quarta-feira, 27 de novembro de 2013

"Quem pratica a misericórdia, não teme a morte"



Cidade do Vaticano (RV) – A baixa temperatura em Roma não impediu que milhares de fiéis lotassem a Praça S. Pedro esta quarta-feira, para a Audiência Geral.

A primeira parte deste encontro semanal do Papa Francisco é marcado pela saudação calorosa com os peregrinos, a bordo do seu jipe, quando o Pontífice tem a oportunidade de receber e retribuir o carinho da multidão. Em seguida, o Santo Padre se dirigiu para o palco montado no Adro da Basílica e definiu “corajosos” os fiéis por estarem na Praça com aquele frio.

Francisco concluiu o ciclo de catequeses sobre o Credo, desenvolvidas durante o Ano da Fé encerrado no último domingo. A catequese de hoje e da próxima semana serão dedicadas ao tema da ressurreição da carne, como nos apresenta o Catecismo da Igreja Católica, ou seja, o nosso morrer e o nosso ressuscitar em Jesus Cristo. Hoje, o Papa analisou o primeiro aspecto, o “morrer em Cristo”.

Para Francisco, há um modo errado de olhar a morte. A morte diz respeito a todos nós, e nos interroga de maneira profunda, principalmente quando ocorre de modo escandaloso, como nos caso das crianças indefesas:

Sempre me impressionou a pergunta: por que as crianças sofrem? Por que as crianças morrem?
Quando consideramos a nossa vida entre dois polos, o nascimento e a morte, nos fechamos para o horizonte de Deus. Esta concepção é típica dos ateus, que interpretam a existência como um encontrar-se casualmente no mundo e um caminhar em direção ao vazio. Mas existe também um ateísmo prático, que é viver somente para os próprios interesses e as coisas terrenas. Se vivemos assim, não temos outra opção senão ocultar ou banalizar a morte, para que ela não nos aterrorize.
Todavia, o coração do homem e o seu desejo de infinito se rebelam a esta solução. E quando perdemos uma pessoa amada, percebemos que, mesmo no drama da perda, sai do coração a convicção de que tudo não termina ali, de que o bem dado e recebido não foi inútil. Há um instinto poderoso dentro de nós que nos diz que a nossa vida não acaba com a morte.

Esta sede de vida encontrou a sua resposta real e confiável na ressurreição de Jesus Cristo – que não nos dá somente a certeza da vida além da morte, mas ilumina também o próprio mistério da morte de cada um de nós.

"Uma pessoa tende a morrer como viveu", explicou o Pontífice. Se a minha vida foi um caminho com o Senhor, de confiança na sua misericórdia, estarei pronto a aceitar o último momento da minha existência terrena.

Esta vida, acrescentou Francisco, nos é dada também para preparar a outra vida, com o Pai celeste. E devemos nos preparar estando perto de Jesus com a oração, nos Sacramentos e também na prática da caridade.

O Papa nos lembra que Cristo está presente nos mais fracos e necessitados. Portanto, um caminho certo para nos preparar para a morte é recuperar o sentido da caridade cristã e da compartilha fraterna, cuidando das chagas corporais e espirituais do nosso próximo.

A solidariedade em compadecer a dor e infundir a esperança é premissa e condição para receber em herança o Reino preparado para nós. Quem pratica misericórdia, não teme a morte, porque a olha de frente nas feridas dos irmãos e a supera com o amor de Jesus Cristo. Se abrirmos a porta da nossa vida e do nosso coração aos irmãos menores, então também a nossa morte se tornará uma porta que nos introduzirá ao Céu.


Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 24 de novembro de 2013

Hoje é Festa de Cristo Rei





Jesus,  lembra-te de mim...
Cenário doloroso: Jesus pregado a cruz, escarnecido entre dois malfeitores. O povo zombando, a dor do corpo só não era menor do que a dor do abandono.
De repente, uma voz já fraca, em suas últimas forças, uma voz que ninguém queria ouvir, solta uma das mais profundas profissões de fé no Reinado do Senhor: “Lembra-te de mim quando vieres em teu reino!”
Lembra-te de mim que nunca fui lembrado...
E o Senhor ouviu e acolheu quem nunca foi acolhido: “ Ainda hoje estarás comigo no paraíso”.
Assim é o reino de Deus, Jesus começa por dentro, por baixo, pelos corações que se abrem a Ele, seu reino não é imposição, é justiça, paz e alegria no Espírito Santo.


