for renovado, deixamos de ser testemunhas do Mestre”, disse Francisco, que reconheceu que amar não é fácil. É exigente e requer esforço, pois significa oferecer algo de nós mesmos: o próprio tempo, a própria amizade e as próprias capacidades. Não é o amor das novelas. É livre, porque não possui.

O segredo para amar é Jesus, acrescentou o Papa, que oferece o dom maior, um dom para a vida: Ele nos oferece uma amizade fiel, da qual nunca nos privará. A principal ameaça que impede de crescer como se deve é ninguém se importar conosco, é nos sentirmos deixados de lado. Ao contrário, o Senhor está sempre conosco. Ele no espera pacientemente e aguarda o nosso «sim».

A felicidade não é um 'app' no celular

Francisco falou ainda do desejo de liberdade que os adolescentes sentem. Ser livre, afirmou ele, não significa fazer aquilo que se quer, mas é o dom de poder escolher o bem: é livre quem procura aquilo que agrada a Deus, mesmo que nos obrigue a escolhas corajosas. Ser livre é saber dizer sim e não. “Não se contentem com a mediocridade, ficando cômodos e sentados; não confiem em quem os distrai da verdadeira riqueza, dizendo que a vida só é bela se possuir bens materiais. A felicidade não tem preço, nem se comercializa; não é um ‘aplicativo’ que se baixa no celular: nem a versão mais atualizada os ajudará a torná-los livres e grandes no amor.”

Com efeito, o amor é o dom livre de quem tem o coração aberto; é uma responsabilidade que dura toda a vida; é um compromisso diário, feito também de sonhos. "Ai dos jovens que não sabem sonhar. Se um jovem dessa idade não sonha, já está aposentado." O amor não se realiza falando dele, mas o colocando em prática! Para crescer no amor, o segredo também é o Senhor. “Quando parecer difícil dizer não àquilo que é errado, ergam os olhos para a cruz de Jesus e não larguem a sua mão que os conduz para o alto”, indicou o Papa. Esta mão que, muitas vezes, pode ser a de um pai, de uma mãe ou de um amigo para não nos deixar caídos. "Deus nos quer em pé, sempre."

Treinar o amor

Mas também para amar é preciso treinamento, disse Francisco, como os campões esportivos, começando desde já com empenho e afinco. Como programa diário desse treinamento, o Papa sugeriu as obras de misericórdia. “Assim, se tornarão campeões de vida, campeões de amor, e serão reconhecidos como discípulos de Jesus. E lhes garanto: a alegria será completa.”

Ao final da Missa, o Papa percorreu toda a Praça S. Pedro a bordo de seu papamóvel para saudar os fiéis.

Fonte: Rádio Vaticana

terça-feira, 12 de abril de 2016

Encontro 03.04.2016

Irmãos e irmãs,
Paz e bem! 

Aconteceu no domingo dia 03-04-16 na missa das 9 horas presidida pelo Frei Guido, OFM, o sufrágio da irmã Ana Maria Merlotto Alves, falecida no dia 31/03/16.  Ela tinha 88 anos de idade e 28 anos de Profissão na OFS.

Ministra da Eucaristia, servia ao altar e levava a comunhão aos doentes. Sempre presente na Vida de fraternidade e cumpridora de suas obrigações para com a Ordem.

Acolhemos com alegria os familiares para celebrarem conosco a santa Missa.

Ao final convidamos todos para saborearem conosco o tradicional café franciscano. Eles ficaram encantados com nossa atenção e carinho para com a irmã Ana Maria que retornou para a casa do Pai.
Após o café seguimos para a formação Permanente no salão da fraternidade.

O Irmão José Batista conduziu nosso momento formativo refletindo os artigos 07 a 12 da Regra e Vida. Com muito carinho e alegria ele tratou do tema chamando-nos para a vida de Penitência e conversão. O desapego, a transformação de nossa vida com uma mudança de vida para amar a Cristo e aos irmãos. O amor a Nossa Senhora que nos ajuda no caminho da cruz e da reconciliação.

A seguir fomos para o almoço. Logo após a pausa rezamos na capela a Coroa Franciscana.

Por tudo Deus seja louvado!

Maria Nascimento









segunda-feira, 28 de março de 2016

Papa no Regina Coeli: “Cristo nos dá força para nos levantarmos”

Cidade do Vaticano (RV) – Na primeira recitação do Regina Coeli deste ano, a oração mariana que substitui o Angelus até a Festa de Pentecostes, o Papa disse que “nossos corações ainda estão repletos da alegria pascal” nesta segunda-feira depois da Páscoa, chamada “Segunda-feira do Anjo”.

“A vida venceu a morte. A Misericórdia e o amor venceram o pecado! Há necessidade de fé e de esperança para se abrir a este novo e maravilhoso horizonte. E nós sabemos que a fé e a esperança são um dom de Deus, e devemos pedir a Ele: 'Senhor, doai-me a fé, doai-me a esperança! Precisamos tanto!' Deixemo-nos invadir pelas emoções que ressoam na sequência pascal: ‘Sim, estamos certos: Cristo ressuscitou verdadeiramente. Ele está vivo no meio de nós’”, recordou Francisco.

