quarta-feira, 29 de abril de 2015

Visita da Fraternidade São Damião da Cidade de Mogi Mirim.

Irmãos e Irmãs,
Paz e bem!

Recebemos no dia 25/04/15 a visita de 15 irmãos da Fraternidade São Damião da Cidade de Mogi Mirim.

Eles chegaram às 10:30 horas, servimos café e logo em seguida foram visitar as dependências da igreja e acervo da VOT conduzidos pelos irmãos Edmilson e Vânia que com muita dedicação e carinho coordenam a visita monitorada na igreja.

À medida que conheciam as dependências e ouviam a história ficavam maravilhados com tudo.

Ao meio dia nos acompanharam num delicioso almoço preparado com muito carinho por nossas irmãs.

E às 13 horas assistiram à penúltima apresentação de Concertos do CCBB na igreja das Chagas.

Ficamos muito felizes em receber nossos irmãos. Ao final do concerto nos despedimos e foram ao Mosteiro da Luz para a missa das 16 horas.
Agradecemos ao nosso Bom Deus pelas bênçãos e graças vividas nesse dia.

Fraternalmente,

Maria Nascimento









terça-feira, 28 de abril de 2015

Francisco: a vida cristã não é museu

Cidade do Vaticano (RV) – A Igreja segue sua caminhada graças às surpresas do Espírito Santo. Este é um dos trechos da homilia do Papa na missa matutina desta terça-feira (28/04) na Casa Santa Marta. Detendo-se à pregação do Evangelho aos pagãos, narrada nos Atos dos Apóstolos, Francisco destacou que também hoje é preciso ter “coragem apostólica” para não transformar “a vida cristã em um museu de recordações”.

Ao chegarem em Antioquia, os discípulos de Cristo começam a predicar não somente aos judeus, mas também aos gregos, aos pagãos e um grande número deles acreditou e converteu-se ao Senhor. O Papa inspirou-se no trecho dos Atos dos Apóstolos, na Primeira Leitura, para destacar o quanto é fundamental na vida da Igreja abrir-se sempre ao Espírito Santo. Muitos, na época, ficavam inquietos ao saber que o Evangelho era pregado para além dos judeus. Mas quando Barnabé chega a Antioquia se alegra porque vê que as conversões dos pagãos são obras de Deus.

Não temer o Deus das surpresas

Além disso, destacou o Papa, já nas profecias estava escrito que o Senhor viria salvar todos os seus povos, como no capítulo 60 de Isaías. Entretanto, nem todos compreendiam estas palavras:

“Não entendiam. Não entendiam que Deus é o Deus das novidades. ‘Eu renovo tudo’, nos diz. Que o Espírito Santo veio para isso, para nos renovar e continuamente faz esse trabalho de nos renovar. Isto provoca temores. Na História da Igreja podemos ver daquele momento até hoje quantos temores diante das surpresas do Espírito Santo. É o Deus das surpresas”.

“Porém – disse o Papa – existem novidades e novidades”. Algumas novidades, admitiu, “vê-se que são de Deus”, outras não.

Como podemos fazer essa distinção? Na realidade, observou o Papa, seja Barnabé assim como Pedro, diz-se que sejam homens cheios do Espírito Santo. “Em ambos – reiterou – há o Espírito Santo que permite que a verdade seja vista. Nós, sozinhos, não podemos. Com a nossa inteligência não podemos”. “Podemos estudar toda a História da Salvação, podemos estudar toda a Teologia – advertiu – mas sem o Espírito Santo não podemos entender. É justamente o Espírito que nos faz entender a verdade ou – usando as palavras de Cristo – é o Espírito que nos faz conhecer a voz de Jesus”: “As minhas ovelhas escutam a minha voz e eu as conheço e elas me seguem”.

