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Fontes originárias da refrescante água franciscana

A Editora Vozes, neste único livro, apresenta duas biografias de São Francisco de Assis, também conhecidas por “Vidas”, há muito tempo conhecidas. São duas biografias escritas pelo mesmo autor, Frei Tomás de Celano. Ele, além de ser agraciado por ter conhecido pessoalmente a São Francisco, em duas ocasiões distintas, procurou responder à mesma pergunta: Quem foi São Francisco de Assis? Este livro é extraído das Fontes Franciscanas e Clarianas, editadas em 2004 pela Conferência da Família Franciscana do Brasil em coedição com a Editora Vozes. Tem a apresentação do Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, e a tradução e introdução de Frei Celso Márcio Teixeira. Segundo Frei Márcio, na primeira década após a morte do santo, a Primeira Vida aparece absoluta como ponto de referência para os hagiógrafos. “Em outras palavras, quem se dispusesse a escrever uma vida de São Francisco devia necessariamente ter diante dos olhos a obra de Tomás de Celano”, diz Frei Márcio. Tomás de ...

Tudo pronto para o Capítulo Nacional da OFS do Brasil em Salvador

“A Ordem Franciscana Secular é a mais antiga forma de organização de leigos da Igreja Católica.” Para avaliar a caminhada dos últimos três anos e eleger o novo Conselho para o triênio 2018-2021, os representantes dos Regionais da Ordem Franciscana Secular do Brasil (OFS) - conhecida como Ordem Terceira - espalhados por todo Brasil, estarão reunidos na capital baiana nos dias 24 a 26 de agosto, no CTL-Centro de Treinamento de Lideres da Arquidiocese de São Salvador, em Itapoã. O evento começa às 7 horas da manhã do dia 24 com a celebração Presidida por Frei Liomar Pereira da Silva, OFMCap, Ministro Provincial dos Capuchinhos de Bahia e Sergipe. O Regional anfitrião é, justamente, o Regional da OFS Nordeste B3, compreendendo os estados de Bahia e Sergipe, que a mais de um ano vem preparando a infraestrutura da Assembleia Nacional Eletiva, internamente chamada de Capítulo Nacional Eletivo. Para a validade desse capítulo estará presente dois representantes do Conselho Internacion...

Audiência: invocar o nome de Deus sem hipocrisias

O Papa Francisco dedicou sua catequese na Audiência Geral ao segundo mandamento: “não pronunciarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão”. Cidade do Vaticano A Sala Paulo VI acolheu cerca de sete mil peregrinos para a Audiência Geral desta quarta-feira (22/08). Dando continuidade às catequeses sobre os Dez mandamentos, o Papa comentou o segundo: “não pronunciarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão”. Trata-se de um convite a não ofender o nome de Deus e evitar um uso inoportuno, superficial, vazio ou hipócrita. Nome é missão Na Bíblia, o nome representa a verdade íntima das coisas e, sobretudo, das pessoas. Alguns personagens bíblicos recebem um novo nome ao serem chamados por Deus para realizar uma missão, como Abraão e Simão Pedro. Em concreto, conhecer o nome de Deus significa experimentar a transformação da própria vida: pensemos no Batismo, onde recebemos uma vida nova, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. O Pontífice então deu uma “...

São Maximiliano Kolbe

Raymond Kolbe, filho de Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, nasceu aos 8 de janeiro de 1894, em Zdunska Wola, perto de Lódz, na Polônia. Sua família era pobre, de humildes operários, mas muito rica de religiosidade. Ingressou no Seminário franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais aos treze anos de idade, logo demonstrando sua verdadeira vocação religiosa. Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia. Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada ...

Elementos de uma pauta para uma visita fraterno-pastoral

O título desta página pode enganar. Não se trata de um rigorosa pauta de assuntos a serem ventilados nas visitas  fraterno-pastorais da Ordem Franciscana Secular,  mas de elementos que atravessam o coração de um frade quando ele  pensa no que deve refletir com os irmãos e irmãs em tais ocasiões. Nada mais. Expressões de convicções ou intuições. Nada completo.  Lampejos. 1. Em primeiro lugar: nada está pronto, acabado. Tudo está por ser feito. Ou retomado. Nada de colocar um ponto final antes do tempo. Longe dos cristãos e franciscanos a inércia, a enganadora satisfação. Há riquezas escondidas em cada ser humano, em cada cristão, em cada franciscano que ainda não vieram à noite. Que todos se sintam acordados, despertados. Nada está acabado. 2. Este pensamento de Bernanos deve nos fazer pensar: “A maior parte entre nós assume, de fato, apenas uma parte de sua vida, parte insignificante, ridiculamente pequena de sua existência. As pessoas vivem na superfície d...