Lembra-te de nós!!!!!!!!!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

"A única lâmpada acesa no sepulcro de Jesus é a esperança da mãe", disse o Papa Francisco na visita ao Mosteiro Camaldulense



Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco dirigiu-se na tarde desta quinta-feira (21), ao Mosteiro de Santo Antônio Abade, das Monjas Beneditinas Camaldulenses, localizado no Aventino, uma das sete colinas de Roma. A visita insere-se na conclusão do Ano da Fé e foi realizada no ‘Dia pela vida contemplativa’, instituído em 1953 pelo Papa Pio XII como Jornada Pro orantibus.

O Santo Padre foi acolhido pela Abadessa Irmã Michela Porcellato, dirigindo-se imediatamente à igreja onde estavam reunidas 21 Monjas da Comunidade. O Pontífice presidiu a Celebração das Vésperas segundo a regra camaldulense, seguida de um momento de Adoração. Após, falou aos presentes.

Partido do Evangelho lido na oração das Vésperas, Francisco centrou sua reflexão em Maria, mulher da esperança. A palavra ‘faça-se’ - usada por Maria na expressão ‘Faça-se em mim segundo a tua Palavra’ – “não é somente uma aceitação, mas também uma abertura confiante ao futuro. Este ‘faça-se’ – disse o Papa - é esperança”.

Após recordar que “Maria é a mãe da esperança, o ícone mais expressivo da esperança cristã”, o Papa Francisco percorreu brevemente alguns momentos marcantes da sua vida, observando que “diante de todas estas dificuldades e surpresas do projeto de Deus, a esperança da Virgem não vacilou nunca! Mulher de esperança! Isto nos diz que a esperança nutre-se da escuta, da contemplação, da paciência, para que os tempos de Deus amadureçam”.

Ao recordar o momento em que Maria estava aos pés da Cruz, o Santo Padre observou que ela “é a mulher da dor e ao mesmo tempo da vigilante espera de um mistério, maior que a dor, que está para se cumprir. Tudo parece ter acabado, se poderia dizer que toda esperança apagou-se”, e acrescentou: “Também ela, naquele momento, poderia ter exclamado, recordando as promessas da Anunciação: ‘Isto não é verdade! Fui enganada!”.

“Mas ela é bem-aventurada porque acreditou e desta fé vê nascer um futuro novo e aguarda com esperança o amanhã de Deus”. E então dirigiu-se ao presentes perguntando:

Nós sabemos esperar o amanhã de Deus ou queremos o hoje, o hoje, o hoje? O amanhã de Deus é para Ele o amanhecer daquele dia, do primeiro da semana. Nos fará bem pensar, na contemplação, ao abraço do filho com a mãe. A única lâmpada acesa no sepulcro de Jesus é a esperança da mãe, que naquele momento é a esperança de toda a humanidade. Me pergunto e também a vocês: nos Mosteiros esta lâmpada ainda está acesa? Nos mosteiros se espera o amanhã de Deus?”.

O Papa Francisco conclui sua reflexão dizendo que “devemos muito a esta Mãe! Nela, presente em cada momento na história da salvação, vemos uma testemunha sólida de esperança. Que ela, mãe da esperança, nos sustente nos momentos de escuridão, de dificuldade, de desconforto, de aparente derrota, nas verdadeiras derrotas humanas”.

Ao final da Celebração das Vésperas, o Papa encontrou a Comunidade das Monjas na Sala Capitular, retornando a seguir para o Vaticano. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

Especial Santa Isabel da Hungria: Chamada às Glórias do Céu



Santa Isabel viveu na oração, na penitência e na santa pobreza os últimos anos de sua vida.

Ela não quis voltar à Hungria para viver na corte de seu pai. E também não quis habitar o castelo de Wartburgo. A vontade de Deus era outra. Seus filhos foram perfeitamente educados em abadias.

Muitos e magníficos milagres ela fez ainda em vida. Sua fama de virtude era grande.

Nossa Senhora chamou-a para o Céu depois de uma existência cheia de bons exemplos como soberana de seu povo, na luta e na glória.