A Igreja avança com as novidades do Espírito Santo

“O avançar da Igreja - continuou - é obra do Espírito Santo", que nos faz ouvir a voz do Senhor. "E como posso fazer - se pergunta o Papa - para estar certo de que a voz que ouço é a voz de Jesus, que o que eu sinto que tenho que fazer é obra do Espírito Santo? Rezar":

“Sem oração, não há lugar para o Espírito. Pedir a Deus para nos enviar esse dom: "Senhor, dai-nos o Espírito Santo para que possamos discernir em cada momento o que nós devemos fazer', que nem sempre é o mesmo. A mensagem é a mesma: a Igreja avança, a Igreja vai em frente com essas surpresas, com essas novidades do Espírito Santo. É preciso discerni-las, e para discerni-las devemos rezar, pedir esta graça. Barnabé estava cheio do Espírito Santo e entendeu imediatamente; Pedro viu e disse: "Mas quem sou eu para negar aqui o Batismo? '. É ele que não nos faz errar. "Mas, Padre, por que entrar nestes problemas? Vamos fazer as coisas da maneira que sempre fizemos, assim estamos mais seguros ... '"

A vida cristã não seja um museu de recordações

Mas fazer como sempre foi feito, advertiu, é uma alternativa “de morte”. E exortou a correr o “risco, com a oração, com a humildade de aceitar o que o Espírito" nos pede para "mudar": Este é o caminho".

"O Senhor nos disse que, se comermos o seu corpo e bebermos o seu sangue, teremos vida. Agora vamos continuar esta celebração, com esta palavra: 'Senhor, Tu que estas aqui conosco na Eucaristia. Tu estarás dentro de nós, dá-nos a graça do Espírito Santo. Dá-nos a graça de não ter medo quando o Espírito, com segurança, nos diz para darmos um passo avante". E nesta Missa, vamos pedir essa coragem, essa coragem apostólica de levar a vida e não fazer da nossa vida cristã um museu de recordações”. (RB-SP)

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Mostra "O Pão e o Vinho"



Mostra "O Pão e o Vinho"

A mostra "O Pão e o Vinho" apresenta vestes litúrgicas utilizadas entre o período da Páscoa e Corpus Christi, com peças nas cores branca e vermelha, nas formas romana e neogótica, pertencentes do Acervo Histórico-Artístico da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência da Cidade de São Paulo (VOTSFPCSP).

Entre as peças em exposição, destacamos o conjunto com bordados com motivos franciscanos: uma casula com o Cristo Seráfico e duas dalmáticas com o brasão composto pelo braço de Cristo e de São Francisco.

Outro detalhe a ser observado pelo visitante é o sebasto de uma casula neogótica, exemplar têxtil da arte beuronense. O Mosteiro de São Bento de São Paulo foi realizado neste estilo no início do século XX, cujos princípios foram idealizados por Peter Lenz (1832-1928), monge beneditino conhecido como Frei Desiderius, na segunda metade do século XIX, na Abadia de Beuron, na Alemanha. 

A mostra é o resultado dos estudos recentes desenvolvidos pela Profª Me. Rosângela Aparecida da Conceição, realizada no acervo e na documentação da VOTSFPCSP, dentro da pesquisa "Indumentária e têxteis litúrgicos nas coleções brasileiras de arte sacra".

Agradecimentos aos irmãos da VOTSFPCSP, em especial a Ministra Irmã Maria Nascimento Silva e aos membros do Conselho 2012 a 2015, a Profª Drª Marike Van Roon, a Dom Abade Matthias Tolentino Braga - Abade do Mosteiro de São Bento de São Paulo, a Dom João Batista, OSB, João Paulo Rossi (Lumen - Conservação e Restauro) e a Tabatha Nascimento pelas contribuições.

Local: Espaço expositivo da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência da Cidade de São Paulo
Visitação: 9 de abril a 7 de junho de 2015

Local: Largo de São Francisco, 173 - Sé - 01005-010 - São Paulo  SP  Brasil

Visita monitorada ao acervo e dependências da Igreja: quintas-feiras às 14h
Agendamento e contato: votchagas@gmail.com


Ficha técnica
Curadoria e pesquisa: Profª Me. Rosângela Aparecida da Conceição
Montagem: Profª Me. Rosângela Aparecida da Conceição e Profª Tabatha Nascimento
Colaboração: Dom João Batista, OSB; João Paulo Rossi (Lumen - Conservação e Restauro).

Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência da Cidade de São Paulo
Conselho 2012 a 2015
Ministra: Maria Nascimento Silva
Vice Ministro: Carlos Milton dos Santos
1ªTesoureira;- Valéria Jordão de Lima Santos;
2ºTesoureiro: Bernardo Cesar;
1ªSecretária: Sueli Maria Ramos da Silva;
2ªSecretária: Isabel Cristina Ulisses Lima;
Formador: Romário Freitas de Oliveira;
Conselheiros: Edmilson Soares dos Anjos, Sandra Regina Borelli dos Santos, Antonio Alves de Brito, Antonio Santos de Oliveira
Conselho Fiscal: Maria Cecília Martins, Maria Aparecida Pereira Brito, Alex Sandro Bastos Ferreira.