“Esses homens a quem chamamos de pais”

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM Meus pais foram envelhecendo, foram se fragilizando, foram precisando mais de mim. E como não precisava tanto deles, ocupado com meu trabalho e minhas relações, tornei-me ausente. Um ausente egoísta que empurrava os problemas para os irmãos e não pretendia se incomodar com a velhice e a saúde de meus guardiões (Cuide dos pais antes que seja tarde,  Carpinejar, Bertrand Brasil, p.7) - Quando chega o mês de agosto há um convite a que reflitamos sobre a figura do pai, esse homem ao qual nossa mãe nos apresentou logo após nosso nascimento. Viemos do seio dela, mas ela e ele “maquinaram” nossa chegada. E, por detrás, de tudo e antes de tudo o Pai que cria os espaços,  colore as pétalas das  flores e ensina os ares a fabricar a neve colocou viço e vida no amor da mãe e do pai. Viemos do Pai belo dos céus. No amor do pai e da mãe  lá estávamos nós… Quem dera que sempre assim fosse.  Duas vocações:  ser pai e ser mãe, duas ...

Clara, a mulher da esperança

Temos diante dos olhos um texto  que aborda Clara, como mulher da esperança, da autoria de uma das mais conhecidas e eruditas filhas da santa. Trata-se de  Chiara Augusta Lainati.  São incontáveis as obras publicadas por esta clarissa. O texto de que dispomos  foi enviado para mosteiros das irmãs pobres de São Damião e é uma versão em espanhol de artigo que, provavelmente foi escrito em italiano (Clara, la mujer de la esperanza).  A autora se dirige às suas irmãs  fazendo um veemente convite a que voltem ao primeiro amor e sejam mulheres de esperança para um mundo sem esperança.  Mesmo sendo dirigidas para as irmãs, as palavras da Lainati servem para todos que vivemos o aperto no coração de ter perdido, em parte, a esperança.  Temos dúvidas, vivemos perplexidades, precisamos nos colocar entre os pobres que esperam a Deus. Fazemos uma tradução do texto com levíssimas adaptações. O presente artigo nos coloca, pois,  diante do ardente e urge...

SÃO DAMIÃO, O ESPAÇO ONDE JORRAM AS VIRTUDES DE CLARA E DAS CLARISSAS

Em São Damião, vivência fraterna é concretude do amor  Tomás de Celano, em sua Vida Primeira, cap. 8, faz um panegírico às Clarissas que habitam São Damião. Como primeiro secretário da Ordem em seus primeiros momentos, ele está bem próximo das origens e não faz ficção. Relata tudo o que recebeu oral e por escrito. Se está na Cúria está nas notícias, relatos e testemunhos, além de que muita coisa viu e acompanhou pessoalmente. A precisão da sua linguagem não depende somente de sua facilidade em escrever como um bom literato, mas como quem esteve lá. “Pois, antes de tudo, vigora entre elas a especial virtude da mútua e contínua caridade que de tal forma une as vontades delas” (1Cel 19,2). Em São Damião, a vivência fraterna é a concretude do amor. Atos, gestos, dedicação total a cada Irmã faz com que o Amor não seja apenas um detalhe de um elenco de virtudes, mas a alma de cada prática. Estar juntas é ser amada. Estão todas na mesma força do Amor “que morando juntas quarenta ou ...