Sua alma voou para o Paraíso no meio dos Anjos e Santos que vieram buscá-la. Ouviu-se nos ares um coro de vozes celestes que cantava uma inefável harmonia.

Era a noite de 17 de novembro de 1231. Contava apenas vinte e quatro anos de vida.



Livro: Santa Isabel da Hungria de Maria Isabel de Azeredo Santos

Petrus Editora


domingo, 17 de novembro de 2013

Notícias domingo 17.11.2013


Irmãos e Irmãs,

Paz e bem!

 

A Fraternidade das Chagas celebrou nesta manhã do dia 17 de novembro na missa das 9hs, presidida pelo Frei Gustavo Medella, OFM, o sufrágio da Irmã Yvone Margarida Bock, falecida no dia 14 de novembro.

Por mais de trinta anos ela fez parte de nossa Fraternidade.

Cruzamos muitas e muitas vezes nas dependências da Ordem,

Sentamos juntos em tantos e tantos encontros...

Comungamos na mesma celebração Eucarística...

Rimos ... choramos... nos alegramos juntos...
 
E agora... está nos braços de Deus!

Descanse em paz!

Maria Nascimento  
 
 


Santa Isabel, padroeira da Ordem Terceira Secular

 
 
Diz a lenda que Isabel foi invocada mesmo antes de nascer. Um vidente anunciou seu glorioso nascimento como estrela que nasceria na Hungria, passaria a brilhar na Alemanha e se irradiaria para o mundo. Citou-lhe o nome, como filha do rei da Hungria e futura esposa do soberano de Eisenach (Alemanha).

De fato, como previsto, a filha do rei André, da Hungria, e da rainha Gertrudes, nasceu em 1207. O batismo da criança foi uma festa digna de reis. E a criança recebeu o nome de Isabel, que significa repleta de Deus.

Ela encantou o reino e trouxe paz e prosperidade para o governo de seu pai. Desde pequenina se mostrou de fato repleta de Deus pela graça, pela beleza, pelo precoce espírito de oração e pela profunda compaixão para com os sofredores.

Tinha apenas quatro aninhos quando foi levada para a longínqua Alemanha como prometida esposa do príncipe Luís, nascido em 1200, filho de Hermano, soberano da Turíngia. Hermano se orientava pela profecia e desejava assegurar um matrimônio feliz para seu filho.

Dada a sua vida simples, piedosa e desligada das pompas da corte, concluíram que a menina não seria companheira para Luis. E a perseguiam e maltratavam, dentro e fora do palácio.

Luis, porém, era um cristão da fibra do pai. Logo percebeu o grande valor de Isabel. Não se impressionava com a pressão dos príncipes e tratou de casar-se quanto antes. O que aconteceu em 1221.

A Santa não recuava diante de nenhuma obra de caridade, por mais penosas que fossem as situações, e isso em grau heroico! Certa vez, Luis a surpreendeu com o avental repleto de alimentos para os pobres. Ela tentou esconder… Mas ele, delicadamente, insistiu e… milagre! Viu somente rosas brancas e vermelhas, em pleno inverno. Feliz, guardou uma delas.

Sua vida de soberana não era fácil e frequentemente tinha que acompanhar o marido em longas e duras cavalgadas. Além disso, os filhos, Hermano, de 1222; Sofia, de 1224 e Gertrudes, de 1227.

Estava grávida de Gertrudes, quando descobriu que o duque Luis se comprometera com o Imperador Frederico II a seguir para a guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Nova renúncia duríssima! E mais: antes mesmo de sair da Itália, o duque morre de febre, em 1227! Ela recebe a notícia ao dar à luz a menina.

Quando Luis ainda vivia, ele e Isabel receberam em Eisenach alguns dos primeiros franciscanos a chegar na Alemanha por ordem do próprio São Francisco. Foi-lhes dado um conventinho. Assim, a Santa passou a conhecer o Poverello de Assis e este a ter frequentes notícias dela. Tornou-se mesmo membro da Família Franciscana, ingressando na Ordem Terceira que Francisco fundara para leigos solteiros e casados. Era, pois, mais que amiga dos frades. Chegou a receber de presente o manto do próprio São Francisco!

Morto o marido, os cunhados tramaram cruéis calúnias contra ela e a expulsaram do castelo de Wartburgo. E de tal forma apavoraram os habitantes da região, que ninguém teve coragem de acolher a pobre, com os pequeninos, em pleno inverno. Duas servas fiéis a acompanharam, Isentrudes e Guda.