Papa: "Encontro com Deus é como o primeiro amor"

Cidade do Vaticano (RV) – Jesus jamais se esquece do dia em que nos encontrou pela primeira vez; peçamos a Deus também “a graça da memória”, para nos lembrarmos sempre. Este foi o centro da homilia do Papa Francisco na missa celebrada na manhã de sexta-feira, 24, na Capela da Casa Santa Marta. 

Um encontro: foi o modo escolhido por Jesus para mudar a vida dos outros. Aquele com Paulo de Tarso, perseguidor anticristão que quando chegou a Damasco já era um Apóstolo, foi emblemático. O Papa se deteve neste conhecido episódio da liturgia do dia, mas citou a variedade de encontros contidos nas narrações do Evangelho.

O primeiro encontro

Francisco considera o primeiro encontro com Jesus como aquele que ‘muda a vida’ de quem está à sua frente. João e André, que passam ‘toda a noite’ com o Mestre, Simão que logo se torna a ‘pedra’ da nova comunidade; depois, a Samaritana, o leproso que volta para agradecer por ter sido curado, a mulher doente que se recupera depois de tocar a túnica de Cristo. Foram encontros decisivos, que devem induzir um cristão – afirma o Papa – a nunca se esquecer do seu primeiro contato com Jesus:

“Ele nunca se esquece, mas nós nos esquecemos do encontro com Jesus. Seria um bom dever de casa pensar nisso: Quando senti realmente a necessidade de ter o Senhor perto de mim? Quando notei que tinha que mudar de vida, ser melhor, ou perdoar uma pessoa? Quando ouvi o Senhor me pedir alguma coisa? Quando encontrei o Senhor?”. “A nossa fé – prosseguiu Francisco – é um encontro com Jesus. Este é o fundamento da fé: encontrei Jesus como Saulo hoje”.

A memória de todo dia

O Papa pediu aos presentes: “Questionemo-nos sinceramente: Quando me disse algo que mudou a minha vida ou me convidou a dar um passo à frente, na vida?”.

“Esta é uma bela oração e recomendo que a façam todos os dias. E quando lembrar, alegre-se, é uma recordação de amor. Outra sugestão bonita seria ler as estórias do Evangelho e ver como Jesus se encontrava com as pessoas, como escolheu os Apóstolos...”.

Não nos esqueçamos do primeiro amor

“Também não devemos nos esquecer – conclui Francisco – que Cristo vê “o relacionamento conosco” como uma predileção, uma relação de amor “face a face”: “Rezar e pedir a graça da memória: Quando, Senhor, tivemos o primeiro encontro, quando foi o primeiro amor? Para não ouvir a repreensão que o Senhor fez no Apocalipse: Tenho isso contra você, que se esqueceu do primeiro amor”.


Fonte: Rádio Vaticano

Encontro 19.04.2015

Irmãos e Irmãs,
Paz e bem!

Aconteceu no domingo dia 19/04/15 a missa de sufrágio do Irmão Carlos Augusto Machado falecido no dia 13/04/15 e do Dr. José Welington Vasconcellos Ribas, do corpo jurídico da VOT, falecido no dia 15/01/15 (três meses). Contamos com os familiares, amigos e também com os irmãos da Fraternidade São Francisco, da Vila Clementino.  

Frei Gustavo Medella, OFM, conduziu com muito carinho e citou por várias vezes os nomes dos falecidos, seus trabalhos e exemplos.

Na procissão do ofertório a Sra. Nélia, mãe do Irmão Carlos e a Dra. Kely, viúva do Dr. Welington levaram o pão e o vinho para o sacrifício do altar e o Vitor, filho do Dr. Welington levou um vaso de flor simbolizando a esperança diante da dor pela perda de seus familiares.  Entregamos o cartão de condolências aos familiares e abraço da fraternidade.
O casal Valéria e Milton entrou na procissão com um banner contendo fotos de todos os irmãos da Fraternidade das Chagas que continuam a vivenciar a fraternidade mesmo com todas as dificuldades e percalços na caminhada.