O encontro de Francisco com uma mulher feita de amor

Agosto nos traz sempre de novo a figura de uma mulher de Assis, Clara, a mulher cristã, companheira de Francisco. Eis algumas reflexões sobre ele e ela e aquilo que eles continuam a nos dizer. I. IRMÃO E IRMÃ Com toda certeza, Francisco e Clara, da cidade de Assis não podem ser separados. Os dois nasceram para um mundo novo a partir de uma comum inspiração: ambos arrebatados por Cristo pequeno, amoroso, bondade. Christian Bobin, fecundo escritor francês, poeta em cada linha que escreve, foi vigorosamente aplaudido com o seu “Le Très Bas”, uma ode de amor a Francisco de Assis. Traduzimos uma página da peça estelar de Bobin em que escreve sobre os laços que uniam Francisco e Clara. Frei Almir Guimarães Em sua imitação ingênua e quase obcecada das Escrituras, Francisco de Assis não podia evitar este encontro com uma mulher feita de amor, sua irmã, seu dublê. Nada dizer a respeito dela senão que os dois se completam como duas colunas que sustentam os arcos de uma abóboda, pas...

Clara: santificação em cada pequeno gesto de amor

Caríssimos irmãos e irmãs, que o Senhor vos dê a Paz e todo o Bem! Nesta carta por ocasião da Festa de Santa Clara me dirijo aos confrades e a todas as pessoas que conosco comungam do carisma de São Francisco e Santa Clara de Assis. E muito particularmente a dedico às nossas Irmãs Clarissas que, no dia 11 de agosto, celebram jubilosamente a “admirável clareza da bem-aventurada Clara”, a mulher “dotada de tantos modos pelos títulos da claridade” e aquela que foi “clarificada no alto pela plenitude da luz divina” (BC 3). O Papa Alexandre IV, ao expedir a Bula de Canonização (BC) de Santa Clara, além dos vários títulos que a ela atribui, sublinha que esta Dama Pobre é para a Igreja e para o mundo “um claro espelho de exemplo”, representado nestes quatro símbolos com raízes bíblicas: luz que se irradia, planta que estende sua ramagem no campo da Igreja, veio límpido do Vale de Espoleto e candelabro de santidade em cuja luz muitos desejam acender suas lâmpadas (cf. BC 1-9). Assim, a...

SANTA CLARA E AS CLARISSAS EM SÃO DAMIÃO

Em 1228, Tomás de Celano escreve um testemunho de grande importância sobre a vida de Clara de Assis e as Clarissas no Mosteiro primitivo de São Damião. Não são meros detalhes. Elas são a guardiãs da inspiração e ficam ali no cuidado do manancial e são a própria fonte da dimensão contemplativa do mesmo Carisma. Se Celano escreve é porque ouviu e viu. Ele não é apenas um biógrafo e escritor de talento, mas um atento observador. Clara de Assis e suas primeiras Irmãs vão para o manancial do Carisma que é São Damião. Morar na Fonte é alimentar o caudaloso rio que se espalha pelo mundo há oito séculos levando a água viva da força franciscana e clariana. Francisco chega primeiro em São Damião, e como diz Celano: “Constrói uma casa para Deus e não tenta construí-la de novo, mas restaura a antiga, conserta a velha; não arranca o fundamento, mas edifica sobre aquele fundamento” (1Cel 18,1-2). Celano diz que, seis anos após ter chegado aquele lugar, ele retorna para continuar a reconstrução...

Festa do Perdão de Assis, fonte de misericórdia

Para facilitar o “Perdão de Assis” aos fiéis do mundo inteiro, o Papa Pio X deu a possibilidade de obtê-lo também nas igrejas ou oratórios. Cidade do Vaticano Celebra-se nestes dias 1º e 2 de agosto o Perdão de Assis, uma “porta sempre aberta” para todos aqueles que querem alcançar a graça de Deus por meio da experiência da reconciliação. O perdão de Assis é um forte chamado a aproxima-se do Senhor no Sacramento da Misericórdia e também da Comunhão. Muitos tem medo de se aproximar da confissão pois esquecem que lá não encontramos um juiz severo – disse o Papa Francisco - mas um pai imensamente misericordioso. É verdade que quando vamos ao confessionário sentimos um pouco de vergonha isso acontece com todos. Mas devemos lembrar que também essa vergonha é uma graça que nos prepara ao abraço do Pai, que sempre perdoa e sempre perdoa tudo. Neste sentido, celebrar o Perdão de Assis é a expressão do desejo de receber a graça da libertação interior e da libertação a nível relacion...