De volta ao Palácio quando chegaram os restos mortais de Luís, Isabel passou a morar no castelo, mas vestida simplesmente e de preto, totalmente afastada das festas da corte. Com toda naturalidade, voltou a dedicar-se aos pobres. Todavia, Lá dentro dela o Senhor a chamava para doar-se ainda mais. Mandou construir um conventinho para os franciscanos em Marburgo e lá foi morar com suas servas fiéis. Compreendeu que tinha de resguardar os direitos dos filhos. Com grande dor, confiou os dois mais velhos para a vida da corte. Hermano era o herdeiro legitimo de Luis. A mais novinha foi entregue a um Mosteiro de Contemplativas, e acabou sendo Santa Gertrudes! Assim, livre de tudo e de todos, Isabel e suas companheiras professaram publicamente na Ordem Franciscana Secular e, revestidas de grosseira veste, passaram a viver em comunidade religiosa. O rei André mandou chamá-las, mas ela respondeu que estava de fato feliz. Por ordem do confessor, conservou alguma renda, toda revertida para os pobres e sofredores.

Construiu abrigo para as crianças órfãs, sobretudo defeituosas, como também hospícios para os mais pobres e abandonados. Naquele meio, ela se sentia de fato rainha, mãe, irmã. Isso no mais puro amor a Cristo. No atendimento aos pobres, procurava ser criteriosa. Houve época, ainda no palácio, em que preferia distribuir alimentos para 900 pobres diariamente, em vez de dar-lhes maior quantia mensalmente. É que eles não sabiam administrar. Recomendava sempre que trabalhassem e procurava criar condições para isso. Esforçava-se para que despertassem para a dignidade pessoal, como convém a cristãos. E são inúmeros os seus milagres em favor dos pobres!

De há muito que Isabel, repleta de Deus, era mais do céu do que da terra. A oração a arrebatava cada vez mais. Suas servas atestam que, nos últimos meses de vida, frequentemente uma luz celestial a envolvia. Assim chegou serena e plena de esperança à hora decisiva da passagem para o Pai. Recebeu com grande piedade os sacramentos dos enfermos. Quando seu confessor lhe perguntou se tinha algo a dispor sobre herança, respondeu tranquila: “Minha herança é Jesus Cristo !” E assim nasceu para o céu! Era 17 de novembro de 1231.

Sete anos depois, o Papa Gregório IX, de acordo com o Conselho dos Cardeais, canonizou solenemente Isabel. Foi em Perusa, no mesmo lugar da canonização de São Francisco, a 26 de maio de 1235, Pentecostes. Mais tarde foi declarada Padroeira da Ordem Franciscana Secular.

FREI CARMELO SURIAN, O.F.M. -

Fontes: www.franciscanos.org.br

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Especial Santa Isabel da Hungria: Cavaleiros tomam a sua defesa



A triste sorte da ilustre Princesa excitou a compaixão das pessoas de bem.

Sua tia Matilde, religiosa de um convento, mandou buscá-la e a acolheu em sua abadia.

O Rei André chamou-a de volta para a Hungria, mas ela não quis retornar à sua terra.

Foi então que os cruzados voltaram do Oriente.. E os cavaleiros ficaram indignados.

Formaram uma comitiva e se dirigiram ao Castelo de Wartburgo.

O nobre Embaixador que jurara cuidar dela ia à frente, para tomar a defesa de sua protegida.

- Senhor - disse ele ao duque Henrique - ouvimos contar coisas infamantes a vosso respeito, que envergonham nosso País e nosso Príncipe. Que fizestes de nossa Princesa Isabel? Como cavaleiro devíeis defender as viúvas e os órfãos. E vós os ultrajastes. Eu vos digo: esse pecado atrai a vingança de Deus!

A Duquesa Sofia começou a chorar. Henrique abaixou a cabeça sem dizer palavra.

O nobre senhor continuou a censurar energicamente o indigno irmão do Príncipe Luís.

E a franqueza do Cavaleiro tocou o coração do Duque.

O jovem Henrique desfez-se em lágrimas. Chorou por muito tempo e depois disse:

- Eu me arrependo profundamente e farei reparação. Para isso dou todos os meus bens até a minha vida.