Foi bem emocionante!

Rezamos também entre outras intenções em ação de graças pelos aniversariantes do mês.
Após a santa missa nos dirigimos ao refeitório para o café. Cantamos parabéns aos aniversariantes com direito a bolo de festa.

Em seguida tivemos o momento formativo com o Frei Gustavo que tratou sobre o tema Família com o texto do Papa Francisco. Muito bom! Agradou a todos.

Ao meio dia saboreamos um delicioso almoço preparado pelas nossas irmãs e em seguida fomos para a igreja. O Irmão Ivo juntamente com a equipe da formação refletiu sobre a importância da preparação da liturgia da missa, com antecedência pensar e dividir as tarefas da próxima missa da fraternidade, educando os leitores para bem desenvolver a liturgia com cânticos e leituras.

Após, os formandos, os iniciantes e simpatizantes se dirigiam á formação própria e os professos rezaram a coroa franciscana.

Nosso encontro transcorreu na paz, na alegria e na fraternidade.

Por tudo Deus seja louvado!

Maria Nascimento    












quinta-feira, 16 de abril de 2015

Convite Missa de Sufrágio

A Venerável Ordem Terceira convida para Missa de Sufrágio das Almas: Irmão Carlos Augusto Machado e Dr. Welington, a realizar-se no dia 19 de Abril de 2015, às 09:00hs.









segunda-feira, 13 de abril de 2015

Nota de Falecimento

Caríssimos, Paz e Bem.
A irmã morte visitou a Fraternidade São Francisco de Assis, da Vila Clementino, nesta noite ( 13/04/2015) e levou nosso irmão Carlos Augusto Machado.
O velório aconteceu ao meio-dia no Cemitério da Vila Alpina e o sepultamento foi às 15h.
Carlos foi um valente guerreiro que lutou bravamente e nos deixou um testemunho de fé e esperança.
Deus o tenha no seu regaço e conforte D. Nélia, sua mãe.
Fraternalmente
Claudete L. Martins, Ofs.
Comunicação Regional – Sudeste III/ SP














quarta-feira, 8 de abril de 2015

Tríduo Pascal

Irmãos e Irmãs,
Paz e bem!
É Páscoa!
Estamos num dos tempos mais bonitos e significativos do Tempo Litúrgico!
Jesus Ressuscitou! Aleluia! Aleluia! Aleluia!
Agradeço a todos os irmãos que durante a quaresma nas quartas-feiras esteve na igreja para rezarmos a Via Sacra.
Agradeço também a todos que colaboraram com o trabalho, a oração e a presença na Semana Santa para as celebrações do tríduo Pascal.
Como foi significativa nossa participação na Missa da Instituição da Eucaristia e Lava-pés.
E a procissão com o Santíssimo Sacramento do Santuário São Francisco para a Igreja das Chagas! Que bonito!
A preparação do altar para receber a Jesus e permanecer com Ele em vigília durante toda a noite! Estivemos com Ele adorando, rezando e fazendo companhia no jardim das Oliveiras.
Rezamos, cantamos, vivenciamos a Fraternidade!
Que Deus em sua infinita bondade e misericórdia conceda muitas bênçãos e graças a todos!

Fraternalmente,

Maria Nascimento






















Mensagem de Páscoa 2015

VITÓRIA DA VIDA COM GOSTO DE PÁSCOA

Caríssimos irmãos e irmãs

O gosto de Páscoa, é a esperança alegre que nasce da fé.
Jesus venceu a morte, está entre nós, partilha conosco sua vida divina, e por isso, tudo tem sentido novo para nós.
Enfim, depois de uma Quaresma buscando a conversão do coração, propondo-nos a “servir e não ser servido”, como nos pediu a Campanha da Fraternidade deste ano; depois de vivenciarmos tão profundamente na Semana Santa os sofrimentos do Redentor, chegou o momento de cantarmos alegres o grande “Aleluia Pascal” daquele que deu sua vida por nós:
“Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? (Lc 24, 5-6).
Queridos irmãos e irmãs, eis que podemos dizer juntos: Ele venceu a morte! Ele venceu o mal! A Páscoa de Jesus é sinal da vitória sobre todos os males.
Pode parecer que a vida é a de sempre, com suas pequenas alegrias e muitas decepções. Mas para os cristãos é diferente. Porque Jesus vive conosco, cada instante tem valor de eternidade, as cruzes são mais leves, as alegrias mais fortes e duradoras. Se provarmos o gosto da Páscoa, o gosto da ressurreição, ele continuará em nossa vida, como certos gostos fortes que não nos deixam. E toda nossa vida terá um tempero diferente e mais marcante, daquele que sal de Cristo, que afasta a tristeza e o desânimo, faz o amargo tornar-se doce, e válida eternamente nossas pequenas e fugazes alegrias.
Que a certeza e a alegria da Páscoa da Ressurreição nos anime ainda mais na caminhada rumo a mundo melhor, pleno do amor incondicional daquele que tanto nos amou, repleto da “Paz e do Bem”, tão sonhados por Francisco de Assis e Clara de Assis.
Fraternalmente,