Cristo, força para se reerguer

“Esta verdade marcou indelevelmente as vidas dos Apóstolos – continuou o Pontífice – que, depois da ressurreição, sentiram novamente a necessidade de seguir o seu Mestre e, recebido o Espírito Santo, saíram sem medo para anunciar a todos o que tinham visto com seus próprios olhos e experimentado pessoalmente”.

“Se Cristo ressuscitou, podemos olhar com olhos e corações novos a todos os eventos da nossa vida, até mesmo aqueles mais negativos. Os momentos de escuridão, de fracasso e pecado podem se transformar e anunciar um caminho novo. Quando chegamos ao fundo da nossa miséria e da nossa fraqueza, Cristo ressuscitado nos dá a força para levantarmos”, encorajou o Papa.

O silêncio de Maria

“O Senhor crucificado e ressuscitado é a plena revelação da misericórdia – afirmou ainda o Papa – presente e ativa na história. Esta é a mensagem pascal que ainda ressoa hoje e que vai ressoar em todo o tempo da Páscoa até Pentecostes”.

Ao falar novamente do silêncio e da espera de Maria pela ressurreição, que permaneceu aos pés da Cruz e não se dobrou diante da dor, ao contrário, a fé de Nossa Senhora a tornou ainda mais forte, Francisco disse:

“No seu coração dilacerado de mãe permaneceu sempre acesa a chama da esperança. Peçamos a Ela que também nos ajude a aceitarmos plenamente o anúncio pascal da Ressurreição, para encarná-lo na realidade de nossas vidas diárias”, pediu o Papa, para então concluir:

“Que a Virgem Maria nos dê a certeza da fé que, cada passo sofrido do nosso caminho, iluminado pela luz da Páscoa, se tornará bênção e alegria para nós e para os outros, especialmente para aqueles que sofrem por causa do egoísmo e da indiferença”. (rb/sp)

Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 27 de março de 2016

Feliz Páscoa!


O Domingo de Páscoa

O Domingo da Páscoa da Ressurreição constitui uma ressonância da Vigília pascal, centro de todo o Ano Litúrgico.

A partir da Ressurreição de Cristo, a terra transformou-se em céu, pois a pessoa humana, mesmo neste mundo, pode viver em Deus (cf. 2ª leit., Cl 3,1-4). A Páscoa é a festa da vida; da vida de Cristo e da vida nova dos cristãos. Na mensagem da Páscoa podemos realçar três aspectos:

Primeiro: O sepulcro vazio. Maria Madalena vai ao sepulcro de madrugada e vê que a pedra fora retirada do sepulcro (cf. Ev., Jo 20,1-9). Desde que a pedra foi retirada do sepulcro de Jesus, a terra produziu o seu fruto, a vida brotou da terra; todo sepulcro transformou-se em lugar de esperança, de vida.

Segundo: Os gestos de amor. Jesus dá-se a conhecer ressuscitado sobretudo lá onde se realizam gestos concretos de amor, de serviço ao corpo de Cristo. Basta pensarmos nas mulheres que vão ao sepulcro com aromas para ungir Jesus (cf. Mc 16,1). Lembremos Maria Madalena e a outra Maria. Ao raiar do sol do primeiro dia, vão ver o sepulcro (cf. Mt 28,1). João chegou antes, mas, em deferência a Pedro, mais velho, espera por ele. João, o discípulo amado, vê os sinais e acredita. O amor é que faz reconhecer a Jesus Cristo no mistério pascal. O mesmo podemos perceber no evangelho dos discípulos de Emaús, proclamado na Missa vespertina do Domingo da Páscoa (cf. 24,13-35). Jesus dá-se a conhecer na fração do pão.

Terceiro: O testemunho do Cristo ressuscitado. Maria Madalena toma-se a primeira mensageira do sepulcro vazio e do Cristo ressuscitado. Os discípulos de Emaús voltam a Jerusalém, anunciando que Cristo ressuscitou. Os discípulos que experimentaram o convívio de Cristo desde o batismo no Jordão, como Pedro e João, encontraram o sepulcro vazio e tornaram-se testemunhas do Cristo ressuscitado: “E nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na região dos judeus e em Jerusalém: Deus o ressuscitou ao terceiro dia, e fez que se manifestasse a testemunha. E nos ordenou que anunciássemos ao Povo e atestássemos ser ele o juiz dos vivos e dos mortos estabelecido por Deus (cf. 1ª leit., Atos 10,34a.37-43).

Portanto, faz-se Páscoa, surge a vida, onde as pedras são retiradas dos sepulcros, onde se vive a caridade no serviço do próximo. Estes são os sinais de que Jesus Cristo continua ressuscitando hoje. Eles anunciam a sua ressurreição e suscitam nova vida, pois retiram todas as barreiras que atentam contra a vida.

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