O nobre senhor foi então procurar a Princesa santa. Ela tudo perdoou, prontamente, dizendo:

- Eu não quero nem seus castelos nem seus bens.

Henrique acompanhado de Conrado e da Duquesa Sofia, se encontrou com Santa Isabel. Ela concedeu-lhe o perdão e o abraçou.

Mas, por direito e justiça, o filho de Santa Isabel, o Príncipe Hermann, foi declarado legítimo herdeiro da Turíngia.



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Petrus Editora


Especial Santa Isabel da Hungria: Nossa Senhora a visita



Um dia, Santa Isabel sentou-se junto à janela de sua pobre habitação, ao lado de Isentrudes, sua fiel acompanhante. Era a mais querida de suas damas de honra e jamais a deixou. Com uma alegria intensa espalhada no rosto, a nobre Princesa sorria e olhava para o céu.

Isentrudes perguntou-lhe o que havia acontecido.

- Eu vi o céu se abrir e meu Senhor, o misericordioso Jesus, Se dignou me consolar. Ele me fez ver a sua querida Mãe, a Virgem Maria.

Frequentemente Nossa Senhora, os Anjos e os Santos a visitavam.



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Especial Santa Isabel da Hungria: Expulsa do Castelo




A justiça e honra fugiram do coração dos Duques Henrique e Conrado, irmãos do Príncipe Luís. Eles declararam guerra à viúva e aos órfãos que tinham jurado defender.

Cobiçoso de reinar na Turíngia, o Duque Henrique usurpou o poder e expulsou Santa Isabel e seus filhos do castelo, cobrindo-a de ultrajes e injúrias.

Santa Isabel suplicou para ficar, mas em vão. As portas do castelo se fecharam. Era inverno.

A neve caía naquela noite. Não havia cavaleiro para defendê-la, pois todos os bons havia partido para a Cruzada.

A filha de reis desceu a pé o rude caminho que conduzia à vila. Ela levava nos braços a pequena Gertrudes. Duas damas fiéis a seguiam no abandono. Era inverno e fazia um frio rigoroso.

Chegando à vila, foi recebida com toda a ingratidão. Em vão bateu à porta das casas. O Duque Henrique havia espalhado calúnias contra ela; ninguém a quis receber.

Um hoteleiro lhe deu asilo, para aquela noite, num pobre casebre que guardava os animais. Ele fez sair os animais e deu esse lugar horrível à Princesa da Turíngia, à filha de Reis da Hungria!

Que humilhação! O sino bateu meia noite. Seus filhos tinham fome e frio. Santa Isabel rezou.

Assim foi a primeira noite passada naquele abandono, que fazia lembrar o presépio de Belém.



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Especial Santa Isabel da Hungria: Luto no castelo



Uma peste terrível grassou entre os cruzados. Desde que pôs os pés no navio, o Príncipe Luís já se sentiu tomado de forte febre.

Com todo fervor se confessou, recebeu a Unção dos Enfermos e a Sagrada Comunhão. Ditou então seu testamento. Depois mandou chamar seus cavaleiros e lhes entregou o anel; pediu-lhes que cumprissem seus últimos desejos.

Apareceram umas pombas muito brancas à sua janela. E o Príncipe Luís nesse momento entregou sua alma a Deus. E todas as pombas voaram em direção do Oriente.

Enquanto essas coisas se sucediam, Santa Isabel estava no Castelo de Wartburgo, em companhia de seus quatros filhos: Hermann e suas três irmãs. A mais pequenina chamava-se Gertrudes.

A Duquesa Sofia recebeu então a triste notícia. E foi anuncia-la a Santa Isabel.

- Ele está prisioneiro?

- Não, ele morreu - respondeu-lhe a Duquesa.

- Eis aqui o anel que ele mandou.

Santa Isabel ficou desolada. Durante oito dias todo o castelo e reino choraram a morte de seu senhor.


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Especial Santa Isabel da Hungria: Outro milagre



Naquele ano, o Rei André da Hungria, que se tornara cruzado, voltava de uma expedição militar ao Egito. Como queria saber notícias de sua filha, mandou quatro nobres de sua corte à Turíngia.

Brilhante recepção estava sendo preparada.