Denize Aparecida Marum Gusmão

domingo, 5 de abril de 2015

Papa: “O amor venceu o ódio, a vida venceu a morte”



Cidade do Vaticano – O Papa Francisco presidiu neste Domingo de Páscoa (05/04), no adro da Basílica de São Pedro, a solene celebração Eucarística da Ressurreição do Senhor. Não obstante a chuva, foi grande a participação de fiéis na missa pascal celebrada pelo pontífice.

Após a celebração, Francisco se dirigiu ao balcão central da Basílica Vaticana de onde dirigiu aos milhares de fiéis, presentes na Praça São Pedro, suas felicitações de Santa Páscoa e concedeu a Bênção “Urbi et Orbi” à Cidade de Roma e ao mundo inteiro.
“O amor venceu o ódio, a vida venceu a morte, a luz afugentou as trevas! Com a sua morte e ressurreição, Jesus indica a todos o caminho da vida e da felicidade: este caminho é a humildade, que inclui a humilhação. Para entrar no mistério, é preciso «inclinar-se», abaixar-se. Somente quem se abaixa compreende a glorificação de Jesus e pode segui-Lo na sua estrada”, disse Francisco na Mensagem “Urbi et Orbi” proferida neste Domingo de Páscoa.

ÍNTEGRA DA MENSAGEM

Queridos irmãos e irmãs,
Jesus Cristo ressuscitou!
O amor venceu o ódio, a vida venceu a morte, a luz afugentou as trevas! Por nosso amor, Jesus Cristo despojou-Se da sua glória divina; esvaziou-Se a Si próprio, assumiu a forma de servo e humilhou-Se até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus O exaltou e fê-Lo Senhor do universo. Jesus é Senhor!

Com a sua morte e ressurreição, Jesus indica a todos o caminho da vida e da felicidade: este caminho é a humildade, que inclui a humilhação. Esta é a estrada que leva à glória. Somente quem se humilha pode caminhar para as «coisas do alto», para Deus (cf. Col 3, 1-4). O orgulhoso olha «de cima para baixo», o humilde olha «de baixo para cima».

Na manhã de Páscoa, informados pelas mulheres, Pedro e João correram até ao sepulcro e encontraram-no aberto e vazio. Então aproximaram-se e «inclinaram-se» para entrar no sepulcro. Para entrar no mistério, é preciso «inclinar-se», abaixar-se. Somente quem se abaixa compreende a glorificação de Jesus e pode segui-Lo na sua estrada.

A proposta do mundo é impor-se a todo o custo, competir, fazer-se valer… Mas os cristãos, pela graça de Cristo morto e ressuscitado, são os rebentos duma outra humanidade, em que se procura viver ao serviço uns dos outros, ser não arrogantes mas disponíveis e respeitadores.

Isto não é fraqueza, mas verdadeira força! Quem traz dentro de si a força de Deus, o seu amor e a sua justiça, não precisa de usar violência, mas fala e age com a força da verdade, da beleza e do amor.

Do Senhor ressuscitado imploramos a graça de não cedermos ao orgulho que alimenta a violência e as guerras, mas termos a coragem humilde do perdão e da paz. A Jesus vitorioso pedimos que alivie os sofrimentos de tantos irmãos nossos perseguidos por causa do seu nome, bem como de todos aqueles que sofrem injustamente as consequências dos conflitos e das violências em curso.


Pedimos paz, antes de tudo, para a Síria e o Iraque, para que cesse o fragor das armas e se restabeleça a boa convivência entre os diferentes grupos que compõem estes amados países. Que a comunidade internacional não permaneça inerte perante a imensa tragédia humanitária no interior destes países e o drama dos numerosos refugiados.