- Tu te preocupas tanto com os pobres que te especes de ti mesma. Com que roupa vais te apresentar aos embaixadores de teu Pai?
- Perguntou-lhe o Príncipe Luís.

- Não te preocupes com isso - disse ela.

- Eu conversarei com eles com muita afabilidade e eles nem irão reparas nos meus trajes.

Santa Isabel rezou e se preparou para receber os nobres enviados de seu Pai.

Á noite, durante a festa, a Princesa encantou a todos pela sua cordialidade, pela doçura de suas meninas e pelo esplendor de seus trajes. Vestia uma roupa de seda magnífica com um manto de veludo azul bordado de pérolas.

Quando terminou a festa, o Príncipe Luís lhe perguntou sobre o belo traje. Onde teria ela conseguido uma vestimenta tão deslumbrante?

- Eis o que sabe fazer Nosso Senhor quando é do seu agrado - respondeu-lhe a virtuosa princesa.


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Especial Santa Isabel da Hungria: As rosas



Certa vez, Santa Isabel ia para vila levando pão para os pobres.

A Princesa Sofia disse a seu filho:

- É demais! Veja quantos pães ela carrega!

O Príncipe Luís foi à procura de sua nobre esposa.

Interrogada por ele, nada respondeu. Apenas abriu o cesto que levava consigo.

Belas e perfumadas rosas havia lá dentro!

Onde teriam sido colhidas? Era inverno.

Os campos estavam cobertos de neve.

Milagre do Céu!



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Especial Santa Isabel da Hungria: As núpcias




Foi anunciado ao Reino o casamento do Príncipe.

Foram convidados todos os condes da Turíngia e grande número de cavaleiros.

A cerimônia do casamento foi celebrada com grande pompa no castelo.

Em Wartburgo houve três dias de festa com brilhante torneio.



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Especial Santa Isabel da Hungria: O príncipe corajoso



O Príncipe Luís passou a governar a Turíngia. Ele era alto, nobre e digno.

Era tão belo que muitos até o chamavam parecido com Nosso Senhor.

Fazia longas caminhadas e duros exercícios. Devia tornar-se um bom soldado para ser armado cavaleiro.

Ele viajava por toda a Turíngia.

Não havia em seu tempo Príncipe mais corajoso que Luís.

Certa vez o Imperador da Alemanha deu-lhe de presente um leão. O animal feroz vivia na jaula.

Numa manhã de sol, o Príncipe passeava nos arreadores do castelo. De repente, viu o leão correndo e rugindo em sua direção. Um sentinela viu o perigo e correu para socorrer seu mestre.

O leão deixou-se prender sem resistência.

O Príncipe dominou o animal feroz sem arma.


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Especial Santa Isabel da Hungria: Sofrimento



Aos nove anos um acontecimento sério veio marcar a vida da Princesa: morreu o Príncipe Hermann, o grande protetor e defensor dela.

A partir dessa época, a Duquesa Sofia, sua esposa, começou a maltratar a menina.

Todos começaram a desprezá-la. Quiseram até manda-la embora de volta para a Hungria.

A jovem Inês, irmã do Príncipe Luís, era muito vaidosa e passou a odiar a menina Santa Isabel.

Majestosa e digna, ela sofria com grande paciência.

Era o ódio do demônio contra os bons!


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Especial Santa Isabel da Hungria: A princesa da Turíngia



Um sábio chamado ao castelo do Príncipe Hermann anunciou durante a festa:

- Vejo uma estrela que se levanta da Hungria, que brilhará aqui nesta terra e depois no mundo inteiro. Pois hoje nasceu na Hungria uma menina que será santa. Ela será esposa de seu filho quando nascer, e será famosa no mundo inteiro.

Todos ouviram com alegria essas palavras do sábio.

De fato, naquele dia havia nascido na Hungria uma menina: a filha do Rei.

Os viajantes traziam notícias da nova Princesa.

Toda Hungria se alegra com essa menina! - dizia um.

Parece um presente do Céu! - dizia outro.

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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Nota de Falecimento



Faleceu nesta manhã do dia 14 de novembro, a irmã Yvone Margarida Bock.

Ela nasceu no dia 10/10/1942 em São Paulo/SP.

Entrou para o período de Formação no dia 26/08/1973.

Fez a Profissão à Ordem Franciscana Secular no dia 08/12/1974.

Era solteira. Desde que sofreu um AVC há muitos anos atrás e não mais conseguiu andar, cadeirante, foi paciente na Casa São Francisco. Quando o estabelecimento foi fechado em 2011, foi transferida para um abrigo para idosos no Itaim Paulista. Em 2012 conseguimos vaga no Centro de promoção humana Lar Vicentino, em Ermelino Matarazzo, permanecendo até sábado dia 09 quando foi internada no Hospital do Tatuapé.

Como Conselho e como irmãos, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

Em nenhum momento a abandonamos à própria sorte.

A visitamos regularmente.

Fomos em todos os sentidos: irmãos e família. A sua família. A família espiritual no carisma franciscano. Estamos em paz. Fizemos o que devíamos fazer.

Agradecemos ao Lar Vicentino pelo apoio, cuidados e atenção dedicados à nossa irmã Yvone. 

Agradeço aos irmãos e irmãs que dividem comigo e com o Conselho o Sagrado ofício de visitar os irmãos idosos e enfermos da Fraternidade.

Amemos aos irmãos e irmãs enquanto os temos perto de nós!

O amanhã pode não chegar. O amanhã a Deus pertence.
 

 

Irmã Yvone:

A lembrança que guardo de você: alegria, dinamismo, culta, falava vários idiomas, adorava seu trabalho com o turismo, presença nos encontros locais e regionais da OFS.

Que sua vida nos inspire a vivenciar melhor nosso carisma no meio do mundo.

Que Deus em sua infinita bondade e misericórdia conceda-lhe o descanso e a luz eterna.

Descanse em paz!     

Amém!

Maria Nascimento - Ministra




quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Devemos batalhar pela vida, jamais pela morte!



Cidade do Vaticano (RV) – Devemos combater a batalha pela vida, jamais pela morte! O Papa Francisco fez este apelo durante a Audiência Geral desta manhã, na Praça S. Pedro, diante de mais de 70 mil pessoas.

O Pontífice mencionou duas notícias dos últimos dias: uma na Síria e outra nas Filipinas.

Fui informado com grande dor que dois dias atrás, em Damasco, tiros de morteiro mataram algumas crianças que voltavam da escola e o motorista do ônibus. Outras crianças ficaram feridas. Rezemos para que essas tragédias não aconteçam! Nesses dias, estamos rezando e unindo as forças para ajudar os nossos irmãos e irmãs das Filipinas, atingidos pelo tufão. Essas são as verdadeiras batalhas a combater. Pela Vida! Jamais pela morte!

O Papa chegou à Praça às 9h50, a bordo do seu jipe branco. Por cerca de meia-hora, Francisco recebeu e retribuiu o carinho dos fiéis, abençoando a multidão, beijando as crianças e conversando com os inúmeros grupos.

Prosseguindo sua reflexão sobre o Credo, hoje Francisco aprofundou o tema do Batismo, o único Sacramento referido na profissão de fé.

O Batismo, explicou o Pontífice, é a “porta” da fé e da vida cristã. Quando dizemos que “professo um só Batismo para a remissão dos pecados”, afirmamos que este sacramento é, em certo sentido, a carteira de identidade do cristão: um novo nascimento, o ponto de partida de um caminho de conversão, que se estende por toda a vida.

O Papa então nos convidou a refletir: “o Batismo é para mim um fato do passado, ao qual jamais penso, ou uma realidade viva, que diz respeito ao meu presente, em cada momento? O dia do nosso aniversário é o nosso dia à vida; e o dia do nosso Batismo é o dia que nascemos para a Igreja”, disse o Papa, dando a “lição de casa” aos fiéis de se informarem a data em que foram batizados.

Este novo nascimento se dá através de uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo –batismo significa imersão –, para que possamos ressuscitar com Ele para uma vida nova.

Assim, o Batismo representa uma poderosa intervenção da misericórdia divina na nossa vida, que nos garante o perdão de todos os pecados: do pecado original e de todos os pecados pessoais. “Todavia, esta intervenção divina não nos exime da responsabilidade de pedir perdão toda vez que erramos!”

A fragilidade da nossa natureza humana permanece, prosseguiu o Papa, por isso é preciso humildemente renovar e consolidar este perdão, por meio do sacramento da Penitência.