Imploramos paz para todos os habitantes da Terra Santa. Possa crescer entre israelitas e palestinenses a cultura do encontro e se retome o processo de paz a fim de pôr termo a tantos anos de sofrimentos e divisões.

Suplicamos paz para a Líbia a fim de que cesse o absurdo derramamento de sangue em curso e toda a bárbara violência, e aqueles que têm à frente o destino do país se esforcem por favorecer a reconciliação e construir uma sociedade fraterna que respeite a dignidade da pessoa. E almejamos que, também no Iêmen, prevaleça uma vontade comum de pacificação a bem de toda a população.

Ao mesmo tempo, confiamos esperançosos ao Senhor misericordioso o acordo alcançado nestes dias em Lausanne, a fim de que seja um passo definitivo para um mundo mais seguro e fraterno.

Do Senhor Ressuscitado imploramos o dom da paz para a Nigéria, o Sudão do Sul e as várias regiões do Sudão e da República Democrática do Congo. De todas as pessoas de boa vontade se eleve incessante oração por aqueles que perderam a vida – penso de modo particular aos jovens mortos na quinta-feira passada numa Universidade de Garissa, no Quênia -, por quantos foram raptados, por quem teve de abandonar a própria casa e os seus entes queridos.

A Ressurreição do Senhor leve luz à amada Ucrânia, sobretudo àqueles que sofreram as violências do conflito nos últimos meses. Possa o país reencontrar paz e esperança, graças ao empenho de todos as partes interessadas.


Paz e liberdade, pedimos para tantos homens e mulheres, sujeitos a formas novas e antigas de escravidão por parte de indivíduos e organizações criminosas. Paz e liberdade para as vítimas dos traficantes de droga, muitas vezes aliados com os poderes que deveriam defender a paz e a harmonia na família humana. E paz pedimos para este mundo sujeito aos traficantes de armas.

Aos marginalizados, aos encarcerados, aos pobres e aos migrantes que tantas vezes são rejeitados, maltratados e descartados; aos doentes e atribulados; às crianças, especialmente as vítimas de violência; a quantos estão hoje de luto; a todos os homens e mulheres de boa vontade chegue a voz consoladora do Senhor Jesus: «A paz esteja convosco!» (Lc 24, 36). «Não temais! Ressuscitei e estou convosco para sempre!» (cf. Missal Romano, Antífona de Entrada no dia de Páscoa).

Na saudação aos fiéis Francisco disse:

Queridos irmãos e irmãs,
dirijo minhas felicitações de Feliz Páscoa a todos vocês presentes nesta praça provenientes de vários países, como também a todos aqueles que nos acompanham através dos meios de comunicação. Levem para suas casas e às pessoas que encontrarem o alegre anúncio de que o Senhor da vida ressuscitou, trazendo consigo amor, justiça, respeito e perdão! Obrigado pela sua presença, por sua oração e pelo entusiasmo de sua fé. Obrigado pelas flores que também este ano vieram da Holanda. Feliz Páscoa a todos!

sábado, 4 de abril de 2015

Sábado Santo: dia de silêncio e esperança



Não se ouve muita coisa neste sábado de silêncio. É o sábado do sepulcro escuro no qual puseram o Filho de Deus. Dia de penumbra, meio claro, meio escuro; meio céu, meio terra. Também nós podemos reservar este Sábado Santo para olharmos atentamente para o nosso coração. Para identificar as possíveis sombras que carregamos dentro de nós. São carências, frustrações, incompreensões, defeitos e limitações que não aceitamos e outras penumbras.

Se é dia de silêncio, é dia também de esperança. De saber que a luz de Cristo não se deixa abater pelas trevas da morte. De renovar a certeza de que também nós podemos iluminar nossa vida na claridade que nasce da Ressurreição.

Na noite de hoje nós já estaremos na Vigília Pascal! No Evangelho de Mc 16,1-7, o clima já é de surpresa e euforia. O túmulo está vazio! Jesus não se encontra mais ali! É esta a certeza que continua até hoje a nos inspirar, que não nos deixa entregar os pontos ou perder a esperança! No vazio do coração angustiado, na incerteza de quem enfrenta problemas na vida, no grito daquele que é injustiçado, Deus se faz justiça e superação. A vida vence a morte! O bem desfaz as armadilhas do mal!

Jesus Cristo ressuscita e reforça mais uma vez a nossa fé: a Semana Santa não termina na Sexta-Feira da Paixão, mas rompe as barreiras e os limites humanos para manifestar a Glória de Deus. Viva Jesus Ressuscitado! Viva a Páscoa da Ressurreição!

Que Deus abençoe sua vida, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Frei Gustavo Medella

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Condolências ao Governador Geraldo Alckmin e família


“Senhor de misericórdia, transformai as sombras da morte em aurora de vida”. (Salmo 22)
Nós, irmãos e irmãs da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência da Cidade de São Paulo, nos solidarizamos com a família do Sr. e Governador do Estado de São Paulo, Dr. Geraldo Alckmin, pelo falecimento de seu filho Thomaz Alckmin.

Na certeza de que Deus será o amparo eterno e definitivo do encontro com a irmã morte.

Fraternalmente,
Maria Nascimento

Sexta-feira: “Nosso silêncio não é de desespero”

 
 
Sexta-feira da Paixão do Senhor. Só mesmo um Deus apaixonado seria capaz de tal entrega. Dia do silêncio, da agonia, das humilhações e dores sentidas por nosso Senhor. A celebração, realizada às três da tarde, recorda o episódio narrado por São João em seu Evangelho, de 18,1–19,42.

Sexta-feira Santa… Sexta-feira da cruz, dos pregos, do sangue, do pus e do escarro; da coroa de espinhos, do deboche, da humilhação, do desprezo, dos gritos de condenação e de dor, da covardia dos grandes, tudo contra Deus. Sexta-feira do absurdo e da malcriação.

Jesus Cristo é o Grão de trigo esmagado, que morre para gerar vida. Hoje é dia de solidariedade, dia de recordar nosso compromisso com os crucificados da atualidade: miseráveis, prisioneiros, perseguidos, explorados, sem-teto e sem dignidade. Tempo de imitar São Francisco e, sem nojo e sem medo, abraçar aqueles que ostentam as feridas de uma sociedade ferida de morte.

Sexta-feira da esperança que brota da fé gratuita do bom ladrão, o único que teve a sensibilidade de reconhecer a grandeza oculta sobre aquele ser humano chagado que sofria injustamente sobre o madeiro da cruz. “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso”. Sonhar com o Paraíso mesmo em meio ao calvário é a grande lição que nos deixa o bom ladrão.

A certeza de que a Semana Santa não termina na Sexta-Feira da Paixão nos faz suportar a contradição de um Deus pregado na Cruz. Nosso silêncio não é de desespero, mas de meditação profunda sobre os mistérios de um amor tão grande como este com que Cristo nos amou.

Por intercessão de São Francisco, que Deus abençoe sua vida, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Frei Gustavo Medella

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O significado do lava-pés desta Quinta-feira Santa


“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” Este é a grande herança que Jesus deixa para seus discípulos. É o testamento que um pai confia a seus filhos e filhas na esperança de que eles levem adiante sua obra.

O mais bonito e emocionante nesta celebração da Quinta-feira Santa é que Jesus não deixa apenas um testamento de palavras, mas ele mesmo se reveste de humildade e nos mostra o caminho do amor ao qual nos pede trilhar. O texto de Jo 13,1-15 conta que Jesus ceou com os seus discípulos e, logo depois da ceia, pegou a jarra e a bacia, amarrou uma toalha na cintura e se pôs a lavar os pés de seus discípulos.

Lavar os pés é sinal de serviço, de submissão, de bem-querer. Numa época em que as pessoas caminhavam muito mais do que caminham hoje, ocupar-se dos cuidados dos pés de outra pessoa é querer muito bem ela. É desejar profundamente que o outro siga em frente sua caminhada existencial, que viva sua vida com entusiasmo e paixão.

E é isto que Jesus deseja de nós: que sejamos continuadores de sua obra de paz e de justiça; que não tenhamos medo nem preguiça de nos lavarmos os pés; que deixemos de lado toda a arrogância e nos coloquemos como menores, atentos às necessidades de nossos irmãos e irmãs, sempre dispostos a uma vida de serviço e doação.

Por intercessão de São Francisco, que Deus abençoe sua vida, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Frei Gustavo Medella