Eu não posso me batizar duas, três, quatro vezes, mas posso me confessar; e quando me confesso, renovo a graça do Batismo. É como se fizesse um segundo Batismo. O Senhor Jesus é tão bom que jamais me cansa de perdoar. O Batismo nos abre a porta à Igreja e quando esta porta se fecha devido às nossas fraquezas, pecados, a Confissão a reabre, porque nos ilumina para prosseguir com a luz do Senhor. Prossigamos com alegria, porque a vida deve ser vivida com a alegria de Jesus Cristo e esta é uma graça do Senhor.

Fonte: Rádio Vaticano




segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Momento de reflexão






 
Francisco nos revela que quem está mais perto de Deus é muito mais próximo da humanidade.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"Sem amor, a solidariedade é vã"



Cidade do Vaticano (RV) – Mais de 80 mil pessoas lotaram a Praça S. Pedro na manhã desta quarta-feira para a Audiência Geral com o Papa Francisco.

Às 9h45, o Papa já estava na Praça para receber e retribuir o carinho dos fiéis. Por cerca de meia-hora, a bordo do seu jipe, Francisco abençoou a multidão, beijou as crianças e conversou com os inúmeros grupos.

Prosseguindo sua reflexão da semana passada, quando falou da “comunhão dos santos” que professamos no Credo, hoje aprofundou outro aspecto desta realidade, isto é, a comunhão nas coisas santas, ou seja, a comunhão dos bens espirituais nos sacramentos, nos carismas e na caridade.

A comunhão entre os cristãos cresce mediante a participação aos bens espirituais, explicou o Pontífice.

Na comunhão dos Sacramentos, há uma comunhão profunda e efetiva entre nós, porque neles encontramos Cristo e através Dele, os nossos irmãos.

Na confissão, por exemplo, “não devemos ter medo do padre, porque é Jesus que encontramos no Sacramento”, disse o Papa. Assim, cada encontro com Cristo é um convite a ir ao encontro dos outros, levando esta salvação que se pode ver, tocar e receber; e que é crível porque é amor. Deste modo, os Sacramentos nos levam a ser missionários, a levar o Evangelho a cada ambiente, inclusive àqueles mais hostis.

Depois, há os carismas: são predisposições, inspirações e impulsos interiores que surgem na consciência e na experiência das pessoas para ser postos ao serviço da comunidade. “Deve-se duvidar dos carismas que servem para afirmar a si mesmos”, advertiu o Santo Padre, pois não são dados em benefício de quem os recebe, mas para o bem de todo o Povo de Deus. “Todos somos chamados a respeitar os carismas em nós e nos outros, como nos recomendou São Paulo: ‘Não apagueis o Espírito’.”

Finalmente, a comunhão na caridade: não uma “caridadezinha” para descargo de consciência, mas uma comunhão que nos leva a entrar de tal maneira nas alegrias e nas dores alheias que assumimos sinceramente como nossas.

Sem o amor, de fato, inclusive os dons mais extraordinários são vãos, enquanto o menor dos nossos gestos de amor tem bons efeitos para todos! “Com frequência somos muito áridos, indiferentes, distantes e ao invés de transmitir fraternidade, transmitidos mal humor, frieza e egoísmo. Abramo-nos à comunhão com Jesus nos sacramentos, nos carismas e na caridade, para vivermos de maneira digna da nossa vocação cristã.”

No final da catequese, o Papa emocionou a Praça ao pedir um ato de caridade (tranquilizando os fiéis de que não se tratava de uma coleta) e rezar por uma menina de um ano e meio, muito doente, que Francisco conheceu momentos antes da Audiência.

Saudando os grupos presentes na Praça, o Pontífice se dirigiu aos fiéis de língua portuguesa cumprimentando em modo especial os peregrinos de Bauru (SP) e de São Bernardo do Campo (SP).

Por fim, recordou que este mês de novembro é dedicado à memória e à oração pelos defuntos – uma oportunidade para considerar de maneira mais aprofundada o significado da existência terrena e o valor da vida eterna. “Que esses dias sejam para todos um estímulo a compreender que a vida tem valor se vivida para amar a Deus e o próximo.”



Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Momento de reflexão


 
 

 
Francisco de Assis é:

um fervor da vida,

uma comunhão universal,

uma intensa fraternidade.